Dylan O'Connell
- "Então o que você sente por mim?" - essa pergunta de Rebekah havia me deixado petrificado.
O que eu sinto por ela?
- "Desejo... posso dizer que eu gosto muito de você." - respondi me sentindo acuado.
Merda! O que mais posso dizer a ela? Eu a desejo, desejo muito.
- "Apenas desejo?" - ela pergunta com tristeza e... decepção?
- "Rebekah, não torne isso ainda mais difícil! Já faz muito tempo desde a última vez que tive um relacionamento normal." - digo em tom de súplica.
Essa merda é difícil pra caramba para mim, não quero ter que conversar sobre sentimentos. Isso é uma total perda de tempo.
- "O que?" - pergunta claramente surpresa, eu a solto e me afasto dela.
- "Sou um homem complicado." - é a única coisa que eu disso.
- "Isso eu já sei." - ela bruxa cruzando os braços.
- "Rebekah, vamos deixar isso pra lá, ok?"
Droga, ela não entende que eu não quero falar sobre isso?
- "Não vamos deixar isso pra lá. Eu só quero que você seja honesto comigo e diga de uma vez que você não me ama!" - ela insiste.
O que?
- "Por que você quer que eu diga isso?"
- "Então... diga que me ama." - Rebekah me olha de forma suplicante.
- "Vamos parar logo com essa besteira e vamos para cama, já está tarde... em vez de estarmos discutindo, nós dois deveríamos está trepando." - digo a pegando pela cintura e a empurrando contra a parede.
- "Não Dylan, me solta!" - ela diz nervosa enquanto tentava me afastar.
- "Eu não quero." - murmurei colocando sua delicada mão em cima do meu membro.
- "Dylan... não faça isso comigo."
- "Admira que me deseja." - beijo seu pescoço enquanto ela resiste um pouco.
Acaricio o seu clitóris por cima de sua calcinha enquanto mordiscava suavemente o lóbulo da sua orelha.
- "Olha como você me deixa Rebekah." - digo esfregando minha ereção em seu quadril a fazendo soltar um pequeno gemido. Enfio um dedo em sua intimidade e abro um sorriso ao perceber que ela já estava pronta para mim. - "Sei que você gosta disso tanto quanto eu."
Quero fazê-la esquecer de toda essa estupidez sobre o que eu sinto ou não sinto por ela, e também quero que ela se esqueça desse malditos ciúmes em relação a Vivian.
(...)
Assim que eu acordo, continuo deitado e apenas me dedico a observar Rebekah dormindo tranquilamente. Ela é tão bonita e é toda minha. Mas a quem estou querendo enganar, ela não é minha, preciso ligar para Bryan e pedir para que ele investigue sobre Rebekah Watson Lewis.
Com cuidado para não acordá-la, me levanto da cama, pego o meu celular, saio do meu quarto para que eu possa falar com Bryan sem que Rebekah escute e vou direto para o meu escritório.
Ligação on:
📱-> Senhor O'Connell, bom dia. - ele diz assim que atende.
📱-> Bom dia Bryan. Ainda está em Olympia?
📱-> Sim senhor.
📱-> Escuta, preciso que você descubra tudo a respeito de Rebekah Watson Lewis.
📱-> Apenas sobre essa Rebekah senhor? - ele pergunta.
📱-> Sim, apenas essa.
Preciso saber de tudo sobre ela, preciso saber o que esperar quando descobrir quem é Rebekah Watson Lewis.
📱-> Mais alguma coisa senhor?
📱-> Não apenas isso.
📱-> Ok, começarei a investigar Imediatamente.
Ligação off:
Assim que desligo a ligação, saio do meu escritório mas ao invés de voltar para meu quarto, decidi ir para o andar de cima. Já faz mais de dois meses desde que não venho até aqui e sinceramente não sei como Rebekah ainda não descobriu a existência do que escondo em um dos quartos aqui em cima.
Ao entrar do quarto, a primeira coisa que me recebe é o cheio de couro. Olhando para tudo o que tem aqui dentro, me pergunto se Rebekah iria gostar que usasse nela algumas das coisas que tenho aqui dentro. Não, seguramente ela iria se assustar e sairia correndo.
Conheci o mundo do sadomasoquismo há três anos atrás, um antigo colega de faculdade havia me falado sobre seu mundo e me convidou a ir visitar o clube que ele costumava a frequentar. Confesso que no começo eu relutei um pouco a ir aquele lugar, pois tinha um certo preconceito sobre quem praticava essas coisas mas acabei gostando do que acontecia lá e do controle que eu consegui obter estando nesse mundo.
Fiquei frequentando assiduamente o clube por seis meses, toda as vezes que eu precisava desestressar e obter um pouco de controle eu ia lá. Mas aí acabei decidindo ter o meu próprio espaço, onde eu poderia ir sempre que eu quisesse e acima de tudo queria manter a minha privacidade preservada. Sempre consegui minhas submissas com uma agência especializada no ramo, nunca ficava com uma submissa por mais de 3 ou 4 meses e quando percebia que elas estavam se apegando e passavam a nutrir sentimentos por mim, eu encerrava nosso contrato.
Era mais fácil assim, pois não queria que se iludissem, acreditando que um dia eu poderia corresponder esse suposto sentimento chamado "amor".
(...)
Rebekah Lewis
Quando acordei sentia a ligeira sensação de que um caminhão havia passado por cima de mim, um caminhão cujo o nome é Dylan O'Connell.
Ao olhar em volta do quarto, vejo que Dylan já não estava por aqui, então decidi me levantar para ir procurá-lo, sei que sou uma tola por me deixar sucumbir diante os seus encantos, mas eu o amo e não consigo resistir a ele.
Onde meu marido deve estar? Não acho que ele tenha ido até a empresa, já que hoje é sábado.
- "Senhora... O'Connell." - Lilian diz um pouco duvidosa assim que entrei na sala.
- "Lilian, o que você faz aqui? Hoje não é o seu dia de folga?" - pergunto um pouco confusa.
- "Sim... estou saindo agora." - ela respondeu.
- "Entendi." - eu sorri para ela. - "Você sabe onde Dylan está?"
- "Já tem alguns minutos que o vi sair do escritório e ir para o andar de cima." - ela responde e eu assenti.
- "Ah, ok."
- "Precisa de alguma coisa antes que eu saia?" - ela pergunta gentilmente.
- "Não, eu estou bem." - respondo.
- "Então te vejo na segunda."
- "Ok, até segunda." - murmuro e ela sorri pra mim, depois ela se vira e caminha para o elevador.
Acho que talvez Dylan queira ficar sozinho um pouco mas eu preciso ver e conversar com ele, quero saber como vamos ficar agora, ele não me disse que não me amava mas também não disse que me amava.
Preciso ter a certeza do que vai acontecer entre nós, como vamos ficar a partir de agora. Ontem à noite, ele evitou me responder utilizando o sexo, como ele sempre costuma fazer, mas nao podemos continuar vomo está. Eu só estou me machucando nisso.
Seu pai me odeia, sua suposta "amiga" tem tantos privilégios que pode fazer e dizer o que quiser para me machucar e me humilhar, e ele não faz nada para impedir. Eu sempre saio como chata, como a ciumenta e a errada na história.
Não quero mais continuar vivendo assim.
Quero saber exatamente o lugar que ocupo em sua vida, quero saber o quão importante que sou para ele, não apenas o objeto que ele usa e abusa para descarregar a tensão e ganhar prazer.
Então eu simplesmente decidi subir a escada pô para ir atrás dele. Chego no segundo andar e não vejo o meu marido, mas talvez ele esteja em um dos quartos aqui de cima.
De repente no corredor a direita, vejo que uma das portas está entreaberta, acho que ele deve está ali, então começo a caminhar até aquela porta e a abro.
A primeira coisa que eu noto é o cheiro: couro, madeira e cera, com um ligeiro toque de limão. É bastante agradável.
- "Dy..." - não consigo terminar de falar porque fico muda com o que vejo diante de mim.
O que é tudo isso? Sinto como se tivesse sido teletransportada para o século XVI, na época da Inquisição Espanhola.
Entro no quarto e fico horrorizada com o que vejo. Para que Dylan precisa desses artigos? Varas, cintos, chicotes. Uma cruz? Tudo isso é muito estranho.
Sinto o meu ritmo cardíaco começar a acelerar e minhas mãos começaram a suar. Olho para enorme cama de madeira, o colchão era forrado por lençóis de seda preta. Sinto como se eu fosse ter um ataque cardíaco a qualquer momento, preciso sair daqui imediatamente.
Quando dou meia volta na intenção de sair do quarto, vejo Dylan entrando no quarto e nesse momento sinto como se meu coração fosse sair pela minha boca.
- "Dy-Dylan."
- "Que merda você está fazendo aqui? Quem te deu autorização para entrar aqui?" - ele grita furioso.
- "N-ninguém... e-eu só estava te procurando." - meu tom de voz mal dava para se ouvir. - "O que é tudo isso?"
- "Você não deveria ter vindo aqui, então por causa da sua curiosidade e por se meter onde não devia, você receberá um castigo bastante merecido." - Dylan diz se aproximando rapidamente de mim.
Retrocedi alguns passos para trás, Dylan parecia está furioso e não sei o que ele seria capaz de fazer comigo.
- "Rebekah." - ele diz o meu nome de forma ameaçadora. Meu corpo inteiro começar a tremer, estou com medo. Medo do que ele possa fazer comigo. - "Venha aqui!" - ele segura o meu braço e o aperta até me machucar.
- "Me solta... não me machuque por favor." - eu lhe suplico.
- "Tarde demais... você me desobedeceu." - ele me levou até um banco. - "Você não deveria ter entrado aqui. Nunca ouviu que a curiosidade matou o gato." - ele diz e pegou um cinto.
O que ele vai fazer comigo? Ele vai me bater com isso? Não, por favor não.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Iraci Bezerra DE Lima
Cinquenta Tons de Cinza!!!!
Isso é plágio!!
2024-11-21
1
Izabel Muniz
credo, fuja desse cara
2024-11-19
0
Munguete Silva
Que horror ela tem que ir embora mesmo ele e um monstro sadomasoquista 💔😏
2024-07-26
1