Chegando na rodoviária, vou para o guichê e peço para imprimirem a minha passagem. Depois, vou até o Bob's dentro da rodoviária e compro um hambúrguer de frango, batata frita média e um copo de coca-cola. De acompanhamento, escolho o barbecue e cheddar e para a sobremesa, um sundae de creme com calda de morango.
Me sento em uma das mesas da praça de alimentação e como aos poucos, enquanto não dar o horário do ônibus sair.
Abro o celular e excluo todas as minhas fotos de casamento, mudando as fotos das minhas redes sociais para uma foto minha sozinho e coloco o status como divorciado.
Não demora muito e logo recebo várias mensagens, dos meus colegas e até dos meus pais querendo saber o motivo de eu ter feito isso.
"Mãe: filho, como assim você está separado? Me conte essa história direito- 21h10."
"Ela me traiu, mãe. Peguei ela no flagra com o meu melhor amigo- 21h11."
"Mãe: ah, aquela vaca. Eu sabia que ela não prestava. Pede o divórcio e volta para São Paulo- 21h12."
"Eu vou voltar para São Paulo, mãe, mas não vou morar com vocês de novo. Comprarei uma casa e viverei uma nova vida- 21h13."
"Mãe: eu entendo. Saiba que se precisar de qualquer coisa, estamos aqui. Mamãe te ama- 21h14."
"Também te amo mãe e obrigada- 21h14."
Termino de comer, jogo as embalagens fora e vou andando até a plataforma 14 A.
Vejo o ônibus com destino a São Paulo parado na plataforma. Então, me aproximo, mostro a minha identidade e entrego as malas para o moço colocar no bagageiro, entrando no veículo em seguida.
Me sento na poltrona 16 e fico olhando pelo o lado de fora, enquanto pego o meu celular e conecto o meu fone de bluetooth.
O ônibus dar a partida depois de alguns minutos e eu me despeço da cidade que um dia eu chamei de lar.
Clarisse deve estar muito feliz agora, usufruindo da casa que eu comprei para ela, ficando com o carro que eu paguei mais da metade. Que raiva saber que estou passando por essa situação. Sempre fui um homem muito fiel com ela e com todas as que me relacionei quando estava solteiro na adolescência, mas nem sempre todos possuem a mesma dignidade.
Olho para a janela e vejo a ponte Rio-Niteroi. Nem tive tempo de pedir demissão do meu trabalho, mas resolvo isso quando chegar em São Paulo. Irei pedir uma carta de transferência e tentar a sorte em um emprego como professor.
Apesar do estresse, o sono finalmente chega e eu adormeço por alguns minutos, imerso as músicas tocadas em meu celular.
***
Acordo com o ônibus chegando na Rodoviária de Guarulhos após 6h50 minutos. Nem percebi que havia dormido tanto. Provavelmente teve alguma parada de 20 minutos, mas eu estava muito cansado. Lembro-me de ter escutado ao fundo a voz de um homem falando algo, mas eu nem me dei o trabalho de abrir os olhos porque não queria sair de dentro do veículo e muito menos interagir com as pessoas.
Desço do ônibus finalmente e pego as minhas bagagens com o motorista. Como não reservei nenhum hotel, fico dentro da rodoviária apenas esperando o dia amanhecer, enquanto busco pelo o Google algum hotel disponível e com um bom preço.
Encontro um pela 123 milhas chamado: Mercure Guarulhos Aeroporto Hotel. Vejo o preço de uma diária e está em torno de R$354 a diária e reservo por 4 dias e meio. Parece caro, mas vale muito a pena por causa que tem tudo incluído: cozinha, banheiro, sofá e cama de casal.
Faço a reserva e espero até o horário comercial chegar para eu ir rumo ao meu lar temporário, enquanto busco uma nova solução para a minha vida.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Raimunda Neves
Robert está certo não adianta brigar por coisas que podemos conquistar com trabalho, paz e tranquilidade e muito melhor
2024-10-01
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