Comemos nosso lanche tranquilamente, mas percebi que Robert me olhava com desejo. Meu corpo fervia também, mas estava chateada por ele ter desconfiado da minha gravidez, então, o chamei para ir na próxima consulta comigo, assim, ele verá que não estou mentindo.
Sei que não preciso provar nada para ele, porém, a forma que ele falou me deixou triste e não quero que ele fique sempre desconfiando de mim. Eu aceitei ter algo casual com ele, mas tenho medo de me apaixonar por ele e o mesmo encontrar alguma mulher menos complicada e se afastar de mim e eu, vier a sofrer novamente no futuro.
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
Chego em casa às 22hs- porque foi o horário que as ruas esvaziaram- e eu peguei um ônibus, mesmo com as insistências de Robert de eu vir de Uber.
Minha casa estava toda suja porque não havia fechado as janelas e entrou poeira de rua nos móveis e piso. Como dormi alguns minutos na casa de Robert, aproveitei para limpar minha casa, fazendo uma faxina completa.
Comecei retirando os móveis leve do ambiente e recolocando a medida que iria limpando. Terminei tudo meia-noite e meia e tomei um banho para poder descansar.
No meu celular, já havia uma mensagem dele, me desejando boa noite e me peguei sorrindo ao responder: " você também."
Pela manhã, recebi uma mensagem do posto, dizendo que teria uma consulta daqui algumas horas- às 10hs- e eu precisava ir mais cedo se não quisesse perder um dia de trabalho.
Dessa vez teria que ficar algumas horas de jejum porque faria exame de sangue. Pelo menos eu não tomei café da manhã ainda, caso contrário, não poderia fazer esse exame.
Arrumei minha mochila com os itens que precisarei- uniforme do trabalho, lanche para o dia todo e dinheiro da passagem.
Robert ainda não havia acordado ou não tinha tempo de me mandar uma mensagem, então, eu que mandei dessa vez:
Cristina: bom dia. Tenho consulta às 10hs. Posso me arrumar na sua casa para o trabalho?- 08h06.
Sem respostas, bebi apenas um copo de água e sai de casa, rumo ao posto. É claro que a fila estava imensa, com mais de 50 pessoas na minha frente. Peguei o número 62 e precisei enfrentar outra fila para pesagem, na qual estava bem menor- com 13 pessoas.
Coloquei música em meu celular e me permiti relaxar enquanto aguardava minha vez.
Robert me enviou uma mensagem logo em seguida:
Robert: bom dia linda. Desculpa não responder, eu estava dormindo. Quer companhia para o exame? Não estou desconfiando de você, mas sei que não é bom uma gestante andar sozinha- 08h15.
Cristina: não quero te incomodar, mas, se insiste tanto, pode vir. Irei te enviar o endereço- ela envia para ele a localização- a fila está bem grande e não sei que horas serei atendida- 08h17.
Robert: tudo bem, chegarei daqui a pouco- 08h18.
Espero ansiosamente para ele chegar, enquanto estou sentada no banco de madeira do corredor do posto. Vejo muitas mulheres com barrigas grandes- provavelmente com 8 ou 9 meses- e algumas com menos meses de gestação- talvez cinco meses. Eu mal vejo a hora da minha barriga começar a crescer porque o único motivo de eu não dizer para todos sobre minha gestação, é porque ainda não é visível de se ver e muitos podem duvidar da minha palavra, coisa da qual me deixa muito estressada.
Robert aparece quase uma hora depois, trajando uma roupa muito sexy, da qual faz eu sentir meu corpo pegar fogo.
Robert tem o poder de seduzir apenas com o olhar e mesmo sem ele saber disso, faz eu imaginar coisas inapropriadas para aquele ambiente.
— você comeu alguma coisa?
— não posso. Vou fazer exame de sangue.
— entendi. Mas, quando sairmos daqui, você vai almoçar lá em casa. Passei na rua e comprei panelas- ele mostra uma de pressão pequena e duas de alumínio- uma para arroz e outra para carne ou legume.
— fico feliz que esteja conquistando suas coisas.
Ele se senta ao meu lado e eu deito a cabeça em seu ombro.
— eu quero vir em todas as consultas possíveis. Não quero que passe por isso sozinha.
— tá bem- ele entrelaça sua mão na minha e eu respiro fundo, tentando controlar meu coração que está acelerado- mas algumas consultas não permitem acompanhantes.
— Eu Fico do lado de fora da sala te aguardando, vem cá- ele me dá um celinho- bom dia linda.
— bom dia lindo- retribuo seu gesto e ele passa sua mãe ao redor de minha cintura.
— Cristina!- a enfermeira chama meu nome e eu me certifico de que seja eu a paciente que ela quer naquele momento- É você mesmo, venha, vamos fazer o exame de sangue.
— tá bem, pode entrar algum acompanhante comigo?
— se ele for o pai do bebê, sim.
— Eu sou- Robert se levanta, me surpreendendo- posso entrar?
— sim, mas vamos logo porque tenho outras pessoas para atender hoje- a enfermeira nos chama e entramos na sala.
— sente-se e relaxe que vou tirar seu sangue- ela pega um algodão e passa em mim com álcool e procura minha veia- a sua é fácil de encontrar- ela pega a agulha e tira meu sangue. Eu observo todo processo e sinto minha pressão abaixar.
Robert, percebendo que estou com o corpo gelado, segura minha mão, me tranquilizando e a moça continua com o exame.
— agora, serão feitos os testes de HIV e SÍFILIS- ela espeta meu dedo com uma agulha grossa e grande e põe o sangue que sai dali em dois aparelhos pequenos- pronto, toma- ela me entrega um algodão para estancar o sangue- está liberada. Resultados saem em 14 dias úteis. Anota seu nome aqui e telefone para ligarmos quando o resultado sair.
— tá bem, obrigada- saímos da sala e andamos para fora do hospital.
Mas a curiosidade me faz perguntá-lo:
— porque você disse que era o pai do bebê?
— para que não entrasse sozinha na sala.
— obrigada por isso.
— de nada- ele me dá um celinho.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Edimaria Santos
que homem cavalheiro ❤️❤️❤️❤️, hoje em dia é raridade
2024-02-13
4
Rosângela Dias Lopes
Maravilhada com a história
2023-06-15
3