Capítulo 19

Camilla~

— Meu domingo passa voando, aproveitei e fiz um almoço para as crianças, que não paravam de elogiar e falar do Fernando.. ele também não sai dos meus pensamentos. Ainda mais depois de eu ter aceitado ir com ele nesse jantar de hoje, que é segunda feira em pleno feriado.

Já perdi as contas de quantas vezes eu peguei o meu celular e disquei o seu número, querendo cancelar. Porque primeiro, não me sinto muito confortável em frequentar lugares onde eu me sinto totalmente um peixe fora da-água. E eu sempre agradeci muito o seu Alberto, porque em todos os anos que eu trabalhei com ele, nunca precisa acompanhar-lo nesses eventos chiques. Para não exagerar, algumas vezes eu ia com ele em jantares e almoços de negócios, mais nada muito sofisticado. E para compensar, eu sei que talvez a mulher do seu Alberto vai está hoje lá. E eu não estou afim de me estressar e nem perder a minha paz de espírito. Ela não gostou muito de mim e com certeza se o Fernando foi tirar satisfação com ela, depois daquele ocorrido nosso.. É certeiro que isso aumentou ainda mais a raiva dela por mim. Não tenho também nenhum vestido de gala ou algo da altura de pessoas que frequentam aquele lugar.

Eu preciso ligar para a maary, ela será a minha ajuda, como sempre.

E eu disco o número dela e ela atende logo de cara.

— Se lembrou que tem uma amiga?

E ela fala dramática como sempre, e eu sorrio.

— Maary.. para de graça. Eu te mandei mensagem, o Juca estava muito doente, então eu fiquei quase a fim de semana todo cuidando dele.

Falo omitindo em partes.. se eu disser que na verdade passei quase o fim de semana todo não só com as crianças, mas com o Fernando Guzziman na nossa campanhia, ela iria surtar e começar novamente com esses sermões dela. Apesar de eu achar um drama longo da parte dela.. eu á entendo.. infelizmente um homem com ele, só seria para brincar comigo. E eu sofro calada por meu coração ter escolhido um homem que é totalmente o oposto de mim. Ter escolhido logo um dos homens com a imagem mas deflamada por toda New York.

— É.. eu sei né! Mas agora, será que achou um tempinho para sua melhor amiga? Hoje é feriado Camilla.. e está um sol tão gostoso. Porque não vamos á praia hein? Como diria aquela música da sua terra que eu amo.. "pé na areia, a caipirinha.. água de coco, a cervejinha"

Ela fala cantarolando em português com muito esforço e eu solto uma risada.

— Maary, você sabe que eu não bebo.

— Por isso que eu coloquei água de coco na opção! Aqui não excluímos ninguém Milla.

E eu gargalho alto, ela é tão engraçada. E para compensar, ama os pagodes da minha terra.. para que eu fui apresentar esse estilo musical para ela?

— Maary.. eu queria, mais acontece que hoje eu terei que acompanhar o Fernando em um evento desses de gala.. E eu não sei que roupa ir, na verdade nem tenho.. eu estou toda confusa e atrapalhada.

— O que? E porque eu não fui chamada para ir nessa festa também Milla?

— Pelo simples fato de você não ser a assistente do atual CEO da empresa? Sério maary... por mim eu não iria.. mais eu prometi ao Fernando.

E ela me corta.

— Prometeu? Como assim?

E eu roou as minhas unhas, percebendo que eu acabei falando demais.

— Que eu iria né maary..

— Camilla.. não esconde nada de mim.

Ela fala desconfiada.

— E quem disse que eu estou mulher? Vai vim aqui me ajudar ou não?

— Eu irei.. mais ainda não engoli essa história viu?

E eu desligo o telefone, revirando os olhos.

Aproveito e arrumo um pouco a casa e eu olho para as flores já morrendo que o Fernando me deu.. mais não joguei fora e nem quero. Meu coração sempre palpita quando eu olho para elas.. eu sempre sonhei que um dia ele me daria um buque de flores e eu guardaria elas para sempre.

Troco novamente a água delas.

— Vocês não podem morrer.. ah, se eu tivesse um jardim, plantaria vocês nele.

E eu sorrio comigo mesmo, não basta eu falar sozinha, agora deu para eu falar com as plantas.

A campanhia toca e eu já sei que é a maary, e eu caminho até a porta.

E vejo ela com uma mala! Sim, uma mala de roupas.

— Maary.. que mala é essa? Por acaso você você vai morar aqui?

E ela entra na minha casa e eu fecho a porta.

— Eu aceito amiga!! Assim é bom que eu divido o aluguel com alguém.

Ela fala brincando e eu dou língua para ela.

E ela olha para o meu cabelo.

— Nossa, que bobs são esse de vovós hein?

Ela fala rindo e coloca a mala no meu sofá, mesmo eu fazendo uma careta.

— Eu quero cachear eles nas pontas.

— Eu trouxe algum produtos aqui de progressiva! Se você quiser eu posso passar em você. Se bem que eu sempre falo para você aceitar o seu cabelo cacheado e cheio como ele é!

— Ah não maary, ele natural me deu sempre muito trabalho. Por isso que eu nem deixo eles longos igual o seu.. me dá um nervoso, e eu preciso cortar eles logo.

E ela revira os olhos.

— Tá Camilla.. agora olha só as coisas que eu trouxe?

Ela fala abrindo as malas e o smurf começa a latir.

— Camilla.. se esse cachorro pular nas minhas coisas, eu juro que taco ele pela janela.

— Ain marry.. também não precisa falar assim do smurf. Ele não irá fazer nada né? Porque é um bom menino, né coisinha linda de mamãe?

Falo pegando ele no meu colo.

— Para de chamar ele de filho! Argh.. como você me irrita com esse buldogue.

— Ele não é um buldogue maary.. E você implica com ele, porque sente ciúmes! Ciúmes de um cachorrinho indefeso.

— Indefeso? Até ele comer os meus sapatos como da última vez!

E eu solto uma risada.. a Maary literalmente pegou ranço do meu smurf por causa daquele sapato velho dela, que o meu cachorro fez o favor de acabar logo com ele. Mais bom, ela ainda não se esqueceu.

— Tranca ele em algum canto dessa casa! De preferência bem longe de mim..

Ela fala irritada, ainda mexendo na mala.

E o smurf não para de latir para ela. Esses dois tem uma briga Feia! Nem com o Fernando que é estranho, ele late! Ao contrário, fica pianinho.

E eu levo ele até a área de serviço que eu tenho aqui em casa, e prendo ele na casinha de madeira dele.

— Se comporta meu amor, depois que a titia malvada da maary for embora, eu te solto.

Falo passando as mãos na sua cabecinha e me certifico sem tem água e ração para ele.

E eu volto para a sala, onde o meu sofá já está infestado de roupas.

— Maary.. são muitas roupas!

— Ain Camilla.. mais eu trouxe justamente para você experimentar e ver qual fica melhor em você. A festa é só a noite né? Assim é bom, que temos muito tempo para se arrumar! No caso você..  porque eu sou a funcionária excluída. E mais uma vez terei que passar o feriado sozinha em casa..

— Sozinha? Não é você que tem vários paqueras maary?

Falo rindo.

— Não..  quem eu quero mesmo não me quer.

Ela fala de forma baixa, mais o suficiente para eu ter escutado.

— Se esse seu querer se refere á um homem casado, toma vergonha na cara! Você é linda e maravilhosa, o que mais deve ter são homens solteiros e de boa índole para você!

Falo grossa mesmo.

E ela fica cabisbaixa e eu não entendo.

— O que foi maary?

— Nada Camilla..

— Nada? Eu te conheço..  E eu sei que você está me escondendo alguma coisa!

— Você também está Camilla!

— Então somos duas!

Falo irritada.. pois eu estou preucupada com ela.

— Acho que você deveria experimentar logos as roupas! Olha, eu trouxe até algumas lingeries sexy para você!

Ela fala sorrindo e tirando esse clima tenso.

E vou com ela até as malas.

— Maary.. eu jamais vou usar um fio dental desse! Irá me cortar toda.. você sabe.

— Vai ficar lindo em você.. mais olha tem esse daqui.. não pera.

Ela fica constrangida quando eu vejo uma cartela de camisinha junto com as roupas.

— Maary.. eu vi.

— Não sei como isso veio parar aqui..

— Maary.. eu achei que você não fazia mais essas coisas..

— E eu não faço Camilla! Parei de dar o meu corpo para qualquer homem.. só não sei o que isso está fazendo aqui. Ah, de qualquer forma é sempre bom está protegida.

Ela fala muito nervosa e eu sei que alguma coisa não está batendo aí.. mais eu prefiro não me meter.

— Toma um pouco, já que você olhou.

Ela fala me dando alguns pacotes e eu a olho assustada.

— Maary.. eu não quero.

— Você não vai continuar virgem para sempre né! É bom está protegida.

— Você sabe que eu quero perder a minha virgindade só depois que eu me casar.

E ela rir alto.

— Ain Milla.. tá certo que você foi criada em um convento.. mais você não está mais lá! Não precisa seguir essa regra ridícula. Quem é que se casa virgem em pleno esse século?

Ela fala ainda rindo.. E eu não quero novamente ter que discutir a mesma coisa com ela. Se torna angustiante você ficar explicando algum princípio para quem não consegue entender... é algo pessoal meu. Só queria que me respeitassem.

(...)

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Comments

Verma Lucena

Verma Lucena

mas eu acho que dá esse conselhos pra ajudar o outro

2024-05-01

0

Fatima Gonçalves

Fatima Gonçalves

ela gosta do irmão bastardo e casado e deve tá saindo com ele

2024-04-16

0

Dú Andrade

Dú Andrade

Tô achando que q essa ""amiga "" gosta do Fernando. Sei não....!! As conversas...os conselhos q ela dá para a Camilla é de alguém que sente inveja.
Vamos ver. Será que ela não é uma informante do Donnovan?

2024-04-14

0

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