Pauline foi até sua casa buscar suas coisas, despediu-se de seus pais e de Ane, iria recomeçar sua vida em outro lugar, com outras pessoas.
Pauline: - Ane, assim que eu puder te levo pra conhecer onde vou trabalhar, lá tem animais de todos os tipos, muitas plantações e verde....
Ane: - Você sempre gostou de animais, de verde. Eu irei, se vier me buscar eu irei. Seja feliz em sua vida nova minha filha.
As duas se abraçam, os laços que as ligam são de carinho e afeto de mãe e filha, de almas afins.
Em pouco mais de quatro horas Pauline está de volta a fazenda do Sr Bernardes, guarda suas coisas no alojamento e vai conhecer os outros animais que cuidará. Fica admirada com a organização e cuidado com que tudo foi feito, tudo pensado para o bem estar dos animais e dos cuidadores.
Quando Pauline chega ao pasto onde estão os cavalos que não são de raça fica como que paralisada. '' - Não é possível !!! Não pode ser ele?!!''
Chega mais perto, Faísca a reconhece corre até ela, o cavalo pula de alegria a sua volta, a cheira, Pauline abraça seu pescoço e chora, chora como uma criança, chora de felicidade, é o seu Faísca, o amigo de descobertas, o amigo de infância, seu Faísca....
Agora mais que nunca ela sente que fez a escolha certa, monta em Faísca em pêlo mesmo e ele parece a entender, cavalga com ela por entre árvores frondosas e lindas, desce até um pequeno riacho com águas límpidas e pára, Pauline desce e como fazia quando criança brinca com ele na água. Ela se sente feliz como nos dias mais felizes de sua infância.
Volta com ele andando para conhecer os arredores, chega toda molhada e encontra Sr Bernardes a sua espera.
Clarense: - Vejo que já conheceu o riacho e os cavalos....
Pauline: - Me desculpa Sr Bernardes, é que o cavalo estava com calor e eu também.
Pauline não percebeu que sua roupa molhada deixava destacada sua silhueta perfeita e delicada que chamaram a atenção de Clarense, que lhe sorri com o canto da boca.
Clarense: - Não se preocupe, eu já tomei muito banho naquele riacho...
Clarense fica por alguns segundos olhando fixamente para a figura a sua frente, sente algo diferente lhe percorrer o corpo, um sentimento novo que o deixa sem reação, sem saber o que fazer ou dizer...
Clarense: - Queria saber se falta alguma coisa para o seu trabalho, vou a capital e se precisar de algo eu trago, volto em dois dias.
Pauline: - Sr Bernardes, onde conseguiu esse cavalo?? - afaga o pescoço de Faísca.
Clarense: - Já lhe disse que veio com o lote que adquiri. Porque??
Antes que Pauline pudesse responder qualquer coisa Sílvia chega com todo seu '' encanto ''.
Sílvia:- Querido estou pronta! Já podemos ir....
O que houve com você?? Porque está toda molhada??
Sílvia olha Pauline de cima a baixo com desdém, segura no braço de Sr Bernardes.
Sílvia: - Querida você está com cheiro de cavalo molhado....
Pauline: - Vou pegar a lista que pediu, já havia anotado, são poucas coisas, alguns remédios e ração própria para alguns animais.
Pauline troca a camisa molhada, pega a lista e leva até o Sr Bernardes, sente novamente que o conhece, os olhos não são estranhos, mais a barba, o jeito..... não teve oportunidade de perguntar a ele e agora com Sílvia grudada nele será mais difícil. Mais isso não desanima Pauline que está tão feliz por reencontrar Faísca que não quer que nada atrapalhe seu trabalho, fará o possível e o impossível para não se separar mais dele, mesmo que tenha que aguentar a futura patroa e sua implicância.
Verifica uma por uma a ficha de cada animal, as vacinas, idade, raça, peso..... tudo, tudo. A de Faísca não tem nome, apenas a sua descrição, Pauline anota toda feliz '' Faísca'' . Os outros dois também não tem nome, depois perguntará ao Sr Bernardes que nome colocar.
Pauline faz uma ronda por todo local, anota tudo em seu caderno, cada animal e sua característica marcante, gosta de distinguir cada um deles.
Vai dormir contente consigo mesma e com o dia que teve.
Clarense dirigi até a capital, Sílvia fala sem parar ao seu lado, mais ele não ouve nada, seu pensamento está na nova veterinária com aquele sorriso lindo, corpo delicado e perfume de jasmim. Seu nome não lhe é estranho, '' Paula, não Pauline, Pauline, de onde a conheço?''
Sílvia: - Onde está com a cabeça querido?? Estou te falando a horas sobre papai e você não diz nada.
Clarense: - Estou com a cabeça longe..... Me desculpe. O que você vai fazer na capital mesmo??
Sílvia começa sua ladainha sobre seu pai precisar de alguma coisa, um médico talvez. Clarense não suporta mais a ouvir, a deixa em um hotel e sai pois já está atrasado pra uma reunião com exportadores interessados em seus produtos, mais a figura de uma mulher, uma pequena mulher de olhos negros, cabelos longos e lábios carnudos não lhe saía da cabeça.
'' Preciso relaxar''- pensou- assim que acabou a reunião como por instinto foi a a casa de Madame Gina....
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 51
Comments
Mara Campos
danou se
2024-07-25
2
Fatima Vieira
tomara q ele e pauline ae reconheçam logo
2024-07-17
1
Lena Macêdo E Silva
ele teve predileção pela a garota do bordel pois tinha as características da amiga de infância que a mãe dele os fez esquecer e agora que estão frente a frente ele a verá na lua/Luiza...
2024-01-21
3