Capítulo 04

Dylan O'Connell

A viagem até Seattle foi bastante tranquila, não havia muito trânsito durante o caminho, então chegamos alguns minutos antes do previsto. Quando já estávamos nos aproximando do prédio onde eu moro, é quando volto a me perguntar: Que merda estou fazendo ao trazer essa garota para minha casa comigo?

- "É aqui?" - Rebekah pergunta quando Michael começa a dirigir até a entrada da garagem subterrânea.

- "Sim." - me limito a dizer.

- "Wow, esse prédio é enorme!" - ela diz parecendo impressionada.

- "É sim."

O portão da garagem se abre e Michael entra com o carro e estaciona em uma das minhas vagas. Ele sai do carro, abre a porta para Rebekah e depois a ajuda a descer.

- "Obrigada." - ela agradece.

- "Só estou fazendo o meu trabalho, senhora." - Michael diz com o tom de voz sério.

Saio do carro e caminho até Rebekah, seguro a sua mão e a levo para o elevador. Nenhum de nós dois diz nenhuma palavra durante todo o percurso até chegarmos na minha cobertura.

As portas do elevador se abrem quando chegamos, nós dois saímos do elevador e começamos a caminhar para dentro do meu apartamento. Rebekah entra no vestíbulo logo atrás de mim, ela me segue pelo corredor e entramos na sala principal.

- "Nossa!" - ela exclama deslumbrada enquanto olha ao redor. - "Que lugar mais majestoso! Nós moramos mesmo aqui?" - ela pergunta surpresa.

É compreensível essa reação da parte dela já que meu apartamento tem um pouco mais de 450 metros quadrados.

- "Sim."

Merda, como vou fazer na hora de dormir? Não gosto de dividir a minha cama. Normalmente quando trago as mulheres para cá, depois de termos feito sexo e nunca no meu quarto já que normalmente uso um dos quartos do andar de cima, logo depois elas vão embora, nunca permito que nenhuma mulher fique para dormir pois elas já sabem como sou.

- "Nós moramos aqui sozinhos?"

- "Não. Meu motorista, minha governanta e mais dois seguranças moram aqui também, só que na ala dos funcionários. Eles estão aqui de segunda a sexta mas nos fins de semana, Michael vai pra casa de sua mãe ficar com a filha e Lilian vai para casa da irmã em Portland."

Eu nem sei porque lhe disse isso.

- "Ah." - ela diz e me oferece um belo sorriso, fazendo com que o meu coração dê um salto dentro do meu peito.

- Preciso parar com essa loucura de uma vez. - me repreendo mentalmente.

Observo Rebekah caminhar pela sala de estar e olha atentamente para os quadros que estão pendurados nas paredes da sala, eu não consigo desviar os meus olhos dela nem por um segundo. Ela é maravilhosa.

- "Dylan, por que não há nenhuma foto do nosso casamento? Onde elas estão?" - Rebekah pergunta se virando para olhar pra mim.

Merda! O que vou lhe responder agora? Qual desculpa plausível posso usar nesse momento? O que vou fazer? Como foi que me meti nesse enorme problema?

Antes mesmo que eu possa lhe responder, começo a ouvir passos vindo em nossa direção e logo em seguida Lilian aparece em meu campo de visão, me fazendo suspirar um pouco mais aliviado por ela ter me salvo de precisar responder essa pergunta, pelo menos por agora.

- "Boa noite senhor O'Connell..." - Lilian diz mas para de falar assim que olha para Rebekah. Seguramente ela deve está pensando que Rebekah é mais uma das minhas amantes.

- "Boa noite Lilian." - respondo.

Não sei porque mas sinto que devo lhe dar uma explicação para minha governanta, mesmo sabendo que ela está acostumada a ver diferentes mulheres entrando e saindo desse apartamento.

- "Olá, você é a governanta, eu..." - Rebekah começa a falar mas rapidamente decido cortá-la antes que ela fale o que não deva.

- "O jantar está pronto Lilian?" - pergunto. Minha voz acabou saindo mais dura do que pretendia que saísse.

- "Eu... sim..." - Lilian diz ainda olhando para Rebekah. - "Quero dizer, ainda não...falta mais ou menos uns 10 minutos para que tudo fique pronto...estou fazendo um fettuccine ao molho à bolonhesa. Espero que seja do seu agrado."

- "Está ótimo pra mim. Pode ir terminar seus afazeres." - digo a dispensando.

- "Sim senhor." - Lilian diz e sai apressadamente da sala.

- "Ei, eu também queria falar com ela!" - Rebekah reclama comigo.

- "Estou indo trabalhar um pouco no meu escritório enquanto o jantar não fica pronto." - digo saindo da sala a deixando sozinha.

Tenho que encontrar uma forma de me desfazer dela. Mas como vou fazer isso? Não consigo criar coragem para lhe dizer a verdade. Ela certamente vai me processar quando souber que me aproveitei dela.

Sinto o meu celular vibrar, tiro ele do meu bolso e vejo que Vivian está me ligando. Rejeito a ligação, ligo meu notebook e começo a trabalhar, preciso distrair um pouco a minha mente.

Alguns minutos se passaram, acabei me distraindo com um documento importante da minha empresa até que de repente escuto alguém bater na porta do meu escritório.

- "Entre." - digo sem desviar os olhos dos papéis que estavam em minhas mãos.

Ouço a porta se abrir e passos se aproximar da mesa.

- "O jantar está pronto senhor O'Connell." - Lilian me informa.

- "Eu estou indo. Onde Rebekah está?" - pergunto colocando os papéis na mesa e olho para minha governanta.

- "Já está te esperando para jantar." - ela responde olhando para mim. - "A menina disse que é sua esposa." - solta de repente.

Merda!

- "O que mais ela disse?"

Não quero que Rebekah comece a dizer o que não deve.

- "Disse que sofreu um acidente e que perdeu a memória." - Lilian responde e sei que ela está me censurando. Certamente já imagina o que foi que eu fiz.

- "Já estou indo jantar." - eu apenas digo isso.

- "Sim, senhor." - ela diz saindo do meu escritório.

Porr@, essa história já está saindo do controle.

Depois de respirar fundo, me levanto da cadeira, saio do meu escritório e vou diretamente até a cozinha, onde encontro Rebekah sentada no banco do balcão da cozinha, enquanto Lilian lhe serve.

- "Parece está delicioso." - ela comenta olhando para o prato.

- "Espero que goste, Lilian é excelente uma cozinheira." - murmuro me sentando no banco ao seu lado.

Rebekah se vira pra mim e me olha por um instante mas não diz nenhuma palavra, depois seus olhos se voltam para o prato em sua frente e eu olho para ela um pouco intrigado. O que foi que aconteceu?

Vejo Lilian terminar de me servir e eu olho para ela.

- "Nos sirva um pouco de vinho branco, Lilian."

- "Sim senhor." - Lilian diz se retirando para buscar uma garrafa de vinho.

- "Aconteceu alguma coisa?" - pergunto voltando a olhar para Rebekah.

- "Não." - ela se limita a dizer mas não olha para mim.

Observo Rebekah começar a mexer em sua comida com o garfo mas não come nada, ela parece chateada com alguma coisa. Não sei porque mas de alguma forma me sinto culpado por ela.

Não demora muito para que Lilian volte trazendo a garrafa de vinho e serve as nossas taças, Rebekah nem mesmo tocou na taça e sua comida toda ainda está intacta no seu prato.

- "Coma." - ordeno em um tom duro.

- "Não estou com fome."

- "Coma logo Rebekah, detesto quando desperdiçam comida." - mando outra vez mas ela não diz e nem faz nada. Solto um suspiro alto tentando me acalmar um pouco. - "Coma, por favor." - peço mais calmo que consigo.

Vejo Rebekah começar a comer lentamente e eu me sinto mais satisfeito. Me agrada vê-la comer.

Depois de terminar de jantar, volto para o meu escritório trabalhar mais um pouco antes de ir dormir, pois ainda tenho alguns assuntos importantes para resolver. Assim que entro no meu escritório, pego o meu celular e ligo para Bryan; o meu chefe de segurança.

Ligação on:

📱-> Boa noite senhor O'Connell. - Bryan diz assim que atende.

📱-> Boa noite Bryan. Preciso que você vá até Olympia e procure por uma Rebekah, mas eu não sei o seu sobrenome.

📱->Sem sobrenome vai ser difícil descobrir alguma coisa relevante, senhor.

📱->Você acha que não sei?

📱-> Está bem senhor, farei o meu melhor. Irei até Olympia e investigarei sobre uma Rebekah, mas o senhor tem alguma descrição da moça que possa me ajudar encontrá-la?

📱-> Sim. Ela é ruiva, tem olhos verdes, nariz arrebitado e sua pele é branca como a neve.

📱-> Está bem, verei o que conseguir com essa informação.

Ligação off:

Desligo a ligação e passo as mãos pelos meus cabelos. Preciso saber quem é Rebekah, saber onde ela mora, se ela tem pais, irmãos ou talvez um namorado.

Porr@, namorado não! Ela é minha!

Uma leve batida na porta me faz despertar dos meus pensamentos. Inspiro profundamente antes de deixar quem quer que seja entrar em meu escritório.

- "Entre." - digo.

Vejo a porta se abrindo e por ela entra Rebekah, usando apenas uma camisa minha cobrindo o seu corpo. Porr@, ela é maravilhosa.

Aquela visão dela parada na porta do meu escritório, com tão pouca roupa faz com que meu membro comece a endurecer. Meu corpo esta praticamente implorando pelo o dela.

Pro inferno qualquer pensamento coerente.

Essa mulher é minha!

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Comments

Terezinha Taramelli Yamada

Terezinha Taramelli Yamada

O cara mais rico do país jantando em balcao da cozinha, nao ter sala de jantar

2024-07-23

2

Vanilda Costa

Vanilda Costa

kkkkkkkk

2024-07-23

0

Barbara Mendes

Barbara Mendes

Ele enlouqueceu de vez🤣🤣🤣🤣

2024-07-23

1

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