Sr Benedito não gostou de Pauline ter perdido aula e a proibiu de sair com Ane e Maria novamente, para sua tristeza.
Quando Pauline não estava na escola estava cuidando de animais, tentou não se apegar mais a nenhum deles pois não queria sofrer como sofreu com Faísca.
Havia nascido vários cabritinhos, cada um mais lindo que outro, ela dava mamadeira aos menores, ficava horas com eles, até sua mãe a chamar, mais já estavam todos prometidos de venda.
Ela ajudava Ane, Maria e sua mãe com os porquinhos, galinhas, patinhos, ia trabalhar com elas na roça de feijão e milho mais nunca mais pôde ir com Ane para o outro lado da montanha, seu pai era homem de uma palavra só e não havia quem o fizesse mudar.
Os anos foram passando e como Clarense estudava não se viam mais, Ane e Maria iam uma vez por mês visitar a irmã e os sobrinhos, chegavam trazendo as notícias boas e más, Dona Antônia faleceu, o irmão delas lhe deram mais um sobrinho, Clarense não queria ir a escola, Vicentina começou a construir uma casa nova.....
Pauline também não gostava muito da escola, gostava de estudar, mais tinha alguns colegas muito maldosos, por ela ser muito magra, a chamavam de Pau de vira tripa, pauli...to de fósforo.....Sua mãe cortou seu cabelo bem curtinho por ter pegado piolho e isso só aumentou os insultos, então ela preferia a companhia dos animais a de algum colega de escola. As outras meninas sempre arrumadinhas, delicadas com medo de tudo a chamavam de Paulinho, nenhuma delas sabia andar a cavalo ou laçar um bezerro e era dessas coisas que Pauline gostava. A professora também não ajudava, tinha os famosos '' peixinhos '' na sala, sendo a filha de um vereador a preferida mesmo não sendo aluna exemplar. Pauline agradeceu a Deus quando terminou o colegial.
Pauline se afastou do pai, o achava muito rígido e mal, quando cismava com algo ninguém lhe tirava da cabeça. Uma época o fizeram acreditar que o mundo ia acabar, ele obrigava sua mãe, irmãs e ela a rezarem toda noite, ele ficava horas lendo a Bíblia e aí de quem se quer piscasse nessas horas. Mais graças a Deus a data marcada para o final dos tempos passou e ele deixou de tanta exigência. Ele era muito bom com outros, com pessoas de fora, mais não dava atenção a sua mãe, nunca lhe perguntou se ela precisava de alguma coisa ou de dinheiro e sua mãe não era de pedir, então quando precisava comprar alguma coisa pegava alguma empreita na lavoura ou vendia algum animal. Costurava muito bem, mais nunca cobrou uma peça que fez, pedia os retalhos e sobras para fazer roupas para as filhas.
Seu Benedito vivia brigando com Pauline pelos bichinhos que ela arrumava e trazia pra casa, até tatuzinhos ela encontrou e levou para cuidar deles, Ane era sua cúmplice e a ajudava a esconder eles no porão. Pauline não os prendia, apenas cuidava deles até crescerem e resolvessem ir embora.
Pauline queria trabalhar, foi até a fazenda do patrão de seu pai e pediu a ele que lhe arrumasse qualquer coisa, até limpar os estábulos ela aceitaria contente pois estaria perto dos cavalos. Seu pai não gostou muito da idéia achando que ela ia aprontar, mesmo assim ela foi.
E assim com pouco mais de doze anos Pauline começou a trabalhar, e era com o que amava, os animais. Levava os cavalos ao pasto, os penteava, dava de comer e banho, limpava seus cascos, o estábulo, dava o que comer as galinhas, porcos e outros animais do patrão. Esquecia até das horas e de voltar pra casa, conversava com cada um deles, os chamava por nome e parece que os animais a ouviam.
Seu patrão, Senhor Nelson ficava admirado de ver como a menina tinha dom de cuidar de animais, seus dois filhos Donizete e Edu não chegavam nem perto dos cavalos, só sabiam comer e reclamar de morarem na roça, tinham ciúmes da atenção que o pai dava a fazenda e aos animais, coisa que sua esposa Bernadete colocou na cabeça deles, ela mesmo nascida pobre e na roça queria que ele vendesse tudo e fossem para cidade. Mais jamais faria isso mesmo ela ameaçando o deixar, coisa que não faria pois gosta do luxo e mordomias que o dinheiro de Nelson lhe dá.
Como ele queria que os filhos amassem a fazenda e os animais como ele, se esforçou tanto para ter o que tem e eles não dão valor. Mais Pauline tem o mesmo espírito dele, ama a terra e os animais.
Sr Nelson: - Bom dia Pauline!! Como estão meus preciosos hoje??
Pauline : - Estão ótimos, o Black está cada dia mais forte e veloz. A Rubi está quase tendo seu bebê e Ventania e brisa estão no pasto.
Sr Nelson: - Pauline, você não gostaria de estudar veterinária?? Você tem muito jeito com os animais.
Pauline: - É meu sonho. Mais é muito caro, meu pai não iria querer pagar.- fala enquanto escova Black.
Sr Nelson: - E se eu pagasse?
Pauline: - Mais é muito longe, e eu trabalho aqui....
Sr Nelson: - E vai continuar trabalhando, irá aplicar o que aprender aqui, e quanto a distância, meus filhos irão estudar na cidade e você poderá ir junto.
Pauline não sabia como agradecer, abraçou seu patrão chorando de alegria.
Pauline: - Eu prometo ao Sr que aprenderei tudinho e vou cuidar de todos os animais da fazenda para o senhor...
Mais o gesto de bondade de seu patrão não foi bem visto pelos seus filhos e esposa.....
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Gislaine Oliveira
A educação é a única forma de crescimento
2024-08-22
2
Mara Campos
và mesmo Paulina. è necessário mesmo.
2024-07-25
2
Fatima Vieira
pauline aproveite a oportunidade
2024-07-16
2