Para não magoar a mãe Clarense vai a escola, precisa caminhar um bocado até chegar nela, e quando volta para casa já está quase anoitecendo, não é muito bom com as letras mais resolve um problema matemático como ninguém. Repete de série várias vezes, mais sua mãe não o deixa desistir. Se forma no fundamental e só pensa em trabalhar para melhorar a situação deles. Consegue equilibrar o que ganham e o que gastam e sobra um pouco para começarem a casa nova. Começa a comercializar o que produzem na cidade, no início levava de bicicleta, mais logo conseguiu uma charrete comprou um cavalo e assim foi aumentando seu lucro.
Como era esperto foi descobrindo maneiras de conquistar mais fregueses, começando a comprar produtos dos vizinhos para revender. Sempre muito honesto e esperto aumenta rapidamente sua clientela. Seus irmãos plantavam e colhiam e ele comercializava, logo conseguiu comprar mais terras, que onde moravam eram baratas devido a localização, falta de luz elétrica e estradas, logo ele era dono da maioria das terras dali e os antigos donos quando não queriam se mudar continuavam trabalhando pra ele.
Clarense acreditava que logo o progresso chegaria até eles e foi o que aconteceu. Estradas foram abertas e caminhões chegavam até suas terras para buscar o que produziam, junto a eletricidade e o conforto que ela proporciona. Começou a investir na criação de cavalos, no início comuns, mais seu sonho era criar puro sangue.
A mãe, Vicentina, incutiu na cabeça dos filhos que não deveriam se casar, assim como seu pai fazia com ela, que viviam muito bem só eles, que casamento só trás tristeza e desilusões.
Seus irmãos obedeciam cegamente a mãe. Davam umas saídas de vez em quando, mais nunca levavam nenhuma mulher pra casa. Clarense também não pensava em se amarrar em ninguém, nenhuma garota despertou nele algum sentimento mais intenso.
Clarense tornou-se um homem muito bonito, alto de olhos azuis, forte e trabalhador, já na adolescência era assediado por várias garotas.
A amiga de infância ficou no passado, esquecida, não mais foi visitar as tias do outro lado da montanha, nem mesmo quando Maria faleceu pois estava fechando um negócio na cidade e não teve tempo de ir, sua mãe também não foi, não aguentaria ir a pé e para dar a volta na montanha de carro demoraria muito quando a notícia chegou ela já estava sendo enterrada então de que adiantaria ir? Depois mandaria um dos filhos mais velhos fazer uma visita a Ane e levar algumas coisas pra ela.
Clarense estava com algo lhe incomodando o coração e ocupando sua mente, a morte de seu pai. Porque sua mãe não falava nele? Porque foi assassinado? E de onde veio? Porque ele nunca falou nada de seu passado para sua mãe? O que teria acontecido que o fez querer apagar o que houve ?
Vicentina não gostava de falar no assunto, nem seu sobrenome ele colocou nos filhos, tinham apenas o da mãe.
Clarense decidiu que assim que tivesse dinheiro suficiente contrataria alguém para descobrir o que aconteceu no passado de seu pai, quais eram suas origens.
Sebastian e Cláudio viviam para mãe e o trabalho, eles se lembravam mais do pai do que Clarense e recordavam com carinho os momentos que tiveram com ele, diziam que era carinhoso e trabalhador.
Clarense: - Mãe, a senhora não tem nada do pai pra me mostrar?? Uma foto, um documento?? Não é possível não sabermos nada dele!
Vicentina: - Não filho, esqueça isso você era um bebê, o que precisa saber é que ele era um homem bom e amava a sua família.
Clarense: - Como o conheceu? Ele não falou de onde veio?
Vicentina: - Ele trabalhava para meu tio que já faleceu e eu não me importava de onde ele vinha.. Agora esquece isso e vai cuidar de seus negócios. Seus irmãos vão visitar sua tia Ane.
Na verdade Vicentina tinha alguns papéis que ele lhe havia pedido para guardar, mais como não sabia ler não tinha idéia do que eram e preferia que os filhos esquecessem o que houve com ele, se lembrassem apenas do bom pai que era.
Mais como esquecer que o pai foi assassinado e ninguém nunca fez nada sobre isso?
Iria atrás da família do tio de sua mãe, quem sabe alguém se lembraria de alguma coisa sobre ele, um nome, um documento, um lugar por onde começar a investigar. Iria descobrir o que houve, custasse o que custasse.
Conversando com a tia, que já não se lembrava de quase nada do passado Clarense estava decepcionado, já ia embora quando do nada ela se lembrou de um nome, ou melhor de um sobrenome. '' Benedeto '' ela se lembrou porque rimava com o nome de um cavalo que tinham o Graveto e ele quis comprar o cavalo.
Uma esperança surgiu para Clarense, esse sobrenome é diferente e talvez não seja tão difícil encontrar as suas origens....
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Mara Campos
vamos ver.
2024-07-25
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Fatima Vieira
com certeza seu pai tinha muito dinheiro
2024-07-16
0
Luisa Nascimento
Com certeza ira descobrir quem matou o seu pai. vai em frente!😌
2024-04-19
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