Levo a Cristina para uma lanchonete próxima da escola eu não tenho amigos nessa cidade e seria bom formar uma amizade com ela, pois iremos trabalhar juntos.
Ela está usando um vestido preto estilo balonê e os seus cabelos presos em um coque frouxo. Cristina me observa e sorriu quando chega os nossos pedidos.
ela disse que eu poderia escolher o lanche e optei por duas pizza brotinho mas a bebida ela quis um suco natural de laranja e eu fui em um Mate Leão.
— está feliz com o novo emprego?- ela me pergunta enquanto modisca um pedaço de sua pizza- a ideia de ser auxiliar, pois não atrapalhará caso eu entre de licença- ela pára de falar e eu tento processar a informação dela, sem entender esse lance de licença.
— Por que você tiraria a licença? malmente é quando uma pessoa está doente ou- Então ligo os pontos e percebo do que se trata- você está grávida?
hoje tu fica avermelhado e a mesma fica um pouco receosa de falar, então repouso a minha mão sobre a dela, a tranquilizando.
Cristina sorrir e diz:
— mas prefiro manter segredo sobre isso no momento porque não posso perder esse emprego.
— seu segredo está seguro comigo- ela sorrir- seu companheiro deve estar bem feliz com a notícia.
— não está - ela responde tristonha- ele não quer saber de mim e nem do bebê, mas cuidarei bem desse neném.
— você será uma ótima mãe. Você pode até se sentir sozinha mas saiba que ganhou um novo amigo, no qual você pode contar para o que precisar.
Chego em casa após passar um tempo com minha nova colega de trabalho- Cristina. Ela pareceu feliz em estar perto de alguém que a apoiasse em sua nova jornada e acho ela uma pessoa muito corajosa por passar por uma gravidez sozinha, sem um pai presente, a dando apoio físico e psicológico.
...Cristina:...
Meu dia foi uma montanha-russa de emoções. Comecei o meu dia desempregada e agora sou oficialmente uma auxiliar de professor e o professor é um homem muito bonito e atraente. Talvez sejam os hormônios da gravidez, mas senti algo quando o vi. Não foi um mau presentimento e sim algo dentro de mim se aqueceu quando o mesmo segurou em minha mão.
Coloco a comida para esquentar e procuro uma roupa para vestir no meu armário. Opto por uma camisola de alça final preta com bolinhas brancas. Tomo um banho rápido- para o feijão e o arroz não queimar- e me visto.
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
Acordo pela madrugada com minhas partes íntimas ardendo. Vou para o banheiro e tento me acalmar, na esperança da dor parar, mas ela piora, como uma dor aguda. Respiro fundo algumas vezes e mando uma mensagem para minha tia, mas foi apenas um risquinho.
Com medo de estar tendo um aborto espontâneo, ligo para o Caio e o mesmo atende:
Caio: o que você quer a essa hora, Cristina?
Cristina: dor... forte... aí...
Caio: deve ser o bebê empurrando sua bexiga.
Cristina: como você sabe dessas coisas?
Caio: já vi minha mãe grávida do meu irmão e ela sentia essas dores. Agora vai dormir que eu também estou cansado.
Cristina: tá bem, obrigada por me atender.
Desligo a chamada e sorrio por ele ter me ajudado, mas então recebo um SMS dele, dizendo:
Caio: não é porquê eu te ajudei com esse sintoma que eu queira me envolver na vida dessa criança. Fui apenas ser humano. Agora me deixe em paz e se sentir dor de novo, pede um analgésico ao seu médico e não fique me ligando mais- 3h30.
Aos poucos, a dor vai diminuindo e o sono retorna, me fazendo querer voltar para a cama. Termino de comer e me deito, adormecendo em poucos segundos.
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
......Robert:......
Acordo às oito da manhã com o corpo dolorido. Não consegui parar de pensar na Cristina, mas não de um modo romântico e sim que ela está passando por um momento bem delicado em sua vida e me irrita saber que o genitor não quer assumir essa criança.
Pelo menos agora estou perto dela e posso lhe dar o apoio, mesmo sendo apenas na amizade. Eu sei que a conheço pouco, mas as vezes sinto como se a conhecesse a minha vida inteira, como uma conexão inexplicável com ela.
Não sei se ela se sente da mesma forma ao meu lado e até parece meio bobo lhe perguntar isso. Saio de meu devaneio e lhe mando uma mensagem:
"bom dia. Dormiu bem?- 08h05."
Cristina: bom dia. Dormi mais ou menos, mas estou bem e você?- 08h06.
Robert: por que? o que houve?- 08h07.
Cristina: senti umas dores muito fortes, mas mandei mensagem para o Caio e ele me tranquilizou. As vezes não o entendo. Ele diz para não procurá-lo, mas quando preciso de ajuda, ele não me rejeita e novamente ele falou para eu não o procurar mais- 08h08.
Robert: você acha que ele ainda gosta de você?- 08h08
Cristina: não, ele apenas não quer ter culpa caso algo aconteça com o bebê. Ele nunca gostou de mim, já tem outra mulher- 08h09
Robert: então ele não merece o seu amor. Se cuida, nos vemos no trabalho- 08h10.
Cristina: tá bem, obrigada. Você dormiu bem?- 08h11.
Robert: sim, mas acordei com dor nas costas. A dor foi muito forte?- 08h12.
Cristina: sim, mas creio que seja algo da gestação mesmo. De qualquer forma, vou avisar ao médico quando for na próxima consulta- 08h12.
Robert: tá bem, até mais- 08h12.
Cristina: até- 08h13.
Saio do celular e começo a organizar o meu dia. Como ainda não encontrei uma casa para morar, pesquiso na internet casas disponíveis para alugar.
Opto por uma kitnet com um quarto, cozinha acoplada com a sala e banheiro. O preço fica em torno de R$450.
O local não é longe do meu novo emprego e não precisarei ir de ônibus até o local- o que me facilitará bastante em questão de passagem.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Zilda Barbosa
autora deixa eu entrar na historia pra dar uma surra ni caio
2024-01-13
4
Rosângela Dias Lopes
Um encontro de almas, amei o encontro desse casal
2023-06-15
4