Sílvia fica possessa quando descobre que Clarense voltou para fazenda a deixando no hotel. Mais não pode demostrar sua raiva a ele, foi a capital a pedido de seu pai que estava sendo ameaçado por um agiota a quem estava devendo muito dinheiro. Sílvia foi lhe oferecer uma garantia do pagamento da dívida para que não fossem atrás de seu pai na fazenda, em troca seu pai ofereceu ajuda para que consiga se casar com Clarense.
Seus irmãos não querem o ajudar, Sílvia não tem outra opção, ele descobriu que ela se desfez das jóias da mãe que eram as últimas coisas de valor que possuíam, como não entendia nada de jóias vendeu por mixaria o que valia muito, muito dinheiro.
Seu pai já não tem outra saída senão vender o resto de suas terras e vê em Clarense sua tábua de salvação e Sílvia também.
Sílvia pensa em maneiras de fazer com que ele se case com ela, mais parece que ele perdeu o interesse inicial que estava tendo por ela.
Combinou com seu pai de armar alguma coisa e assim que ela tivesse acesso ao dinheiro de Clarense livraria seu pai das dívidas, foi o que disse a ele, mais na verdade se conseguir nunca mais vai querer ver seu pai. Depois de convencer o agiota a dar mais um prazo para seu pai ligou para Clarense, que a havia esquecido mesmo.
Sílvia: - Não tem problema querido, eu sei que você tem muito trabalho, só que estou sem dinheiro para voltar, meu pai só me deu o suficiente para comer alguma coisa, você sabe como papai é seguro. Ele achou que você pagaria....
Clarense: - Pode deixar Sílvia, vou pedir para alguém te buscar e pagar o hotel.
Sílvia: - Está bem, esperarei aqui então querido.
Sílvia aproveita e vai a loja do hotel compra o que pode e manda por na conta de hotel, sabe que Clarense pagará sem nem perguntar depois de a ter esquecido ali.
Pauline acorda cedo e vai fazer sua ronda, verifica um por um os animais que estão em confinamento, depois vai até Faísca, lhe dá de comer, limpa seu pêlo, cuida dos outros cavalos e os leva para o pasto, eles correm livres, contentes. Ela os está observando quando ouve alguém se aproximar.
Clarense: - Quer dar uma volta comigo pela fazenda? Vou te mostrar até onde vai minha propriedade.
Pauline: - Sr Bernardes ?! Me assustou, estava distraída.
Clarense: - Eu percebi. Vamos? É só selarmos os cavalos e irmos.
Clarense chama os cavalos com assovio, era assim que o antigo dono os chamava, Pauline coloca as rédeas em Faísca e Clarense no alazão negro.
Pauline: - Você sabe os nomes deles?? Na ficha não tem.
Clarense: - Faisca, Corcel e aquela é Pérola. Foi o que o antigo dono me disse.
Eles colocam a sela nos cavalos e saem, Pauline vai admirando tudo, são muitas terras, passam pelo riacho, os cavalos bebem água, eles descem.
Pauline: -Esse lugar é maravilhoso, como conseguiu essas terras?? Herança??
Clarense: - Não. Eu fui comprando aos poucos. Não recebi nenhuma herança, minha mãe é viva e tenho um irmão, eles moram nas terras que eram de meu pai.
Pauline : - Desculpa, Sr Bernardes, achei....
Clarense: - Não precisa se desculpar, comecei vendendo o que eu e meus irmãos plantavamos, e aos poucos fui adquirindo mais.
Pauline : - Onde moram sua mãe e seu irmão??
Clarense : - Não é muito longe, depois daquela serra, um dia te levo lá. E você tem irmãos?? Pai, mãe??
Pauline : - Sim. Meus pais são vivos e tenho mais duas irmãs...
O cão que foi com eles começa a latir e os cavalos ficam arredios, Clarense e Pauline vão ver o que é e o cão está latindo para uma cobra.
Pauline : - É uma cascavel, chame seu cão, ela pode picar, se eu tivesse com meu material poderia a levar.
Clarense: - Não tem medo não ??
Pauline : - Não. É um animal como qualquer outro. É só não mexermos com ela.
Eles se afastam com os cavalos e Clarense chama seu cão para irem embora. '' Não mudou nada, corajosa e defensora dos animais sejam eles quais forem ''- pensou ele e vai a observando, seus cabelos negros por sob o chapéu emanando o perfume suave de jasmim, suas mãos delicadas e os lábios!! Que vontade de morder aqueles lábios grossos e vermelhos. Se lembrou da marca que ela tinha no pescoço, em forma de um pequeno coração, tentou ver mais os cabelos a cobriam.
Chegando a sede de longe já avistam Sílvia os esperando e pela sua cara não está gostando nada de ver os dois juntos. Descem dos cavalos e Clarense pega as rédeas para os levar de volta ao estábulo, passam perto de Sílvia que segura o braço de Pauline.
Sílvia: - Olha aqui garota, vou te dar um aviso, fique longe! Ele é meu!! ouviu bem?!? Se não quiser perder seu emprego fique na sua. Ele tem dona e você não vai querer medir forças comigo.
Pauline suspira fundo, mal começou a trabalhar e já está sendo ameaçada. Se lembrou de Zeti, do Sr Nelson e não quer passar por tudo de novo.
Pauline : - Não se preocupe. Não tenho interesse nenhum no patrão. Ele estava apenas me mostrando até onde vai suas terras.
Sílvia : - Que seja só isso mesmo!!
Clarense: - O que estão conversando?
Sílvia: - Nada querido. Pauline estava me dizendo que formamos um lindo casal.
Obrigada querida. Formamos mesmo!
Sílvia se pendura nele de novo. Clarense parece não acreditar no que ela disse e não gostar dela se pendurar nele, olha para Pauline desconfiado.
Pauline : - Se me dão licença, preciso ver a égua que está para parir.
Pauline sai fula de raiva, deixando os dois sozinhos, estava tudo indo bem demais, tinha que ter alguém para tirar seu sossego. Por isso prefere a companhia dos animais, eles são sinceros, se gostam é de verdade, se não, não adianta tentar agrada-los.
Resolve evitar o Sr Bernardes o máximo que puder e Sílvia também. Sabe que ninguém é dono de ninguém, mais prefere não arrumar uma inimiga que pode a prejudicar no início de sua carreira.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Maria Clara Aguiar
essa Silvia vai dá trabalho
2024-09-16
1
Mara Campos
por favor autora, NÂO DEIXA ESSA TROÇO BAGUNÇAR COM ELES Ñ.
2024-07-25
1
Fatima Vieira
cobra
2024-07-17
1