Volto para casa feliz por ter passado nessa primeira etapa do emprego. faço um almoço rápido e como em seguida- arroz, frango frito e feijão.Tomo um suco de laranja para acompanhar e passo o restante do dia estudando as matérias gerais, com o intuito de conseguir a vaga de professora.
finalizo os estudos às 19:00 então me recordo que eu teria consulta no dia seguinte pela manhã. Como a consulta é feita pelo SUS, Não posso remarcar o horário e também não posso perder a prova de amanhã.
respiro fundo e coloco meu celular para despertar às 6:00. Organizo minha mochila com os documentos da consulta e canetas para realizar o exame.
Para distrair a mente, ponho uma canção da Banda Melim- Peça Felicidade, mas ao invés de me sentir melhor, começo a chorar porquê me lembro do Caio e do quanto ele mudou comigo.
Me levanto da cama e pego meu notebook, navegando nas redes sociais.
levada à curiosidade, procuro o nome do rapaz que me ajudou na entrevista- Robert Almeida- e o encontro, com uma roupa toda formal. Abro o seu perfil e vejo escrito “divorciado.”
Busco mais sobre ele, mas encontro poucas informações-descubro que ele morava no Rio de Janeiro, que já foi casado, mas não aparece fotos antigas, o que parece um pouco estranho.
Observo as suas fotos, mas o meu dedo esbarra na tela e sem querer acabo curtindo uma foto antiga dele. Então, para não parecer uma stalker, lhe mando uma solicitação de amizade e saio das redes sociais, indo preparar minha janta.
Faço macarrão ao dente e preparo um suco natural de laranja. Corto algumas rodelas de tomate e pinho azeite por cima.
De carne, escolho e o frango frito no azeite. Passo a mão na barriga, imaginando o momento que eu sentirei os primeiros chutes.
Mas meu celular toca, me tirando do devaneio:
— oi tia, boa noite.
— olá minha sobrinha querida, boa noite. Como você está? recebi a sua mensagem, mas não pude responder porque estava em horário de trabalho. E a entrevista, como foi?
— Foi boa. Eu fui classificada para a segunda etapa da vaga, mas será feita uma prova de perguntas gerais. Passei a tarde estudando.
— entendo. Você irá conseguir. E a consulta, não é amanhã?
— sim e irei bem cedo para não me atrasar para esse exame.
— tá bom, se cuida e qualquer coisa pode me ligar, a qualquer horário. Amo você.
— também amo você tia, tchau.
Encerro a chamada e janto com calma.
No dia seguinte, acordo às 5h30 da manhã, sentindo muito sono porque fui dormir era 22h30 da noite, já que preferi estudar mais um pouco para ir bem nessa prova.
Toma meu café da manhã em silêncio e apreciando o belo dia ensolarado, sentindo os raios de sol baterem em minha janela.
Como uma fruta- pêssego em caldas- e preparo dois lanches caseiros- sanduíches naturais de frango- e os coloco em potes térmicos dentro da mochila, juntamente com uma garrafa pequena de água e outra de suco.
Tomo um banho frio e visto um vestido solto de cor preto e uma sandália de dedo da mesma cor. Deixo o meu cabelo solto, mas levo uma xuxinha em caso de sentir calor e querer fazer um coque em meu cabelo.
Guardo o dinheiro da passagem em uma bolsa, o celular e fone de ouvido e saio de casa, rumo ao posto de saúde.
Caminho por aproximadamente vinte minutos e chego na unidade de saúde soando, devido ao calor forte de 34°. As nuvens já estavam se espalhando no céu e sei que normalmente virá uma chuva no final do dia- assim como acontece na maioria das vezes.
Ao chegar no local, vejo que tem uma pequena fila e ao ser atendida, dou o meu nome e descubro que já tem duas pessoas na minha frente. Logo hoje que preciso chegar cedo na escola. Tento convencer a mulher a colocar o meu nome na frente, explicando a situação, mas a mesma me ignora e me diz para entrar na sala 3 para tirar minha pressão e pesar e depois me dirigir a sala 1 quando for chamada.
A fila da sala 3 tinha mais de 30 pessoas e se não fosse por duas enfermeiras intercalando entre fila preferencial e normal, não seríamos atendidas tão rápido.
A mulher de cabelos loiros e pele clara me pediu para sentar na cadeira de ferro e pôs aquele aparelho de pressão antigo em meu braço. Sinto aquele negócio me apertando conforte ela aperta aquela bolinha, mas logo ela a afrouxa, medindo a minha pressão. não consigo entender aqueles números, mas quando ela diz quanto está minha pressão, quase levo um susto.
— sua pressão está baixa. 90x60. Você se alimentou hoje?
— comi uma fruta pela manhã.
— você precisa se alimentar mais. Mas logo a enfermeira que te atenderá te indicará para uma nutricionista e terá uma alimentação mais variada e enriquecida com tudo que precisará para uma boa gestação.
— tá bem, obrigada. E estou pesando quanto?
— 58kg. Vamos medir sua altura- ela pede para eu subir na balança novamente e pega aquela vara grande de ferro- pode descer, está com 1,69- está com peso normal. Vou anotar nesse papel e você entrega para quem for te atender.
— Tá bem, obrigada- ela anota os dados no papel e me entrega- PRÓXIMO!!
Saio da sala 3 e vou para o corredor, procurando pela sala 1. Encontro a mesma fechada e várias pessoas sentadas. Me sento no banco de madeira e aguardo, mas nada de me chamarem.
Após 45 minutos, percebo que há algo de errado e vou até a recepção:
— a senhora disse que eu seria a terceira a ser atendida, mas não me chamaram.
Ela checa os papéis e diz com sarcasmo:
— Ah, eu esqueci de levar a sua ficha, me desculpe.
Respiro fundo e tento me acalmar. Dou apenas um sorriso e ela leva a minha ficha para a enfermeira e eu aguardo minha vez.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Raimunda Neves
Quem depende do SUS é assim mesmo, tem que ter muita paciência e perseverança
2024-10-01
0
Rita Araujo
vida de pobre é mais do que sofrida
2023-04-14
9