Maurício: Entro na fazenda buzinando feito maluco, os meus pais saem sem entender nada.
Preciso de ajuda e não tenho tempo para explicar, terão que confiar em mim.
(Dra. Marlene, 54 anos - Pediatra. Dr. Bruce, 56 anos - Cirurgião Geral)
Marlene: Maurício pega uma mulher desacordada nos braços e me pede para pegar a criança. Criança? Como assim? Olho no carro e tem uma criança desacordada no banco de trás.
Santo Deus!
Bruce: Que loucura é essa filho?
Tento acompanhar o Maurício, que praticamente corre para o quarto que equipamos aqui na fazenda, para a mãe da Marlene passar os últimos meses.
Maurício: Abre a porta e se limpe pai, ela precisa de ajuda, vou te auxiliar.
Bruce: O quê? Maurício para! O que está acontecendo?
Maurício: O meu pai abre a porta, deito a Melissa na cama e respiro um pouco. Encontrei a Melissa, quer dizer essa moça que pode ou não se chamar Melissa na estrada com aquela criança, ia chamar a polícia mais ela me disse que foi um policial que fez essa barbaridade com ela. Segui os meus instintos e trouxe elas comigo. Agora preciso de ajuda, porque tem algo de errado com ela pai, não vou entregá-la para justiça e ficar com a morte dela na minha consciência.
Bruce: Filho!
Maurício: Fizemos um juramento, salvar vidas pai!
Marlene: Salva a moça, depois veremos o que podemos fazer.
Bruce: Minha rainha...
Marlene: Agora Bruce, ajude o seu filho! Vou examinar a criança e volto para ajudá-los.
Bruce vai se limpar e o Maurício faz o mesmo. Vou acordar a Daiane que dorme feito pedra para me ajudar.
(Dra. Daiane, 28 anos - Psiquiatra)
Daiene: Mãe! Que horas são?
Marlene: Preciso de ajuda, o seu irmão trouxe essa criança e uma mulher desacordada. Pega a minha maleta filha!
Daiane levanta assustada e faz o que pedi. Tiro a roupa da criança e examino ela inteira, não tem sinal de violência e ela parece bem, apenas dorme pesado. Imagino que possa ter sido medicada, pois o sono está profundo.
Daiane: Esse anjo está bem mãe?
Marlene: Aparentemente sim, pode ficar de olho nela? Pesciso ajudar o seu pai.
Daiane: Claro.
Estou perdida, mas preocupada com a criança. Deito com ela nos braços e fico aguardando a minha mãe voltar.
Pouco tempo antes...
Bruce: Está colocando não só a sua carreira como médico em risco filho, espero que o seu extinto não esteja errado ou vamos estar todos perdidos.
Maurício: Tudo o que sei aprendi com você pai, me ensinou que uma vida nunca virá depois de um diploma e que o certo pode ter consequências. Farei o certo, porque criou um homem!
Bruce: O Maurício e a Daiane são o nosso orgulho, os dois são bons filhos, com valores inegociáveis. Apenas aceno com a cabeça e vou examinar a moça.
Teremos que tirar a roupa dela filho.
Maurício: Ela é uma paciente e somos médicos.
Tiro a blusa da Melissa e posso notar o abdômen distendido com vários hematomas que condizem com chutes.
Marlene: Parem um instante, preciso documentar essas lesões, não sabemos o que aconteceu.
Maurício e o Bruce se afastam e tiro fotos de todos os hematomas da moça. Termino de tirar a roupa dela e tampo as partes íntimas. Bruce opta por fazer uma laparotomia exploratória, fico como auxiliar enquanto ele e o Maurício iniciam a cirurgia após sedá-la. Aqui tem tudo, estamos precavidos para qualquer situação, pois a minha mãe ficou nesse quarto até o último dia de vida dela.
Maurício: O meu pai estava certo, a Melissa está com uma hemorragia interna, descobrimos o foco da hemorragia e finalizamos a cirurgia. A Melissa está sedada, não sabíamos o peso dela e não sei se exagerei na sedação, aliás fizemos o nosso melhor com os recursos que tínhamos sem saber nada sobre ela. Nem mesmo anestesista somos.
Ela vai viver pai?
Bruce: Talvez filho, agora precisamos conversar.
A Marlene veste uma camisola na Melissa, deixa ela confortável, com os aparelhos de monitoramento ligados e seguimos para a sala. Maurício pega uma mochila no carro que pertence à moça, abrimos e encontro documentos, joias, uma carteira de um policial e uma arma.
Maurício: Ela se chama Melissa e a Criança Bruna, o pai e o Edgar que é policial e pela certidão de casamento é o marido dela.
Marlene: Observaram o pé direito dela? Deveria viver presa. Está desnutrida e tem várias cicatrizes e hematomas antigos no corpo dela que contam a história por si só. Vamos proteger essa mulher e a filha dela!
Bruce: Estão sendo precipitados, tem joias aqui e a carteira de um policial! E se ela o matou?
Maurício: A arma está com todas as munições.
Bruce: Essa mulher pode ser perigosa!
Maurício: Pai não podemos ignorar os fatos!
Marlene: E não vamos ignorar, ela é minha protegida.
Encaro seria o Bruce que parece muito desconfortável com tudo isso. Mas, como mulher jamais fecharia os olhos para uma situação dessas, além disso, temos meios e recursos para proteger as duas e dar a elas uma vida digna de hoje em diante.
Bruce: Ninguém sai dessa fazenda até essa história estar esclarecida. Todos fiquem de olho nos noticiários e vou reforçar a segurança da propriedade. Além disso, ninguém pode saber que essas duas estão aqui, estamos entendidos?
Marlene: Obrigada meu amor.
Falo abraçando o Bruce que me beija com carinho.
Bruce: A arma e o resto ficará no cofre. A Daiane vai conversar com essa moça primeiro, se ela sofreu como imaginam ela será essencial para ajudá-la.
Maurício: Subimos até a Daiane e contamos tudo a ela. Ela aceita dormir com a Bruna e eu vou ficar de plantão com a Melissa. Os meus pais vão dormir, tomo um banho, coloco uma roupa confortável e arrasto uma poltrona até o quarto que a Melissa está. Me ajeito já poltrona como dá e fico encarando a Melissa. Foi necessário entubar ela e fico aqui pensando em como vai ser quando ela acordar, espero não estar errado sobre a história dela.
A sua filha está segura Melissa.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Marcia Patette
Isso aí Marlene não permita que esse demônio pegue ela
2025-01-11
1
Alessandra Torres
chega a doer em saber que tem mulheres que passam por isso, e quando nos temos filhas o medo 😱 fica pior só pesso a Deus que olhe e tenha misericórdia dessa geração que tai
2025-02-04
1
Josilda silva
Jéssica suas histórias são maravilhosas, parabéns
2025-01-29
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