*Kaya Chinaider
Tanto eu quanto Lesly passamos a noite em claro, apesar das camas nessa casa serem bem mais confortáveis que o galpão é impossível ignorar que estamos preocupadas com a noite de hoje, Venom exige que tanto eu quanto Lesly trabalhemos no baile, me levanto da cama indo em direção ao banheiro, tomo uma ducha rápida e cuido da minha higiene pessoal, Lesly faz o mesmo, de banho tomado preparamos o café da manhã, uma refeição simples mais deliciosa com alguns pães e frutas, definitivamente Gutem foi muito gentil trazendo essas coisas para nós, terminamos de ajeitar a cozinha e resolvemos dar uma arrumada na casa, não vou mentir, não esta sendo fácil, eu e Lesly fomos criadas em berço de ouro, em minha vida jamais tive que arrumar minha própria cama, lavar minha roupa ou preparar minha comida, quando terminamos de cuidar de tudo já é quase noite, estou distraída preparando o jantar quando Gutem entra.
— Salve princesas.
O sorriso maroto é sua marca registrada, está segurando na mão duas sacolas pretas, entrega uma a mim e outra a Lesly..
— O que é isso?
Ela pergunta e ele se aproxima.
— É a roupa que vão vestir no baile hoje a noite.
— Já tenho roupa.
Ergo a sacola e ele me encara sério.
— Na boa loirinha, vou dar ideia porque te achei maneira tá ligada? Não provoca o Venom, ele não é o tipo paciente que leva as coisas na brincadeira saca? se tirar ele do sério não vai gostar nem um pouco do que ele vai fazer.
— Não tenho medo daquele troglodita.
Resmungo e ele ri.
— Ele é um cara maneiro, só não é muito sociável, é sozinho no mundo, não aprendeu a conviver com as pessoas.
Arfo alto pegando a sacola, olho o que tem em seu interior o encarando novamente.
— Nem pensar.
Ele ri.
— Não vamos vestir essas coisas.
— As mina se vestem assim no baile.
— Isso deveria ser crime, um atentado a moda.
Ele gargalha.
— Vocês são muito patricinhas né? mó pinta de modelo.
— Lesly é modelo.
Digo e sorri.
— Tai, já sei o que vou pedir papai Noel de presente esse ano.
Faz graça e ela desvia o olhar, completamente desconcertada.
— Vou nessa, volto para buscar as duas às 21:00, estejam prontas o Venom odeia atrasos.
Sai nos deixando sozinhas.
— Acho que vamos ficar gatas.
Lesly sorri olhando para roupa, definitivamente não tem um pingo de juízo essa criatura, nos arrumamos e saímos para o portão, está frio e a pouca roupa que mal cobre o corpo não está ajudando.
Roupa da Kaya
Roupa da Lesly
Estamos aguardando o GB quando um carro preto estaciona, ele desce andando até nós, está bem vestido, camisa pólo branca e tênis da Nike.
— Po*rra.
Ele diz em voz alta, passa as mãos pelos cabelos encarando descaradamente.
— Tá linda demais morena.
Lesly sorri timidamente.
— Tú também tá gata, vão ser a atração do baile.
Nos oferece o braço como um cavalheiro, entramos no carro e de lá somos levadas até uma aglomeração grande de pessoas, o som toca alto, mal consigo ouvir meus pensamentos.
— Bora subir, vamos ficar no camarote.
GB grita alto, segura firme a mão de Lesly enquanto ela agarra a minha, três homens armados estão ao pé do que parece um palco improvisado.
— Salve GB.
Um deles diz abrindo passagem, seu olhar sobre mim é desconcertante.
— Porque estão todos olhando para nós?
— São carne nova.
Gutemberg brinca, assim que entramos na área reservada consigo avistar um grupo de homens sentados em um luxuoso sofá, o lugar está pouco iluminado e mulheres bebem e dançam ao redor deles.
— São as garotas novas?
Uma menina de cabelos cacheados se aproxima, de todas que estão no lugar é a única vestida formalmente, usa jeans e uma camiseta preta com as escritas " bar da dona Jacinta".
— Porque está aqui?
Gutem pergunta com uma cara nada boa.
— O Bernardo quebrou o pé, não veio trabalhar hoje, tive que ajudar a mamãe, o buffet está servido.
— Fica longe da chefia, sabe que aqueles caras são malucos, não respeitam ninguém e não tô afim de arrumar rolo hoje.
Ela assente.
— Prazer sou a Bruna, mas todos me chamam de Bruninha, sou irmã do Gutemberg.
Bruninha 18 anos
Eu e Lesly nos apresentamos e ela gentilmente sorri.
— Basicamente vocês vão ajudar a servir, eu já pedi o Gutem e o Xavier para deixar as garotas que trabalham para o bar se vestirem com uniformes mas eles sempre dizem que as garotas estão lá para entreterem e não só servir.
Certamente notou meu desconforto enquanto desço insistentemente o micro vestido para baixo.
— Sirvam as bebidas, os tira gostos e falem o mínimo possível, os homens de camisa vermelha e preta são o Tato e o Dan, fiquem longe deles, são problema.
Ela aponta para dois homens extremamente fortes que gargalham alto com um copo de bebida nas mãos.
— O Xavier chegou.
Ela sorri, olha para entrada e tanto eu quanto Lesly fazemos o mesmo, é impossível não notar a imponência do grandalhão, está lindo, camiseta preta e boné, o reflexo da enorme corrente de ouro em seu pescoço quase me cega em contato com a luz, a música simplesmente parou quando ele adentrou o camarote, Venom andou até os homens sentados , uma mulher jovem de cabelos escuros se sentou em seu colo agarrada como uma trepadeira ao seu pescoço.
— É a mel, o lanchinho dos donos do morro, se encher vocês duas me chamem, arranco os cabelos dela.
Sorri nos entregando uma bandeja de bebidas e tira gostos.
— Sirvam a mesa, peguem os copos vazios e voltem para cá.
Obedecemos, assim que nos aproximamos os olhares se voltam para nós.
— Aí Venom.
O homem de camisa vermelha bate palmas.
— Finalmente uma piran*ha de respeito.
Me puxa para perto, Venom não responde nada,me olha levando o copo de bebida à boca.
Me dê uma cerveja gracinha.
Pega uma das latas sobre a bandeja, tenho que engolir meu orgulho enquanto ele está agarrado ao meu braço.
— Ponha isso aqui.
Tira a bandeja da minha mão colocando sobre a mesa.
— Esses olhos azuis, me deixe ver mais de perto.
Me puxa fazendo com que eu me sente no sofá, segura meu rosto entre as mãos.
— Mais que gracinha.
— Eu quero um whisky.
Venom grita alto, Lesly faz menção de se mover e ele a para.
— Você não.
Estala os dedos
— Vá buscar Kaya.
Todos da mesa o encaram.
— Qualé Venom, não pode pedir para outra?
— Eu estou falando grego?
Me levanto caminhando trémula até a mesa de bebidas, Bruninha apenas me olha com uma expressão de preocupação e pena, volto para o sofá e no exato momento em que entrego a bebida ao Venom sinto meu corpo ser agarrado por trás.
— Vem loirinha, vamos dar uma esticada.
Lambe meu pescoço enquanto aperta meu corpo, me debato tentando sair do seu abraço quando sinto a arma em sua cintura, a puxo aprontando diretamente para sua testa.
— Não me toque seu monte de merda.
— Opá, calma loirinha.
Ele ergue as mãos em rendimento.
— Venom.
O homem grita, e não consigo evitar olhar para ele, Nesse momento ele me encara com uma expressão atenta e fria.
— Atira.
Ele diz levando o copo a boca.
— Qualé Venom.
Implora, minhas mãos tremem.
— Na boa loirinha foi mal.
O homem de blusa preta implora, destravo a arma, engatilho e ele se ajoelha.
— Não faz isso.
— Eu disse para atirar.
Venom se põe de pé, não consigo nem mesmo me mover, ele anda até mim, sem sequer olhar para o rapaz diante de nós segura a arma em minha mão a tirando de mim, Venom me olha bem no fundo dos olhos.
— Vi que tem disposição loirinha, tú não tem é coragem, aprenda uma coisa, se puxar o ferro para alguém atire, atire porque quem está na sua mira não teria a mesma consideração por você.
Dispara contra o homem de joelhos até esvaziar o tambor, posso ouvir toda a gritaria que se inicia, ele toca meu rosto depois aperta.
— Estragou a po*rra do meu baile, como vai me compensar agora?
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Atualizado até capítulo 66
Comments
morena
as roupas mó bonitas e a patricinha dizendo q isso deveria ser crime
2025-04-02
0
Rayza Alcântara
isso é vrdd, por isso tem o ditado qm dá-lhe esquece quem apanha nunca esquece. se puxou o ferro tem q puxar o gatilho odeio ameaças.
2024-11-23
0
Suellen Carolina
quero saber o q é kk
2025-01-09
0