Sozinha, Pauline, para não chorar pelos maus tratos dos filhos do patrão e a falta de Ane na frente deles, sai galopando pela fazenda sem destino certo, amava sentir o vento nos cabelos, o aroma da natureza e o barulho que as águas do riacho faziam. Isso a acalmava.
Estava sentada em uma pedra com os pés na água, o cavalo ao seu lado, distraída, quando ouve alguém a chamar.
Edu: -Eu sabia que encontraria você aqui.
Pauline: - Por favor Edu, eu não quero mais discutir com vocês.....
Edu: - Eu não vim discutir. Eu queria te pedir desculpas pelo que Donizete tem feito com você.
Pauline: - Você não está brincando comigo está ?
Edu : - Não. É sério. Eu andei pensando no que papai sempre fala e vi que ele tem razão. Não devemos tratar as pessoas mal só porque não tiveram a mesma sorte que nós de nascermos com dinheiro.
Pauline: - Seu pai é um homem bom. Devo meus estudos a ele. E não tem interesse nenhum no que ele faz.
Edu: - Agora eu sei, tenho conversado bastante com ele nesses últimos dias. Antes mamãe dizia que ele gostava mais dos bichos e da fazenda do que de nós seus filhos. Entendo que não é assim... Se você aceitar minhas desculpas e minha amizade terá em mim um aliado.
Pauline: - Que bom Edu. Eu fico feliz em ouvir isso de você. Mais o que fez você mudar?
Edu: - Você ainda é muito jovem. Não entenderia...
Pauline notou que uma tristeza pairou sobre o olhar de Edu, não é tão criança assim para não perceber que o assunto é sobre amor. E Edu é apenas uns cinco anos mais velho que ela.
Conversaram durante um bom tempo, depois cada um montou em seu cavalo e voltaram a fazenda.
Pauline estava mais serena, a conversa com Edu a deixou mais tranquila.
De volta para casa de longe avistou uma fumaça saindo do chaminé da casa de Ane, correu até lá e para sua felicidade Ane a esperava de braços abertos.
Pauline: - Que saudades de você Ane, pensei que não iria mais voltar....
Ane: - Aqui é minha casa, vocês são minha família.
As duas conversaram por um bom tempo, Ane contou que sua irmã e sobrinhos estão muito bem, que melhoraram bastante de vida e a casa nova era enorme e de tijolos, pediram para ela ficar lá morando com eles, como não aceitou queriam que ela viesse de carro, disseram que pagariam, mais ela não quis. Falou também que foi a última vez que foi a pé pela montanha, pois não aquenta mais andar tanto e sozinha fica perigoso.
Pauline achou um absurdo eles deixarem Ane vir sozinha e sua mágoa por eles só aumenta.
O pai de Pauline conseguiu a aposentadoria para Ane o que a deixou muito feliz, já não está mais com idade e disposição para trabalhar na lavoura.
A formatura de Donizete e Pauline está próxima, ela vai se formar com honras. Toda família foi convidada a ir, o patrão Sr Nelson alugou vários carros para levarem os convidados. Pauline ficou apreensiva pois não tinha um vestido para usar no dia da solenidade, não quis pedir dinheiro aos pais, então para sua surpresa Edu chega com uma caixa enorme toda enfeitada.
Edu : - Eu trouxe um presente pra você. Não conte a papai ou a Zeti que foi eu que te dei tá ?!?
Pauline: - Um presente?!
Edu : - Presente de formatura. Abra, quero ver se serve.
Pauline abre é um lindo vestido dourado. E parece que foi feito sobre medida pra ela.
Pauline: - É lindo!! Como acertou o tamanho??
Edu: - Eu tive ajuda de uma amiga sua, Ane. E de uma outra pessoa também....
Pauline o abraçou em agradecimento e lhe deu um beijo em sua face.
Agora sim, Pauline tinha certeza que havia alguma moça que tinha tocado o coração de Edu, mais quem seria?? Não há muitas moças nos arredores da fazenda e as que tem são as que trabalham na lavoura de café ou na fazenda..
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Cléia Maria da Silva d Azevedo
Eu pensei quê o par dela seria Clarense. Ainda torço por ele. A não ser quê Clarense não seja do bem. Mas sinto quê é 🤔
2024-08-28
2
Mara Campos
que coisa maravilhosa. eu não contava vom essa possibilidade.
2024-07-25
2
Fatima Vieira
Edu esta gostando de Pauline
2024-07-16
1