Camilla~
— E quem é você na fila do pão seu playboy?
David ainda me segurando, fala debochado para ele.
— Simplesmente o homem que vai tirar todos os órgãos do seu corpo, vender e enriquecer com ele. Se caso você não soltar ela seu imbecil! E sabe até que não é uma má Idéia? Não estava afim de sujar as minhas mãos hoje..
E vejo o franguinha do David me soltar na mesma hora todo cheio de medo.
Mais o Fernando sai da sua moto e pega ele pelo colarinho e empurra na parede.
— Se eu te ver aqui amanhã, fique sabendo que você é um Homem morto! Se eu ver você respirando perto dela, fique sabendo que você é um homem morto, se você cogitar em pensar nela, também já é um homem morto. Agora some daqui seu verme, antes que eu te jogue em uma cassamba de lixo, onde é a sua casa!
E o Fernando fala, dando tapas em cada lado do seu rosto e quando ele solta o colarinho dele, David sai correndo.
E eu ainda recupero o meu ar, toda sem fôlego e ainda com medo do que acabou de me acontecer.
Fernando caminha até a sua moto e coloca o seu capacete.
— Vai ficar aí para ser estuprada de vez? Ou vai subir na merda dessa moto e ir embora dessa rua deserta! Sorte a sua gordinha, que eu estava passando aqui bem na hora.
E eu me irrito com ele.
— Sorte minha? Você se acha! E quer saber, eu prefiro ir apé do que pegar uma carona com um homem tão arrogante como você.
— Além de tudo é orgulhosa!
Ele fala revirando os olhos.
— Você quer que eu te parabenize? Ou melhor te der um troféu por ter finalmente prestado atenção na minha existência depois de anos me ignorando e nunca se quer ter me cumprimentado?
— Guardar rancor e mágoas, é pecado gordinha.
— Para de me chamar de gordinha! Seu.. seu bêbado fumante!
E ele parece rir da minha fala final.
— Ainda é marrentinha! Mais anda logo garota, suba logo nessa moto, antes que eu mude de idéia.
— Pois pode mudar á vontade!
Falo na defensiva.. mais não quero alimentar ainda mais o ego dele que já não é um dos melhores.
— Não me faça descer até aí e te buscar!
— Ué.. será que agora mudou de idéia? Não precisa, o meu ponto é logo ali.
— Qual ponto? Aquele todo escuro que não tem nada? O que você prefere garota, ficar aí para ser assediada novamente, ou ir comigo?
— As duas opções são horríveis! Você pode está bêbado e pode colocar a minha vida em risco.
E ele sorri alto.
— Sua vida vai está em risco se não vier comigo..
E eu reviro os olhos, mais quando olho para o ponto e não vejo ninguém, fico com medo. Também não posso agir como uma criança birrenta e que não tem medo de nada. E nem vai dar para eu ir para a faculdade, aposto que estou atrasada.
E eu subo em sua moto um pouco nervosa e com medo.
E eu nunca pensei que um dia eu iria subir na garupa da moto do Fernando Guizziman! A garupa no qual ele já levou várias mulheres.
— Toma, coloca esse capacete.
E ele me dá, e eu nego com nojo.
— Não estou afim de pegar piolhos e muito menos doença.
— Do que você está falando garota?
— Não sou a primeira mulher a usar esse capacete.
— Ciúmes uma hora dessa gordinha? Pelo visto você sabe mais da minha vida mais do que eu mesmo hein?
— Eu já falei.. para de me chamar de gordinha! E não, não conheço. Só não posso fazer nada se toda semana tem fotos suas em várias bancas de jornais e sites de fofocas.
— Fazer o que? Se as pessoas me adoram?
ele fala todo convencido e eu reviro os meus olhos eternamente para ele.
— Segura as mãos em mim, pelo bem da sua vida e saúde.
Ele fala com a voz rouca, na verdade pensa em uma voz rouca demais e toda grossa? É a do Fernando! Também.. o tanto que ele fuma, é impossível não ter uma voz rouca.
E eu seguro em suas costas largas e sinto algo estranho crescer em minha barriga. Não, não é estranho! Quando eu vi ele pela primeira vez, senti a mesma coisa. Me lembro como se fosse hoje a primeira vez que eu vi ele na mansão do seu Alberto. Depois daquele dia minha vida nunca mais foi a mesma..
Flashbacks on:
Hoje faz um mês que eu trabalho para o senhor Alberto.. confesso que eu estou muito feliz. Pois ele é super gentil e me trata super bem. E já tivemos duas reuniãos de negócios, no qual eu acompanhei ele. Pois precisava falar em português e traduzir para ele. E essa empresa é um sonho! Ela é enorme e tem de tudo. Nunca pensei que um dia pudesse ter uma mesa só para mim.
O que eu mais faço, é anotar os telefonemas, pedidos e passar para ele, e também fazer relatórios. E ah.. ir as reuniões de contrato com ele.
E cá estou eu.. na porta da sua mansão com um papel que ele me implorou para pegar no seu escritório e entregar diretamente para ele.
Eu estou toda descabelada, coloquei uma roupa tão surrada e velha.. até porque só poderei comprar roupas novas quando eu ganhar o meu primeiro pagamento. E nossa, como eu espero ansiosa para esse dia chegar. Pois já tenho uma casa alugada para pagar e fora as contas de luz e água. Oro á Deus para que sobre um dinheirinho para eu comprar essas roupas para mim. Nem que seja roupas no bazar da minha esquina, mais preciso comprar urgentemente.
E eu bato na porta e a governanta me olha de cima abaixo, acho que ela pensou, pensou não. Tenho certeza, que eu era uma mendiga.
Pois me tratou tão mal, mais eu logo tratei de mostrar o meu crachá de assistente do senhor Alberto.
— Nossa, eu ainda não acredito que você seja mesmo a assistente do senhor Alberto! Mais me espera aqui e não roube nada.
E eu á olho incrédula.. como ela pensou que eu pudesse roubar alguma coisa dessa casa? Sei que sou pobre e muito simples, mais isso não é defeito! E tenho caráter e dignidade. Jamais tomaria algo que não é meu! Nunca precisei invejar nada de ninguém! Porque eu sei que o que é meu, será meu! Porque Deus me dará e não deixará faltar nada para mim. Posso não ter tudo que eu quero, e nem quero ter tudo também. Mais o básico, esse sim, trabalho para que nunca venha faltar na minha mesa.
E eu olho distraída para o redor da casa e vejo o quanto ela é enorme e muito fina. Acho que depois da empresa do seu Alberto, esse é o segundo lugar mais elegante que eu já pisei.
Consigo me ver pelo brilho do piso.
E o seu Alberto chega e sorri ao me ver.
— Camilla, que bom que você chegou! Trouxe os documentos?
E ele fala nervoso.
— Sim senhor Alberto, aqui está.
Falo, entregando a pasta para ele, e o mesmo pega da minha mão, super aliviado.
E ele abre para conferir.
— Pai! Preciso falar com o senhor.
E quando eu ouço essa voz que faz os meus pelos crescerem como nunca havia visto, eu me viro e vejo o homem mais bonito e charmoso que eu já vi.. E enorme! Nossa.. ele é todo tatuado, musculoso, suas roupas são bem rústicas e de personalidade.
E eu me encolho toda com o seu olhar na minha direção, e penso que ele vai falar comigo.
E meu coração acelera como nunca antes, parece que eu vou dar um ataque do meu coração, nunca falei com nenhum homem tão bonito dessa forma.. alias, cresci a minha vida toda em um orfanato, para não dizer convento.. só tive contato com as freirinhas, e com meninas e meninas. Até as professoras, cozinheira, jardineiras.. tudo eram mulheres! Na minha cabeça eu achava que homens não existia. Chega a ser bizarro! Por isso que ainda sim é tudo novo para mim. E quando eu liguei para a irmã Lívia toda feliz e alegre, dizendo que eu consegui um emprego e que trabalharia como assistente do dono da empresa, ela simplesmente começou a tossir alto no telefone, ao ponto de eu achar que ela se engasgou.
Olho novamente para o filho do seu Alberto, com o coração pulando aqui dentro de mim, mais ele simplesmente passa por mim e caminha até o seu pai, ignorando a minha existência. Ou pode ser que ele não tenha me visto.. eu estou tão invisível assim?
E eu abaixo a minha cabeça e cruzo os meus dedos, me sentindo totalmente um fantasma e imunda também com essas minhas vestimentas.. será que foi por isso que ele não me reparou? Tá, eu sei que estou com um cabelo de chimpanzé.. na verdade ele é um liso muito grosso e já passei de tudo nesse cabelo, mais nada abaixa a sua raiz! Pente quente, mil produtos químicos que as freirinhas passavam nele, mais nada fazia ele abaixar ! E para compensar, se ele fosse pelo menos cacheado, até dava para disfarçar. Mais não! Ele não cacheia de jeito nenhum. E fica assim, todo pro alto e com os fios grosso, ao ponto das pessoas acharem que eu estou com um implante todo mal-feito. Eu preciso cortar ele e achar uma boa progressiva.
Ele nem se quer olha para a minha cara..
— Que foi Fernando? Se for para me pedir para bancar essas suas farras sem limites, fique sabendo que você perdeu o seu tempo.
E eu me assusto em ver que a relação dos dois, que não é nada saudável..
— Mais eu sou o seu primogênito e o seu único filho e herdeiro! Mais para aquele bastardo do filho dessa mulher interesseira que você colocou aqui em casa, você dá tudo para ele né!
— Chega Fernando! Eu não vou mais ficar tolerando esses seus ataques de fúrias.
— Ataques de fúria? Ora pai, você não viu nada!
— O que está acontecendo aqui?
E eu olho para a escada e vejo uma mulher muito elegante e bonita, deve ser a esposa do senhor Alberto.
— Não é da sua conta sua interesseira!
— Fernando respeita a Carla!
— Respeito? Não. ela jamais será digna de receber o meu respeito! Nem ela e aquele bastardo.
E eu vejo ele falar com tanta raiva e ódio, e ele olha novamente para a minha direção e agora eu tenho certeza que ele me viu.
E quando ele caminha até onde eu estou, eu levanto a minha cabeça ainda com vergonha, achando que ele irá falar comigo.
Mais o mesmo nem se quer curva o seu olhar sobre mim, ao contrário passa por mim direto e só faltou me empurrar.
E depois desse dia, veio a minha primeira decepção amorosa.. principalmente quando eu cheguei em casa depois de um dia cansativo de trabalho, onde eu não conseguia tirar ele da minha cabeça, ao ponto de eu pesquisar tudo sobre a sua vida e me deparei com as piores informações sobre ele.
" Mulherengo, bêbado, fumante.. para não dizer maconheiro" e senti um desapontamento tão grande no meu peito. E para compensar, toda vez que eu via ele, o mesmo parecia negava a minha existência.. o meu corpo reagia estranho. Já cansei de ir dormi, fantasiando uma história romântica nossa na minha cabeça. E sempre quando eu via qualquer filme, novela e série que tinha romance, logo me via a imagem do Fernando na minha cabeça. Pode parecer bobo, e é bobo. Mais até em perder a minha preciosidade, eu via ele como o meu primeiro homem.
— Garota, a onde você mora?
E eu acordo da minha lembrança, quando eu vejo ele com a moto parada, tentando me acordar. Acho que agora ele deve está pensando que eu sou louca.
— Eu moro na rua 22.
— Atrás do Central Park?
— Bem Atrás! Um pouco mais distante.
E ele nada fala e quando ele liga a moto, eu logo seguro nele com medo de eu cair.
E ele voa tão rápido, que em um piscar de olhos já estou na porta da minha casa.
— É nesse buraco que você mora?
E eu faço uma careta para a arrogância e o espírito de superiodade que habita nele.
— Sério mesmo que você achava que eu morava em uma mansão de alta cobertura que nem a sua? Ou melhor.. em um apartamento nos prédios de manhattan que o seu papaizinho deu para você?
E vejo ele fechar a sua cara, mais depois ele sorri.
— Mais para a assistente de longo anos do Ceo mais importante de quase toda América, morar aqui é um esculacho. Não combina com a imagem superficial do meu pai, "bondoso e família."
— E a sua imagem? Ah já sei, é de um bêbado e mulherengo.
— Não sabia que guardava tão pensamentos profanos ao meu respeito mulher.
E ele sorri ainda mais, e como eu faço de tudo para não me iludir com esse sorriso dele, não devo me esquecer que ele é um Don Juan Nato e joga com muita maestria e eu não estou afim de me tornar um novo prêmio para ele ou já sei mais uma mulher que teve o coração despedaçado por ele.
E eu desço da sua moto, e por pouco meu salto não vira.
E eu caminho até a minha porta.
— Não vai nem ao menos me oferecer uma água?
— O filho do homem mais importante de toda América, quer beber água em um copo de requeijão? Oh, seria ilustre essa cena.
E dessa vez, eu falo sorrindo alto e irônica.
E eu paro toda sem graça quando eu vejo que ele continua á me olhar sério e todo enigmático e.. charmoso. Porque.. porque ele tinha que ser tão charmoso? Sempre irei me fazer essa pergunta? E talvez não deve nem ser a beleza dele que mais me atraiu logo de início, mais sim o charme que ele exala, mesmo calado, sorrindo, quieto ou até mal-humorado.
— Que foi? A gordinha perdeu a voz? Fique sabendo que quando eu for o seu chefe, irei descontar do seu salário esse seu senso de ironia.
E eu sorrio.
— Falou, certo! Quando for. E para isso você precisa passar por uma prova difícil né? Casar com uma puritana e moça de família, e que não seja essas mulheres da vida que você adora levar para cama.
Tá.. acho que eu falei demais.
E eu simplesmente corro para a minha casa e fecho a porta me dando ainda esporro.
— Eu não posso me esquecer que ele é o filho e o herdeiro daquela empresa que eu trabalho e quando ele casar, eu serei a sua nova assistente! Ou... simplesmente ele pode me jogar no olho da rua. Ah, não.. que vida hein! Imagina ter o chefe como ele? Lindo, irrestivelmente sexy e charmoso. Arrogante e ignorante na mesma proporção? Será que eu estarei preparada? Acho que hoje foi meio que um pouquinho do teste drive, aguardando ansiosamente a minha nota 0.
Minhas lindas, espero que tenham gostado do capítulo. E nossa, esses dois? Que química hein? E são uma graça haha.❤😻😂
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Leni Rocha
Vixe,nem vou continuar a ler,tô vendo comentários de 2023
melhor parar logo.
AFFF
2024-11-19
0
Leni Rocha
pelo visto ela vai ser uma babaca apaixonada e ele um escroto
2024-11-19
0
Fatima Gonçalves
ele é um homem rebelde que vê o que o pai não vê a ganância da mulher e do filho dela
2024-04-16
0