*Kaya Chinaider
Lesly e eu somos tiradas do galpão por dois homens armados, estou completamente molhada exceto pela camiseta preta que foi vestida em meu corpo pelo troglodita do Venom, é um homem cruel, sádico e maldoso como jamais tive o desprazer de conhecer.
— Quer que a gente faça a escolta chefia?
Um deles pergunta a GB, o homem olha para mim e Lesly abrindo um sorriso.
— Acho que dou conta, as duas Barbies aqui não me parecem perigosas.
Abre a porta de um esportivo preto para que a gente entre, eu me sento no banco de trás ao lado de Lesly enquanto ele guia pelo morro em direção a algum lugar que a localização desconheço, todas as ruas são estreitas, becos escuros e pessoas que olham de forma desconfiada.
— Bem-vindas ao lar.
GB abre a porta, desço primeiro e quando vou ajudar Lesly a fazer o mesmo ela se segura na porta, fecha os olhos completamente pálida.
— Aí morena, Cê tá legal?
GB pergunta a pegando no colo, Lesly passa os braços pelo pescoço do homem que parece preocupado, de todos nesse maldito lugar é o único com um pingo de compaixão, GB abre a porta da casa, o lugar é pequeno, tem as paredes em um tom pastel e está mobiliada, tudo muito simples mais limpo e organizado, muito, muito melhor que o galpão imundo em que estávamos.
— Quer uma água?
Ele pergunta, Lesly sorri, é o primeiro sorriso que vejo em seu rosto desde que chegamos aqui.
— Estou bem.
GB se afasta.
— Eu mandei os moleques buscar as coisas que pediu, as frutas,os legumes, alguns iogurtes e aquele peixe com nome esquisito.
— Salmão?
— Isso esse tal de Salomão, por algum motivo os comedia da zona sul não entendiam o nome.
Lesly me olha, não consegue esconder o riso.
— Então é isso.
Ele passa a mão pelos cabelos.
—Vou voltar pra boca, os vapores vão trazer suas coisas mais tarde, pedi que comprassem algumas roupas e produtos de higiene, nada luxuoso como o que estão acostumadas mais vai dar pro gasto.
— Obrigada.
Digo e ele assente.
— Melhoras morena.
Olha para Lesly, não sou nenhum expert no assunto mais ele parece visivelmente interessado e isso pode ser a única carta que temos na manga, esse lugar é perigoso, essas pessoas são perigosas e não sei quanto tempo papai irá demorar para nos tirar daqui.
— Obrigada Gutemberg.
Lesly diz de um jeito doce, arranca dele um sorriso bobo, sai da casa igual pinto no lixo com um sorriso que dá para ver até de costas, Lesly se senta no sofá, me encara com uma expressão preocupada.
— Kaya, o que vamos fazer?
— Não sei, é impossível sair daqui.
Me sento ao seu lado.
— Não dá para bater de frente com essas pessoas.
Arranco a camiseta preta a jogando sobre o sofá.
— Onde arrumou isso?
Ela pergunta.
— O brutamontes psicótico para quem o GB trabalha me deu um banho de mangueira.
— Ele te machucou?
Nego.
— Foi só um banho, muito mal dado por sinal.
Cheiro minha roupa empregada de suor e poeira, Lesly me olha em silêncio.
— Estou com fome.
Diz me dando finalmente um motivo para sorrir, o remédio está fazendo efeito.
— Vou buscar alguma coisa, espere aqui.
Vou até a cozinha pegando dentro de uma das sacolas trazidas pelos garotos uma maçã, volto para sala entregando a ela, Lesly já comeu boa parte dela quando batem na porta.
— Salve loirinha, o GB mandou entregar.
Um menino moreno de cabelo escuro me entrega duas sacolas enormes, agradeço fechando depressa.
— O que é?
— Roupa, sandália, escovas, pasta de dentes.
Continuo narrando e ela observa.
— Gosto do Gutemberg.
Ela diz e eu a encaro perplexa.
— Gosta do traficante que nos sequestrou?
— De todos ele é o único legal, estaríamos perdidas se não fosse por ele.
Pega uma das sacolas tirando dela um short jeans e uma blusa vermelhal
— E aí, o que acha?
— Acho que não dá para escolher, se fossem sacos de alinhagem vestiriamos do mesmo jeito.
Pego um conjunto marfim.
Entro no banho tomando uma ducha, lavo meus cabelos sentindo pela primeira vez desde que cheguei aqui um alívio em toda minha angústia, estou terminando de me vestir quando ouço o grito de Lesly.
— Kaya.
Ela berra alto, saio correndo está sentada em frente a TV, no noticiário o rosto de papai e de membros da família estampando os noticiários.
— Família Russa é presa hojé no Rio de janeiro.
Ela lê o que está escrito e me olha em seguida.
— Hojé membros de uma facção criminosa conhecida como Uralmash, foi presa em um dos portos de Niterói no Rio de janeiro, uma embarcação que trazia armamentos e drogas de Ecaterimburgo foi interceptada por um operação conjunta da guarda portuária e da Interpol, O líder do grupo Jeremiah Chinaider e o Filho Ryan Chinaider foram presos ao tentar evadir do local, além deles outros quinze homens que integram o grupo foram detidos, segundo a polícia dois outros membros da família estão foragidas, Lesly Chinaider e Kaya Chinaider também estão sendo procuradas pela polícia.
Me sento no sofá com as mãos na cabeça.
— Lesly.
Ela me olha.
— Estamos perdidas.
Digo e ela me encara com os olhos cheios de lágrimas.
— Temos que sair imediatamente daqui, fugir antes que o Venom e os comparsas descubram tudo isso, se ficarmos a polícia vai nos achar Lesly, vão invadir o morro.
Me levanto e nesse exato momento a porta se abre, Venom entra acompanhado de GB e outros dois homens, a expressão em seu rosto é de quem está trazendo o inferno.
— Então estamos diante da realeza, de princesas da máfia.
Ele ri.
— Já sabe que meu pai foi preso, qualquer compensação que esperava receber por nós duas foi pelo ralo com ele, deixe-me ir embora, eu e Lesly sumiremos no mundo e vocês não terão mais notícias nossas.
— E tudo que eu gastei com esse circo?
Ele diz cruzando os braços frente ao corpo.
— Tem noção de quanto me custou aquela invasão a sua casa? quantos homens eu perdi por culpa do seu maldito papai.
O encaro e ele se aproxima ficando frente a frente com minha face, sua mão toca meu rosto depois apertada forte fazendo que minha boca se abra, Venom se aproxima ainda mais sussurrando dentro dela.
— Você me pertence agora loirinha, irá trabalhar para pagar o que deve.
— Eu não lhe devo nada.
Rosno de volta.
— você invadiu a minha casa, me tirou da minha família e ainda acha que eu devo algo a você?
Ele gargalha, GB me olha como se implorasse por silêncio.
— Não me faça perder a paciência.
Segura com firmeza o meu pescoço.
— Escuta aqui vagab*unda, estou sendo bonzinho até agora mais se me tirar do sério eu vou esquecer dos meus bons modos, ao invés de me pagar com serviço vai pagar com esse corpinho, vai virar meu brinquedinho sexu*al, meu e do meu pessoal.
Seu olhar não esconde a perversidade, me joga no sofá varrendo meu corpo dos pés a cabeça.
— Ainda acho que teria bem mais serventia, dê graças a Deus por não ser o meu pai diante de você, ele já teria fod*ido esse seu traseiro branco para mostrar quem manda.
Me encolho e Lesly me abraça, Venom caminha até a porta.
— Vão trabalhar no baile amanhã a noite, as duas.
Ela aponta gritando para nós.
— Vão servir meus convidados então tirem essa expressão de choro desses rostinhos, não quero e não vou tolerar nenhuma gracinha.
Sai batendo a porta, GB e os vapores o seguem, agora sim, estamos definitivamente Ferradas.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Suellen Carolina
pqp é melhor ficar sequestrada
2025-01-09
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Suellen Carolina
gb ele é demais 😂
2025-01-09
0
Luana Mddm
/Sob/
2025-01-17
0