Rebekah "O'Connell"
Tiro toda minha roupa enquanto a banheira enchia. Minhas lágrimas rolavam por minhas bochechas livremente. Como Dylan pôde fazer isso comigo? Ele costumava ser assim? Agir assim? Ele sempre me batia quando acontecia algo que ele não gostava?
Como eu queria poder me lembrar do meu passado. Como eu queria me lembrar de coisas tão simples; sobre como eu era e como minha vida era.
Não sei porque mas algo dentro de mim me diz que Dylan está me escondendo algo, e é algo muito importante e eu queria muito descobrir o que é.
Entro na banheira e sinto o meu traseiro arder assim que entro em contato com a água quente... a água pode até conseguir amenizar um pouco a dor dos tapas que Dylan me deu mas não ameniza a dor de me sentir humilhada.
Me sinto tão cansada.
Termino de tomar meu banho, não lavei meu cabelo por já ser tarde da noite e não querer dormir com o cabelo molhado. Seco o meu corpo rapidamente, envolvo uma toalha em volta do meu corpo e volto para o quarto.
Não vejo Dylan em nenhum lugar por aqui e pra falar a verdade eu acho que é até melhor assim, não quero ter que lidar com ele agora. Preciso de um tempo sozinha para pensar em tudo o que aconteceu.
Caminho na direção do closet, tiro a toalha do meu corpo e pego uma das camisas de Dylan para poder ir dormir.
Deito na cama da maneira mais confortável que podia e sinto que meu traseiro ainda dói, isso faz com que eu me distraia da dor e da decepção que sinto em meu coração.
Começo a fechar os meus olhos, estou com sono, então eu simplesmente me deixo ser levada pela inconsciência.
(...)
Acordo de repente e quando abro os meus olhos, rapidamente fecho os olhos por causa da claridade das luzes acesas. Olho para o lado e me dou conta de que "meu marido" não está aqui.
Repasso mentalmente os acontecimentos de ontem à noite: fomos na casa dos pais de Dylan, voltamos para casa, um homem entrou no elevador quando estávamos subindo, conversamos um pouco com ele, Dylan fica nervoso, teve uma crise de ciúmes, começou a ficar violento e me bateu.
Agora não sei onde ele está, olho para o despertador na mesinha de cabeceira e vejo que são duas e quinze da madrugada.
Suspiro alto.
Vou até a cozinha, caminho até a geladeira e pego a jarra de suco. Pego um copo, derramo um pouco de suco no copo e bebo todo o líquido de uma vez.
Queria saber onde Dylan está a essa hora. Só depois de uns segundos que eu me lembro do seu escritório e acabo decidindo dá uma olhada por lá.
Quando abro a porta do seu escritório, vejo Dylan em sua mesa, ele está com a cabeça apoiada em cima da sua mesa dormindo. Ao seu lado havia uma garrafa e um copo, acho que isso é whisky.
Me aproximo lentamente dele e acaricio suavemente os seus cabelos sedosos, ele parecia tão tranquilo quando dorme, muito diferente de como ele estava há algumas horas atrás. Apesar dele ter sido tão violento comigo, eu ainda o amo.
Vejo Dylan se remexer um pouco, logo abre os olhos e logo seus olhos castanhos se fixam em mim.
- "Rebekah!" - ele diz olhando pra mim como se fosse a primeira vez que me vê.
- "Acho que você acabou dormindo." - digo me sentindo acanhada.
- "Você está bem?" - ele pergunta tirando a cabeça de cima da mesa. - "Por favor me perdoa pelo o que fiz com você..." - pede em um tom triste.
Olho pra ele mas não digo nada. Não quero falar sobre o que aconteceu agora.
- "Vamos pra cama, você precisa dormir."
- "Por favor, diga que me perdoa." - ele volta a pedir.
Não sei o que responder a ele, porque o que ele fez me magoou muito, embora a dor física já tenha ido embora, a emocional ainda estava aqui presente.
- "Entendi... talvez eu deveria te deixar ir, assim você não teria que lidar com um idiota filho da puta como eu." - Dylan diz cabisbaixo.
Escutar ele dizer isso me faz arregalar os olhos.
- "Tenho a impressão de que não nos conhecemos." - murmuro sendo sincera.
Ele me observa, sua expressão de angústia é palpável.
- "Mas se nós dois quisermos, podemos nos conhecer pelo caminho, acho que começamos correr antes de aprender a andar. Esse foi o nosso erro, mas isso não significa que não podemos concertar isso." - ele me olha com as sobrancelhas franzidas. - "Podemos tentar, é claro se você também quiser..." - encolhi um pouco os ombros.
- "Rebekah." - ele murmura me puxando pra si, fazendo com que eu me sentasse em seu colo. - "A minha parte racional diz para que eu te deixe ir, mas a parte egoísta minha diz para te manter sempre ao meu lado."
- "E a qual parte você irá escutar?" - pergunto o olhando com expectativa.
- "Acho que a minha parte egoísta." - ele abre um pequeno sorriso. - "Me perdoa por ter te batido." - ele acrescenta.
- "Só se você me prometer que nunca mais você fará isso comigo."
- "Eu tentarei... mas você pode gostar de receber uns tapas quando eu estiver te comendo."
- "Outro dia poderemos tentar isso... mas por hora, vamos para cama dormir."
- "Nisso eu estou de acordo." - ele diz dando um beijo em meu pescoço me fazendo estremecer.
Dylan me pega no colo e começa a me carregar até nosso quarto, ele me deita em nossa cama começando a beijar os meus lábios enquanto começa a subir uma de suas mãos pelas minhas pernas parando em minha intimidade.
- "Quero isso aqui agora." - ele sussurra contra meus lábios antes de voltar a toma-los enquanto seu dedo acaricia habilidosamente meu clitóris.
Ele desfaz nosso beijo para começar a fazer uma trilha de beijos descendo pelo meu pescoço, passando por meus seios ainda cobertos por sua camisa, antes de passar por minha barriga e descer um pouco mais. Logo sinto o toque quente de sua língua, me fazendo gritar pelo seu nome. Sua habilidosa língua começou a fazer um trabalho implacável em uma intimidade, me fazendo contorcer sob ele, enquanto gritos de prazer escapava de minha boca.
Não demora muito para que eu me sinta sendo preenchida por seus dedos hábeis, me levando totalmente ao delírio, me enlouquecendo enquanto sinto que estou a ponto de chegar no precipício.
E estou cada vez mais próximo...
- "Dylan!" - grito sentindo o meu corpo estremecer no momento em que chego em meu orgasmo.
- "Você é toda minha." - ele sussurra se colocando em cima de mim para depositar um beijo suave em meus lábios, mas logo sinto ele me penetrar.
- "Sou toda sua." - murmuro e permito me perder em meu marido novamente.
(...)
Lembrança on:
Vou caminhando de braços dados com um homem de uns quarenta e poucos anos, olhos verdes e com cabelo cortado em um corte militar.
Quando chegamos no altar, vejo um homem me esperando mas ele está de costas, por isso não consigo ver o seu rosto.
- "Espero que você seja muito feliz, minha menina." - o homem diz um pouco emocionado.
- "Obrigada papai." - eu respondi sorrindo e recebo um beijo na testa.
Depois que me coloco ao lado do meu noivo, o padre começa com a cerimônia.
- "Estamos aqui reunidos na presença de Deus, para sermos testemunhas do amor desses dois jovens."
Me sinto muito nervosa, tento olhar para o rosto do homem que está ao meu lado, mas não consigo ver o seu rosto.
- "Vocês virem aqui por livre e espontânea vontade?" - ele nos pergunta.
- "Sim" - respondemos ao mesmo tempo.
- "Muito bem, então antes de continuar com a cerimônia, quero perguntar: há alguém que se oponha a essa união? Fale agora ou cale a boca para sempre."
Lembrança off:
- "Rebeca!" - escuto me chamarem.
Quando abro os meus olhos bruscamente, acabo me deparando com o olhar assustado de Dylan.
- "O que aconteceu?" - pergunto.
Estou me sentindo um pouco desconcertada, estava sonhando com algo mas não consigo me lembrar muito bem do que era.
- "É isso o que quero saber." - ele diz parecendo um pouco angustiado.
- "Por que está dizendo isso?" - olho para ele um pouco confusa.
- "Você mencionou um Gerard em seu sonho. Quem é esse tal de Gerard?" - ele pergunta usando um tom acusatório.
- "Gerard?"
- "Sim, Gerard" - ele diz aumentando seu tom de voz.
- "Acho que eu estava sonhando com alguma coisa, talvez uma lembrança, mas não consigo me lembrar o que era." - eu respondi.
- "Está bem... me desculpa ter me exaltado." - ele diz rodeando a minha cintura com seus braços e entrelaçando suas pernas nas minhas.
- "Que horas são?"
- "Mais ou menos sete da manhã... mas hoje é sábado, então poderei desfrutar de você o dia todo." - ele beija o meu pescoço.
Sinto o meu ventre se contrair de uma maneira deliciosa.
- "E o que você pretende fazer comigo?"
- "Algo que eu descobrir que adoro ultimamente..." - ele sussurra perto do meu ouvido. - "Estar dentro de você." - ele volta a beijar o meu pescoço novamente e eu acabo me esquecendo de tudo.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Ariela Lourenço
Acho que alguém vai levantar e dizer que é amante do Noivo dela em 🤣🤣
2024-07-25
1
Katia Sousa
eita e agora? será que era um casamento arranjado
2023-10-01
2
Patricia Silva
vixe ela já é casada
2023-06-03
0