Nada como um belo banho morno para melhorar as dores nas costas. Já não havia dormido o suficiente na noite anterior, devido aquelas dores e ainda precisava ir trabalhar, mas pelo menos terei um dinheiro no final do mês que já me servirá para pagar as contas e fazer as compras do mês.
Faço um café reforçado dessa vez- pão de forma com ovo mexido e suco natural de laranja. Depois, como uma fatia de melão e arrumo minha casa.
Finalizo tudo às 11hs. Então, faço um macarrão com molho e coloco alguns pedaços de filé de frango na frigideira e os frito no azeite.
Separo meu uniforme de trabalho - uma blusa de manga curta com o emblema da escola e uma calça jeans clara. Deixo meu tênis preto no canto do quarto e tomo um banho frio.
O calor de 38° ajuda a água da caixa sair morna e não preciso gastar luz para esquentar o mesmo.
Me arrumo, ajeito o cabelo, fazendo uma trança simples e inicio o meu momento especial de me alimentar.
Termino de comer, lavo a louça e separo um lanche- pães de forma com patê de frango e suco natural de laranja- e coloco tudo dentro da mochila- os pães em um pote separado- e saio de casa rumo ao ponto de ônibus.
11h50 eu entro no veículo e torço para que ele vá rápido dessa vez porque o caminho é longo.
Entro no colégio faltando 20 minutos para as crianças chegarem e nenhum sinal do Robert. Iria lhe passar uma mensagem, mas vejo o mesmo se aproximando, todo elegante em seu uniforme de trabalho.
O comprimento e ele me trás um salgado assado para comer no intervalo. Achei o gesto fofo, mas como havia trago lanche, apenas o agradeci e coloquei dentro da mochila.
Depois da coordenadora Cíntia nos mostrar a turma que iríamos ficar responsáveis, os aguardamos no pátio da instituição, enquanto proferiam o hino nacional.
— Boa tarde alunos, me nome é Robert e serei o novo professor de vocês- ele dizia para a turma- e essa é nossa auxiliar. Ela se chama Cristina e ficará conosco esse ano.
— boa tarde!- todos responderam em conjunto.
— Hoje iremos começar a leitura do livro de- ele pega o quadro de horários que lhe entregaram há alguns minutos- português, página 5.
Os alunos sabiam ler e muito bem. Talvez seja por conta de ser escola particular, o ensino é mais puxado. Ajudei apenas 3 alunos que estavam com dificuldades na tarefa de português e Robert continuava sua aula tranquilamente.
No intervalo, ganhamos 20 minutos de descanso, que usei para fazer minhas necessidades básicas e comer meu lanche. Robert se juntou a mim depois de alguns minutos e conversamos um pouco.
— Não vai comer o lanche que te dei?- pergunta ele ao perceber que não toquei no lanche- assim que gostasse de salgado.
— e eu gosto, mas é porque eu trouxe lanche de casa e patê é algo que estraga fora da geladeira por muito tempo, mas irei comer o salgado quando for liberada da escola.
— tá bem. Então, me diga, como está se sentindo hoje?
— bem, tirando aquelas dores. Minha barriga ainda é bem pequena, né? é até difícil de acreditar também que estou mesmo grávida. Se não fosse os exames, diria que era mentira.
— você está de quantos meses?- o observo.
— ainda não sei, não recebi o papel constando, mas acredito que seja de quase dois meses.
— mas você já foi consultada por um especialista?
— sim, mas por enfermeira, ela me deu o cartão da gestante, mas não fiz ultrassom. Disse que tenho que fazer uns testes gerais primeiro, antes de me encaminhar para o obstetra.
— entendi. Mas logo você verá como está seu bebê. Está animada com a situação?
— estou, mas assustada também. Eu sei cuidar bem de mim, mas de um bebê, eles são tão frágeis, tenho medo de não conseguir dar conta.
— é claro que você consegue- ele repousa uma mão sobre a minha- você é capaz de conseguir o que quiser- mas você já pensou como vai tirar licença trabalhando por aqui, já que não avisou sobre a gravidez para a diretora?
— ainda não, vou pensar nisso mais para frente. Tive medo de contar e não me contratarem e pretendo trabalhar até meu último dia de gestação. Só espero não passar mal durante a aula.
— bom, se for esse o caso, eu não vou querer outra pessoa te substituindo e acredito que fazendo um bom trabalho, eles também não irão te dispensar.
— eu espero porque eu preciso mesmo desse emprego.
—BLIMMMMMM!!!
O sinal toca e procuramos as crianças para entrarem novamente em sala de aula. A próxima aula foi de História e Robert os explicou a matéria de forma dinâmica e os alunos conseguiram entender todo conteúdo sem reclamar que a aula estava sem graça e lhes dando sono.
Fomos liberados às 17h30 e eu segui para minha casa, enquanto Robert caminhou até a dele- porque segundo ele, o mesmo havia conseguido uma casa aqui por perto. Fiquei feliz por ele, pois assim não precisava gastar dinheiro de passagem até aqui.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Raimunda Neves
O melhor é que eles começaram sendo amigos 👫
2024-10-01
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