Quando saímos do posto, fomos andando até o supermercado local, pois eu queria comprar algumas frutas para comermos durante a manhã e também porque preciso ficar em forma novamente.
— Quais frutas você gosta de comer, além de laranja?
Ela sorrir porquê percebi o quanto ela ama laranja:
— uva, melancia, melão, dentre outras.
— e de morango, você gosta?
— sim- responde ela- mas não precisa se preocupar com isso.
— você precisa se alimentar, ainda mais com a ingestão de alimentos ricos em vitaminas. Vou levar a uva e o morango. Para o almoço eu já tenho alguns alimentos em casa, mas vou levar mais alguns.
Faço uma pequena compra e depois de pagar tudo no cartão de crédito, peço um Uber para minha casa.
Vejo Cristina respirar fundo algumas vezes, como se estivesse com enjôo, mas logo seu semplante melhora quando peço ao motorista para abrir as janelas do veículo.
Chegamos na minha casa e logo inicio o almoço, pois sei que a hora voa. Cristina toma um banho enquanto eu arrumo tudo.
— você quer ajuda com a comida? eu sei cozinhar várias coisas.
— não precisa. Apenas descanse que eu faço- lhe dou um celinho - então, quando você vai fazer a ultrassom para vermos esse bebê lindo?
— eu não sei, os médicos não falam nada. Se continuar assim, eu vou pagar uma consulta no particular. Eles enrolam muito. Quero saber se o bebê está bem, o tamanho dele.
— entendo, mas agora que você fez o exame de sangue, talvez não demore para iniciar essa etapa.
— tomara que esteja certo. Eu ainda nem contei para meus pais. Eles vão surtar quando souber que o pai do bebê me abandonou.
— então não conte essa parte. Diga que está com o pai do bebê. Eles conhecem o seu ex?
— sim, já viram algumas vezes. Mas, tudo bem, depois eu vejo um dia para enfrentar essa situação, quando eu tiver a foto da ultra em mãos.
— descansa e logo o almoço estará pronto. Já coloquei o feijão na panela de pressão e o arroz está cozinhando. O frango está no fogo tbm. Então- me aproximo dela- posso te dar um pouco de carinho, o que acha?
— eu gosto disso- abraço ela por trás e a mesma deita a cabeça no meu peito- vou deitar então- ela respira fundo- aquela fisgada está voltando.
— vou pegar água para você- abro a geladeira e coloco água no copo- bebe. Deve ser fome. Vou pegar algo aqui- lavo algumas uvas e lhe entrego- coma.
— Obrigado- ela se alimenta enquanto tomo um banho.
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Fomos para o trabalho andando. Segurei na mão dela e vi a mesma dá um leve sorriso. É estranho estar com outra pessoa- mesmo não sendo um relacionamento - mas ela me faz sentir como um adolescente, coisa da qual eu não sentia com minha ex esposa.
No trabalho, Cristina continuou sentindo aquelas fisgadas, mas se manteve firme durante todo expediente. Eu já estava preocupado com a saúde dela, a querendo levar no posto, mas a mesma dizia que não precisava, que logo ficaria bem, por se tratar de algo natural da gestação.
Mas quando foi 17h30 e percebi que ela ainda se contorcia de dor, chamei um Uber e a levei no hospital da cidade.
Logo ela foi atendida e tive que esperar pelo lado de fora enquanto ela fazia o exame de sangue e vestia uma roupa hospitalar.
Enfermeira: o senhor pode entrar, se quiser. Iremos fazer a ultrassom para ver o estado do bebê.
Robert: obrigado.
Entro na sala e Cristina está deitada em uma maca hospitalar.
— Nós iremos começar o exame, tá bem?- ela fala com a Cristina e ela assente em resposta- já sabe de quantos meses você está?
— ainda não, nunca me dão informações quando peço- sua voz é manhosa e seguro uma risada.
— tudo bem, hoje vamos descobrir isso- ela passa o gel em sua barriga- terá que ser de outro método, pode nos dar licença?
— deixa ele ficar, por favor. Não tenha nada aí que ele não tenha visto- ela sorrir para mim e eu retribuo, segurando sua mão.
— normalmente não deixamos, mas, vou abrir uma exceção. Apenas pode ser um pouco estranho.
Não imagino o quão estranho possa ser, mas entendo bem o motivo ao ver a enfermeira colocar um pedaço de plástico duro nela, com o auxílio de uma camisinha. Olho para Cristina sem entender a necessidade daquilo, mas logo entendo ao ver no monitor tipo um feijãozinho preto.
— aqui, é o seu bebê Cristina. Ele está bem pequeno porque você está no início da gestação, mas ele logo crescerá. O saco gestacional está bem implantando, tudo certinho.
— e estou de quantos meses?
— bom, nós costumamos contar por semanas, porque o bebê se modifica assim, mas, pode-se dizer que esteja com 3 meses. Podemos até calcular sua data prevista de parto.
— tão rápido assim?- me sinto meio zonzo- não está cedo para verificar isso?
— não com a tecnologia avançada. Algumas mulheres conseguem descobrir o sexo do bebê com 13 semanas. Assim como outras só conseguem ver com 20 semanas em diante.
— e qual a data prevista para o parto, doutora?
— Dia 1° de Outubro, mas pode nascer antes.
— tá bem e o bebê, está bem? porque sinto muitas dores.
— sim e irei te receitar um remédio para essas dores, mas você precisa informar isso ao seu médico. Você já começou a consulta com a obstetra?
— não, só fiz exames de sangue e outros testes.
— Ah, então na próxima consulta eles te encaminham. Agora- ela entrega uma ficha para ela- tome esse remédio e pode voltar a sua vida ao normal.
— obrigada doutora- ajudo ela a se levantar- eu já volto- ela entra na sala e eu a aguardo no corredor.
Ela volta depois de alguns minutos e a levo à sua casa.
— obrigada por me acompanhar. Você tem sido muito bom comigo.
— eu estou aqui, sempre- dou um beijo em sua testa e saio, a deixando sozinha.
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Atualizado até capítulo 68
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