Capítulo 6

Camilla~

Hoje faz uma semana que eu tenho o Fernando Guzziman como o meu chefe! E está sendo insuportável. E depois daquele dia, que eu dei um pé na bunda dele.. o mesmo tem me ignorado, e o que era para eu ficar feliz, estou incomodada e eu não sei porque. Ain, não estou me entendendo nessas últimas semanas! E para compensar, todos os dias vem alguma dessas ficantes dele procurar por ele aqui e advinha, sobra tudo para mim! E ainda por cima, sou ameaçada de morte e tudo. E todos os dias ele está me pedindo redações, sim, redações e não relatórios e isso é um saco.

E fora que ele é muito competente com o horário.. por incrível que pareça. Não sei se ele está apenas inventando um papel que ele não é, só para enganar o seu pai ou ele realmente quer assumir a presidência da empresa á todo custo.

E graças a Deus, o Juca já está bem melhor, ontem mesmo eu convidei os três para vim jantar comigo e aproveitei para fazer os docinhos, para a Paulina vender e também eu trouxe alguns aqui comigo para vender na empresa.

E isso vai ser até eu conseguir arrumar algum emprego para ela.

E ela ficou bem animada, mais só de não saber que ela está pegando flores roubadas de ninguém, já fico bem aliviada. Como eu queria que ela e o seus irmãos apenas estudassem, pois isso era o correto á se fazer na idade deles. Mais não tem como.. só quando ela completar a maior idade, que pode responder pelo seus irmãos. Estou tão apegadas á essas crianças..

E eu chego na empresa e até agora não vi a cara do meu chefinho e nem sei se ele está aqui. Mais como diria aquela música invertida por mim.. "O trabalho tem que continuar"

E eu atendo alguns telefonemas e anoto alguns recados.

E eu aproveito e respondo a irmã Lívia, que me manda uma mensagem perguntando como eu estou. E é claro, digo que eu estou bem e como sempre pedindo para ela vim me visitar nesse país. E eu sorrio, com o seu emoji de careta.

— Você sabe que eu estou prestes em me tornar Freira titular. E você quer que eu vá te visitar? Só se para te trazer de volta comigo.

— Calma irmã, eu sou a que mais vibra por você. Mais você também tem que sair um pouco, a vida não se resume em apenas orar miça e cuidar 24 horas por dia dessas crianças. Existe muitas freirinhas aí. E crescemos praticamente juntas.. mais você não quis vim comigo para esse país. Eu entendo, você disse que nasceu para isso, que é a sua vocação. E o quanto eu fui julgada por outras irmãs, porque fiquei parecendo como a ovelha perdida.

Falo rindo.

— Milla, para de graça. Tudo é um chamado! E você sempre será a nossa bolotinha linda.

– Ah não..  por favor não fale esse apelido quando vier me visitar. A marry vai me zoar eternamente.

— Marry é aquele sua amiga de trabalho?

— Sim! Eu sempre falo de você para ela. E a mesma está ansiosa para te conhecer também Lívia. É sério mesmo que você não pode vim aqui me ver?

— Hm.. depende! O dia que você se casar, quem sabe?

— Me casar? Mais isso ainda está muito longe. E com certeza você ia me tacar água benta se visse o tipo de homem que eu sinto atração.

— Tipo de homem? O seu tipo é nada mais que em primeiro lugar temente a Deus né Milla?

— Éeee.. quase isso irmã Lívia.

Falo nervosa.

— Eu não te pago para ficar fofocando no telefone senhorita Bittencourt.

E quando eu ouço essa voz rouca, congelo imediatamente.

Olho para o Fernando que está com óculos escuros e nada com roupa formal de um ceo. Parece que veio da farra, tenho certeza.

E ele mal olha para a minha cara e bate com a porta.

— Camilla, tudo bem?

Ouço a voz da irmã Lívia na linha.

— Estou sim.. É que o meu chefe acabou de chegar aqui, depois eu ligo para você.

— Tabom, fica com a paz do Senhor Camilla.

— Fico sim, amém irmã Lívia.

Falo desligando o meu telefone, ainda tensa.

Ele já está todo grosso comigo, agora ainda mais.

E as horas passa e eu fiquei feliz dele não ter me chamado na sala dele.

Pego a minha bolsa e desço até o refeitório paga almoçar com a Marry como de costume.

— Milla.. que docinhos gostosos! Se eu pudesse comprava a caixa inteira.

— Ah que bom marry.. mais ainda falta eu vender os restante. Parece que hoje ninguém tem pelo menos dois dólares! E esse dinheiro vai todo para eles.

Falo um pouco triste.

— Calma Camilla! Ainda é o primeiro dia seu vendendo. E só a sua iniciativa já é muito boa. Tenta vender na sua faculdade. Olha, quando nosso pagamento cair, eu também irei te ajudar com os ingredientes.

E eu abraço ela, sorrindo e agradecendo.

— Não precisa marry..

— Claro que precisa! Você é tão corajosa Camilla, diferente de mim..

Ela fala cabisbaixa.

— Maary.. para! Você é a mulher mais corajosa que eu conheço também! Um pouco doidinha.. mais eu quero que voce saiba, que só de você ter dado a volta por cima, ter se superado e ainda não desistido de conquista a guarda do seu irmão. Já diz muito sobre a mulher forte que você é! Não pertube o coração de você! Crê em Deus, mais crê também em Jesus, que pode muito bem te dá o que você tanto sonha. Mais se desmerecer por isso, não é legal. Só está te deixando pior..

— É que é difícil Camila.. todo dia eu penso nele nas mãos daquele homem..

— Se fosse fácil, não teria graça. E se está sendo difícil assim, é porque a recompensa no final, será boa. E não estou falando nem de algo monetário.

— Tá Camila.. mais vamos mudar de assunto? Não quero fazer você não vender nada, por causa da amiguinha que precisa de consolo.

Ela fala limpando o seus olhos.

E eu continuo a vender, até para os seguranças, mais nem eles compram.

— Eu faço por 1 dólares para vocês! Ou uma super promoção. Na compra de cinco, levam dois de graça.

E eles me olham de um jeito assustado, eu não entendo.

— Aah, qual é gente? Vai dizer que vocês não tem um dólare? É por justa causa.

E eles continuam sem falar nada. E eu me sinto patética.

— Porque vocês não me responde?

— Na minha sala agora!

E quando ouço essa voz forte e grossa nos meus ouvidos, eu quase sinto minha alma sair e voltar.

É o Fernando.. e ele simplesmente dá as costas e vai até o elevador.

E eu olho para a Mary que destila um olhar de força e pena, e quando olho para a Aline, vejo um sorrisinho de cobra.

Argh... não! Lá se vai o meu emprego.

E eu espero ele subir, para depois subir.

Pego o elevador e fico nervosa.

Deixo as caixas de doces na minha mesa.. e bato na sua porta.

Ele pede para eu entrar com uma grosseria sem fim.

E eu respiro fundo, e adentro na sala.

Mais eu logo me adianto, me explicando que não é o que ele viu.

— Senhor Fernando.. eu posso me explicar.

E ele me corta.

— Explicar o que? Se no meio de uma ligação importante com o meu pai, eu sou interrompido, porque a minha secretária estava sendo acusada de vender doces em seu local de trabalho e incomodar os seus colegas também.

— Não.. perai, eu estava vendendo no horário de almoço. Ninguém estava trabalhando.

Falo em indignação.

— Mais estavam almoçando e descansando! Deixava para vender fora da empresa. E que eu saiba, meu pai te paga um salário muito bom, para uma pessoa que nem ao menos tem uma formação plena.

— Diploma não mede a capacidade de ninguém!

Falo um pouco alterada.

— Sim. Concordo.. mais infelizmente você sabe que o diploma te ponhe á frente de muitos que não tem. Mais é claro.. você é a menina dos olhos do meu pai. Perfeita, impecável e bastante profissional. É, tô vendo o seu profissionalismo. E sabe.. acabei de ter uma ideia brilhante. A sua própria redação será "as consequências de vender doces no meu ambiente de trabalho"

Ele fala sorrindo e me provocando. Mais eu perco a minha total paciência, a paciência que eu sempre tive.

— Quer saber? Você é insuportável! E vai você com essas redações ridículas para o quinto dos infernos. Você é um arrogante, prepotente! E ainda um playboy.. E quer saber, eu prefiro mil vezes trabalhar para o seu pai do que para você. E ah, não preciso dizer que prefiro também a campanhia do meu cachorro, do que a sua.

E eu simplesmente explodo.. E só agora eu vejo o quanto eu falei merda.. ah, não.. como eu fui perder esse controle.

— Já acabou o drama?

Ele fala indiferente, como se tudo que eu falei não ocasionou nenhuma importância para vida dele.. e argh.. como isso me deixa ainda mais irritada. Burra Camilla, mil vezes burra.

— Drama?

— Pode ir.. E ah, faça a redação que eu pedi.

E eu caminho até a porta com os meus neurônios estourando.

— E ah, só mais uma coisinha.. obrigada pelos elogios sinceros.

Ele fala sorrindo e eu respiro fundo, mais muito fundo.. antes de eu fazer uma loucura.

E eu saio do seu escritório, com o coração acelerado.

— Cretino!

Fernando Guzziman, tenho ranço de você.

Sento na minha mesa, e ainda tento me reconectar.

Em todos os anos da minha vida nunca perdi esse controle. Sempre fui uma menina calma, e com muita paciência. Pois há seis anos que eu trabalho nessa empresa, já atendi as piores pessoas que vocês possam imaginar, aguentava diversas ofensas e piadinhas contra mim e o meu corpo, mais eu nunca.. nunca falei o que eu realmente pensava assim, tão na cara dura na frente de alguém.. ainda mais quando essa pessoa é o seu chefe. Mais não sei o que me deu.. não sei o que o Fernando tem para simplesmente ter me tirado do sério. E ao mesmo tempo que eu falei aquilo para ele, foi libertador e também horrível.

E ele não é um homem de aguentar desaforo assim! Ainda mais de mulher, que é o seu brinquedinho de uso e descarte favorito. Ele sempre foi um barraqueiro de esquina.. ele poderia simplesmente me colocar no olho da rua.. mais nem isso fez. E algo não está me cheirando bem.

Decido não dar vasão a esses pensamentos.. mais a minha consciência está me pesando. Tá, ele é tudo isso que eu falei, mais eu simplesmente agi igual ele, quando tive essa queda de controle.

Só porque, sai um pouco do sério hoje, isso não deve ser o fim do mundo.

E eu termino o dia fazendo essa redação chata.. argh, como me dá dor de cabeça. Ainda mais que ele é muito exigente. E ah, se eu pegar qualquer coisa da Internet, eu tenho que colocar a fonte e tudo direitinho. E para compensar, o meu querido chefe pediu três relatórios, mesmo eu dizendo que tinha que ir para a faculdade. E ele não deu a mínima, e disse que se não tivesse pronto antes das 19:00, aí eu teria problema. Mais é claro que eles jamais ficariam pronto antes das 19:00.

E eu entrego para ele, e o mesmo nem me dá boa-noite, simplesmente me ignora.

E eu ando pelo Hall, ainda preucupada.. pois novamente a empresa já se encontra vazia. E logo aquela cena do David vem na minha mente. Espero nunca mais ver ele na minha vida..

Seguro a minha bolsa firme e quando estou prestes a passar pelos seguranças para ir embora, ouço a voz do Fernando.

— Camilla, espera! Vou te dar uma carona.

Sua voz como sempre me causa arrepio e eu olho para ele, que está caminhando até a mim.

Sua roupa amassada, seus cabelos rebeldes e sua barba bem cerradinha.. me fazem perder o foco.

— Camilla?

Pisco os olhos quando vejo ele bem na minha frente.

— Eu.. obrigada! Mais eu irei pegar um ônibus. Não estou afim de ter um acidente com você naquela moto..

E ele rir de canto.. E que sorriso Jesus..

— Hoje eu vim de carro..

Ele fala de um jeito sexy, ou simplesmente só eu que acho ele assim.. dos pés á cabeça.. argh, não caia na tentação Camilla.

— Ainda assim vou de ônibus..

— Para de birra garota! Eu te deixei até tarde aqui nessa empresa, então pelo menos não custa eu te levar em segurança para casa.

Ele fala grosso.. o efeito "bonzinho" já passou..

— Que bom que você reconhece que me deixou até tarde nessa empresa, fazendo aqueles relatórios desnecessário.

— Você quer mesmo que eu te demita né?

E eu engulo seco.

E ele olha para um dos seguranças.

— Bruno, tira o meu carro da garagem.

E ele joga a chave para ele.

— Eu já falei que eu não vou com você.

E quando ela ia me responder, o Laworran aparece.

— Será que você não se cansa de pertubar as mulheres Fernando? Não é não! E não se esqueça que você não está uma casa de prostituição.

— Oras, o cãozinho raivoso está bancando o bom moço? Não me devo esquecer que desde o momento que você sair por essa porta, irá direto para uma casa de prostituição. Esqueci, que você é casado até a metade do dia, e a metade da noite, é infiel á esposinha tola.

— Hahahahaha. Eu amo a minha esposa e a minha família! Ao contrário de você, que nem isso tem e sabe dá valor. O maior arrependimento do Alberto é ter você como filho. Um farrista, que não leva nada á sério. E pensa que a vida se resume, a festa, mulheres e bebidas.

E em um piscar de olhos meus, eu vejo o Fernando indo para cima dele todo cheio de ódio, e eu grito, pedindo para os dois pararem.

— Você e aquela interresseira da sua mãe, que sempre enganaram o bobo do meu pai! Mas á mim não.

E o Fernando dá um soco nele.

— Você que sempre estragou tudo Fernando! Se depender de mim, essa empresa nunca será sua.

E o Laworran desfere um soco nele.

E eu peço para os seguranças separaram.

— Por favor.. separam eles!

— Camilla..

E eu vejo a maary vindo com uma pasta, e eu nem sei o que ela estava fazendo essa hora aqui na empresa.. seu expediente já acabou a muito tempo. Ela sai mais cedo do que eu.

Mais não é hora de eu pensar nisso.

— Marry.. por favor.. me ajuda a separar eles.

Grito nervosa, pois os dois estão se matando. E os seguranças nem conseguem separa-los.

E eu agarro o braço do Fernando e a Maary do Laworran.

— Chegam vocês dois!

E eu separo os dois, com a ajuda da marry.

— Você sabe que pouco tempo lhe resta Laworran! Por isso que está assim.. com muita raiva de mim. Fazer o que, eu sei que sou o seu pior pesadelo e o único que bate de frente com esse seu lado pilantra.

E o Fernando provoca ele, e tenta sair dos meus domínios, porém eu fico na frente dele.

— Você é um patético! E irá se arrepender de ter feito isso comigo.

— Isso o que? Ter desfigurado esse seu rosto feio? Assim é bom, que todos veem como você é de verdade.

E ele tenta sair dos braços da maary. O Fernando está com o rosto todo machucado, mais não se compara ao Laworran.. que está sangrando muito e com cheio de hematomas.

(...)

— Aí Camilla.. assim você vai me machucar.

Fernando reclama pela décima vez, enquanto eu limpo os seus ferimentos com um pano molhado na sua sala.

— Você também não fica quieto. Na verdade, essa briga de vocês dois, foi desnecessária.

Falo, limpando o canto da sua boca, não tentando olhar muito para ele.

— Foi muito necessário! Você não conhece o Laworran! Ele sempre fez eu parecer um homem errado, farrista, mulherengo e principalmente o filho rebelde. Enquanto ele, o homem íntegro, de família, que ama a esposa e até se esconde por trás da religiosidade. Esse é o pior tipo de pessoa! Mais a mim ele nunca me enganou.

Ele fala com raiva.

— Mais você é tudo isso que ele fala né Fernando.. mais ao contrário de você, ele se esconde por trás de uma máscara. Você não, não tem medo de ser quem é.

E ele me olha por alguns segundos e eu fico sem entender.

— O que está olhando?

Falo um pouco nervosa.

— Obrigada Camilla por está cuidando de mim.

E minha garganta se fecha.

— Faria isso por qualquer pessoa..

E ele rir de canto..

E eu me levanto, mais ele me prende contra ele.

— Fernando.. para..

Falo um pouco tensa.

— Sabe, realmente.. concordo com o que você falou. Eu sou um mulherengo nato, mais nesse exato momento a única mulher que me interessa está bem aqui na minha frente.

Meus bochechas ficam muito vermelhas, e minha barriga começa a formigar

E ele envolve a minha boca para ele, e eu fico sem reação quando sinto o seus lábios tocarem no meus.

Eu nunca beijei.. E ele envolve o meu corpo contra o seu e sobe por cima de mim, e entra com a sua língua pedindo espaço e quando ela se encontra na minha, nosso beijo se torna quente e envolvente.

Sinto meu coração também querer sair pela boca.. ele beija o meu pescoço e começa a falar roucamente o meu nome.. depois volta a me beijar e eu sinto coisas estranhas pelo o meu corpo.. coisas que eu nunca senti.

E quando sinto suas mãos ir por baixo da minha saia, eu tiro forças da onde nem sei, e empurro ele, parando o beijo.

— Não..

E eu falo me levantando, toda ofegante e com o corpo pegando fogo.

— Camilla.. me desculpa! Eu acabei me descontrolando.

Ele se levanta e tenta caminhar até a mim, mais eu só me afasto.

— Esse beijo foi um erro Fernando.. eu não sou essas mulheres que você irá conseguir. levar para a cama.

— Foi um erro mesmo.. E você tem toda a razão! Olha... não conta nada para o meu pai! Se não ele irá achar que eu te assediei. Quer saber.. vamos fingir que nada aconteceu.

E ele pega a sua carteira e eu fico sem entender.

— Toma... esse dinheiro deve pagar todos esses doces que você trouxe hoje.

Ele fala tirando uma nota de 50 dólares e eu fico perplexa.

E eu caminho até ele e vejo um sorrisinho crescer pelo canto da sua boca.

— Sabe.. esse dinheiro vai mesmo me ajudar, inclusive para isso.

E eu dou uma joelhada por baixo das suas pernas e vejo ele ficar vermelho de dor e solta um grito de dor.

E eu coloco a nota por baixo das suas calças.

— Para você não se esquecer seu idiota.

Falo sorrindo sem mostrar os dentes, enquanto ele coloca as mãos na região da sua dor, ainda choramingando.

E eu saio da sua sala correndo eufórica, mesmo ele gritando e xigando o meu nome com muita raiva.

Com certeza depois dessa, sou uma mulher desempregada.

Primeiro beijo do nosso casal minhas lindas.. O que acharam?🤭😅❤😍

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Comments

Fatima Gonçalves

Fatima Gonçalves

traumatizei

2024-04-16

0

Prestes 😴

Prestes 😴

meu amor de Deus que livro top.... autora ta de parabéns uau

2023-10-25

1

mar

mar

kkkkkkkkk tá ferrada mais foi ótimo 🤣

2023-08-17

1

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