⚠️ Atenção, esse capítulo contém cenas de agressão física.
_______________________________
Um mês depois...
Melissa: Se passou um mês, Edgar foi um perfeito cavalheiro, me tratou como uma verdadeira princesa e estou tentando confiar nele outra vez. Ainda não consegui superar o trauma de ser estuprada e não tivemos relações sexuais outra vez. Ele me falou que o casamento foi mais caro do que ele planejava e me senti culpada por ter escolhido tantas coisas. Estou na porteira me despedindo do último funcionário da fazenda, agora terei de lidar com tudo porque não temos como pagar os funcionários e o Edgar trabalha muito. Vendemos a maioria dos animais, então não terei tanto trabalho. Os dias passam e tenho me sentido mal. Estou fazendo o jantar quando sinto uma forte tontura e perco os sentidos. Acordo e me deparo com a expressão confusa do Edgar.
O que aconteceu?
Edgar: Desmaiou. Acredito que está grávida Melissa! Que merda!
Melissa: Grávida?
Levo a minha mão a barriga e fico assustada com a raiva nos olhos do Edgar.
Edgar: Deveria ter me cuidado mais. Não quero filhos agora!
Melissa: Meio tarde para esse pensamento não acha?
Edgar: Lá vem você me julgar de novo! Não basta estar tentando ser melhor? Tem que jogar na minha cara toda vez?
Melissa: A expressão do Edgar fica fria, me afasto com medo e ele fica ainda com mais raiva.
Por favor, Edgar se acalme...
Edgar me chuta com força na barriga várias vezes e chego a cuspir sangue, tento me proteger com as mãos e perco a consciência depois que ele chuta o meu rosto com força. Abro os olhos com dificuldade, sinto tanta dor no corpo. Ainda estou no chão da cozinha, olho em volta e o Edgar não está aqui e lágrimas descem sem controle pelo meu rosto. Me sento e sinto gosto de sangue na boca, me arrasto até as escadas e vou até o quarto. Pego poucas roupas coloco numa mochila e saio da fazenda tarde da noite andando sem rumo. Vejo um farol de um carro a distância e tento pedir ajuda, para o meu desespero é o Edgar. Ele me arrasta para dentro do carro e me leva de volta a fazenda me acertando tapas no rosto, enquanto grita comigo descontrolado. Desço e ele tira correntes de dentro do carro. Sou acorrentada igual um animal e ele me avisa que se tentar fugir outra vez vai me matar. As correntes me permitem andar na casa, ele tem voltado pelo menos uma vez na semana com comida e sempre que volta sou estuprada com violência. As vezes ele e carinhoso e me pede desculpa, fico cada dia mais arredia com ele e com isso tenho apanhado mais. A minha barriga cresceu e o Edgar parou de me tocar e me agredir. Esse pequeno milagre me deu esperança, é um sobrevivente e mesmo com as circunstâncias que foi gerado amo esse bebê com a minha vida. O Edgar voltou a ser cavalheiro e gentil, finjo que o perdoei na esperança dele não me bater mais. Ele não confia que não vou fugir e continuo acorrentada.
Edgar: Tem café princesa?
Melissa: Vou passar agora mesmo um café para você.
Edgar: Odeio te ver assim, arrastando o pé com essa corrente, mas eu te amo Melissa e não posso te deixar ir embora. É minha e vamos reconstruir essa família.
Melissa: Não tenho intenção de ir a lugar nenhum, o meu filho não vai crescer sem um pai e tenho certeza que será o melhor pai para esse bebê. E se confiar em mim, seremos felizes.
Minto sentindo nojo de mim mesma e o doente do Edgar, parece acreditar em mim. Noto ele guardando as chaves no cofre, não chego até o cofre com as correntes, mas não vou desistir de fugir desse monstro.
Edgar: O café cheirou. Quer algo da cidade?
Melissa: Poderia trazer flores e chocolate? Não consigo chegar até o jardim e acredito que as flores não sobreviveram sem cuidado. Gosto de flores na casa e estou com vontade de comer chocolate.
Edgar: Claro que posso. Estou gostando de como anda calma princesa, faz bem para o nosso filho.
Melissa: O seu cuidado comigo, tem me deixado calma.
Edgar me dá um selinho, se despede e sai. Caio de joelhos abraçada a minha barriga implorando a Deus que me dê forças para aguentar, oro com lágrimas rolando sem controle pelo meu rosto. Sinto o meu bebê chutar pela primeira vez e para mim é como um sinal de esperança. Me levanto e vou banhar, olho o meu corpo no espelho e me assusto com a imagem a minha frente. Descido mudar e me cuidar, me cuidar pela vida que cresce dentro de mim que não tem culpa de nada. Desço e janto, mesmo sem fome me obrigo a comer. Sentindo apenas desprezo e nojo pelo Edgar continuo tratando ele bem, com isso ele volta a ser "bom". Não acredito que um dia vou perdoá-lo, mas isso é necessário para poder fugir daqui na primeira oportunidade. Meses se passam nessa calma, tenho sentido contrações e o Edgar fica em casa. Começo o trabalho de parto, já tinha deixado tudo pronto para chegada do bebê, Edgar me ajuda e dou à luz a uma menina. Escolho o nome dela, vai se chamar Bruna. Ela é tranquila, quase não chora e o Edgar após cortar o cordão umbilical dela nunca a tocou e acho ótimo porque não confio nele. Ele começa a ter ciúmes dela mamando, e me obrigou a parar de amamentar ela, sofri muito com isso principalmente porque tentei amamentar escondido e fui espancada a ponto de nem abrir o olho por essa decisão. A pior parte de tudo isso é ser cuidada por quem me agrediu.
Edgar: Viu o que você me obriga a fazer? Sabe que me sinto péssimo por isso e continua me desafiando. Mas, eu te perdoei Melissa e vamos superar esse momento juntos, vou cuidar de você e da nossa filha.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 84
Comments
Eura Tavares Pessoa
Estou começando a ler hoje dia 22/11/2024 pela sinopse que li o livro parece bem interessante vou continuar com a leitura para saber o desfecho da história.
2024-11-23
0
Maria De Jesus Maia Muniz
Estou com um mau estar, dessa praga, quanto sofrimento dessa mulher
2024-12-11
0
Janete Profiro Santana
misericórdia! Que criatura mais horrorosa e horripilante
2024-12-11
0