Pauline está nervosa, não é a única a ser chamada para entrevista. Não sabe quem quer contratar uma veterinária, seus professores e que fazem as perguntas, parece que os interessados estão ouvindo em outra sala. Depois das perguntas de praxe os candidatos são levados ao estábulo e pedem que um a um, eles observem os animais e o examinem, verificando se tem algum problema.
Pauline fez o que sabe, com cuidado examinou, conversou com eles, deu seu diagnóstico para alguns animais e um cavalo que estava arredio ela encontrou na sela, uma pequena ferpa que o estava incomodando.
Ficou aguardando com os outros candidatos, não achou que ficaria tão nervosa, ela foi a terceira a ser chamada, eram vários empregadores querendo contratar, seus professores a parabenizaram pois três deles a queriam contratar.
Professor: - Você pode conversar com eles e escolher com qual quer trabalhar.
Pauline ficou tão feliz, mais ao mesmo tempo tão indecisa, seu futuro dependeria de sua escolha de agora. Pediu a São Francisco de Assis pedindo que a iluminasse pois como protetor dos animais a encaminhasse para onde precisassem de seus serviços.
O primeiro empregador é um homem na faixa de seus cinquenta anos, que lhe olha como se estivesse nua, está com a esposa que a olha de cima a baixo, parecendo querer marcar território,
'' Você será contratada para cuidar dos animais, nada além disso!'' - ela fala a Pauline que agradece e sai, não quer confusão com patroa nenhuma.
O segundo é um senhor educado, mais mora muito longe. Não conseguiria ir visitar os pais e Ane.
O último, um jovem ainda, não lhe falou seu nome, seu professor o chamou de Sr Bernardes, mais parecia que ela o conhecia, disse que era novo no ramo de criação de animais.
Clarense: - Olá. Eu preciso de alguém que cuide dos animais que adquiri, eu viajo muito e não tenho muito tempo, tenho outros ramos de negócios então gostaria que eles fossem bem cuidados enquanto estiver fora.
Pauline: - Que animais o Sr Bernardes possui?
Clarense: - Cavalos, gado de corte, suínos, aves, cabritos... um pouco de cada, mais os cavalos são os que comprei a pouco.
Pauline: - Eu terei onde ficar na fazenda?? É que moro não muito perto.
Clarense: - Sim, estou terminando a construção de uma sede e há uma ala destinada aos funcionários.
Clarense estava tentando descobrir de onde conhecia essa jovem. E ela o chamar de Sr Bernardes o fazia sentir tão velho, mais era assim que várias pessoas o chamavam. Ela tinha muito jeito com os animais apesar de parecer uma menina ainda, '' esses olhos não me são estranhos'' .
Clarense: - Se você quiser conhecer os animais com quais vai trabalhar eu estou indo pra lá agora...
Pauline: - Eu gostaria muito. E quando quer que eu comece? Sr Bernardes??
Clarense: - Se puder hoje mesmo, tenho uma égua que vai parir logo...
Pauline entra com ele no carro e vão em direção a fazenda de Clarense, ele vai em silêncio, parece estar refletindo sobre alguma coisa, ela fica admirada com a diversidade de plantações, todas bem cuidadas e produtivas e quando vê ao longe os animais livres no pasto sente que fez a escolha certa. Vários cães vêm ao encontro do carro fazendo festa com o dono o que a deixa feliz, cães conhecem as pessoas e se eles fazem festa com ele é porque gostam dele.
Clarense a observa em silêncio, ''que sorriso lindo essa garota tem, e esse perfume de jasmim que emana de seus cabelos é delicioso''.
Eles estavam saindo do carro no aras quando uma mulher chega, se pendura no pescoço dele e lhe dá um beijo daqueles o deixando sem ação.
Sílvia: - Me lembrei que você comentou que ia contratar uma funcionária para cuidar dos cavalos que comprou, então resolvi vir ver o que eu farei aqui.
Clarense: - Sílvia?!? Eu me esqueci que havia combinado com você?!
Sílvia: - Não se preocupe querido, nós não combinamos nada é que quero começar a trabalhar do seu lado logo.
Clarense olha para Pauline que parece desconcertada com a presença de Sílvia.
Clarense: - Está é Sílvia, vai trabalhar como minha secretária aqui.
Pauline: - Prazer, Pauline, seremos colegas então?
Sílvia olha Pauline com desconfiança, parece não gostar da atenção que Clarense está dando a ela, nem de ter outra mulher de seu lado.
Sílvia: - Prazer!! Espero que sejamos amigas. - responde falsa.
Clarense: - Venham, mostrarei as duas as novas instalações e onde trabalharão.
Pauline: - Sr Bernardes, eu gostaria de ver a égua da qual falou....
Ela se lembrou do que aconteceu na fazenda de Nelson e não gostaria de passar por aquilo de novo.
Clarense: - Está bem, depois que mostrar onde ficará te levarei até ela, mostrarei também o outros animais.
Sílvia: - Eu não vou não, te espero aqui querido, não me dou muito bem com animais.
Sorri falso e dá outro beijo em Clarense.
Pauline percebe que se não quiser encrenca com a ''futura patroa'' deverá manter distância do patrão, pois ela deixou claro que ele tem dona.
Pauline chega perto da égua e a acaricia, fala com ela, ouve sua barriga e ela parece entender.
Pauline: - Olá mamãe!! Como estamos hem?! E esse bebezinho lindo, logo logo ele estará aqui fora pulando por aí.....
Clarense fica admirando como a égua fica mansa, dócil ao lado de Pauline. Ela parece ter o dom de entender os animais.
Clarense: - Sua sala fica ao lado dos estábulos, gostaria que você olhasse os papéis que vieram junto com os cavalos e verificasse se está tudo em ordem com eles. Do lado de trás fica os machos puro sangue e a sua direita três Cavalos que vieram junto com o lote mais não são de raça.
Pauline: - Eu preciso buscar minhas coisas, depois eu vou examinar cada um deles.
Clarense: - Você dirige? Posso deixar um carro a sua disposição.
Pauline: - Sim. Eu agradeceria muito, assim posso voltar hoje mesmo.
Clarense lhe entrega a chave do carro e vai para o escritório, Sílvia está lá, ele havia esquecido dela novamente, a imagem de Pauline conversando com a égua não lhe saía da cabeça.....
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Mara Campos
tire essa bruna burra da cena. kkkkk
2024-07-25
2
Fatima Vieira
essa cobra não desgruda
2024-07-17
0
Dora Branco
Lidar com cobra é difícil!!
2024-07-13
0