Dylan O'Connell
Droga, droga, droga! Como isso pode ser possível? Ela era virgem e eu a fodi... Por que eu não reparei antes? Por que não parei quando ainda dava tempo?
Estou puto comigo mesmo, mas também estou puto com Rebekah. Mas por que ela não me disse nada antes?
Enquanto estou preso em meus pensamentos e em meu auto-julgamento, vejo Rebekah saindo do banheiro já vestida, com uma calça jeans escura e uma blusa com mangas 3/4 da cor preta.
- "Oi." - ela diz sorrindo e pude reparar que seus olhos estavam brilhando.
Queria gritar com ela, queria exigir uma explicação para ela não ter me dito antes que ela era virgem, mas aí me lembro que ela não tem culpa, sou o único culpado nessa história e não tenho nenhum direito de reclamar nada com ela.
- "Nós já vamos voltar para casa?" - ela pergunta curiosa.
- "Sim." - respondi com frieza e me dirijo ao banheiro.
Porra, como pude ser tão idiota? Como pude ser tão impulsivo? O que eu vou fazer agora? Não quero levá-la para minha casa, não quero que ela invada a minha vida e nem minha privacidade.
Quando saio do banheiro, eu já havia decidido conversar com Rebekah e contar toda a verdade para ela.
- "Rebekah, nós precisamos conversar." - digo olhando fixamente pra ela.
- "Pode dizer." - Rebekah falou se sentando no sofá e me olhou com atenção.
Respiro fundo duas vezes, me sento no sofá à sua frente e olho diretamente em seus olhos antes de começar a dizer.
- "Olha, minha intenção não era mentir pra você, mas eu..." - ela me interrompe.
- "Você tem os olhos mais bonitos que eu já vi." - ela diz sorrindo mas quando vê que eu não esbocei nenhuma reação diante ao seu elogio, seu sorriso rapidamente se apaga. - "O que foi? Você não me quer mais? É isso o que você está querendo me dizer? Nosso casamento é um verdadeiro fracasso?" - ela pergunta com a voz um pouco frágil.
- "De onde você tirou isso?"
- "Eu vejo que você está me querendo dizer algo e percebo que você está se sentindo incomodado com a minha presença." - sua voz saiu carregada de tristeza.
- "Isso são apenas coisas da sua cabeça... você é a mulher mais adorável que já conheci." - digo sendo sincero.
Rebekah realmente é uma mulher adorável mas também é muito bonita e o fato de imaginar ter que ao deixá-la sozinha aqui em Olympia sem memória, e só de pensar na possibilidade de algum filho da put@ possa se aproveitar do fato dela não ter memória e que talvez faça alguma coisa com ela me deixa doente. Não posso permitir isso aconteça, me deixa louco só em pensar na possibilidade de que outro homem possa fazê-la sua. Ela é minha!
- "Está tudo bem... agora mesmo vou ligar pra Michael para saber se o carro já está pronto." - digo e beijo sua testa.
Me levanto do sofá e volto a entrar no banheiro, mas antes de fechar a porta, eu lhe dou um sorriso sincero. Pego o meu celular e ligo para Michael
Ligação on:
📱-> Michael, o carro já está pronto pra irmos?
📱-> Sim senhor, poderemos ir quando desejar.
📱-> Perfeito.
📱-> Venha pegar a minha mala e a de Rebekah.
📱-> Sim senhor.
📱-> E mais uma coisa Michael... preciso que você consiga pra mim uma pílula do dia seguinte.
Acabei gozando dentro de Rebekah e o que menos quero agora é uma gravidez indesejada.
📱-> Sim senhor. - ele responde sem titubear.
Ligação off:
Depois de desligar a ligação, guardo meu celular e começo a trocar de roupa.
Tomei uma ducha rápida, visto as minhas e já estou pronto para voltar para Seattle mas agora por uma "esposa" mesmo que seja falsa.
- "Você está pronta?" - pergunto a Rebekah quando saio do banheiro.
- "Sim."
- "Ok, então vamos." - digo e seguro a sua mão.
- "Nós não vamos fechar a conta do quarto?" - Rebekah pergunta quando começamos a caminhar até a porta do quarto.
- "Não precisa se preocupar com isso, Michael já se encarregou disso."
Quando estou a ponto de abrir a porta do quarto para sairmos, uma pequena batida na porta é escutada. Abro a porta do quarto e vejo que era Michael que veio buscar as nossas coisas.
- "Senhor O'Connell, já tá tudo pronto." - Michael diz com uma expressão indecifrável.
- "Ok." - digo.
- "E as nossas malas?" - Rebekah pergunta.
- "Não se preocupe com nada senhora O'Connell... eu irei levá-las para o carro." - Michael responde.
- "Obrigada." - ela diz sorrindo para o meu motorista. Não gostei nada disso, os sorrisos dela deveriam ser apenas para mim.
Me desfaço desses pensamentos possessivos ao lembrar que tenho que dizer toda verdade para ela, que nós não somos nada e que inclusive eu sou o culpado por ela não se lembrar de nada, mas não consigo falar. Cada vez que eu a olho, fico fascinado e aquele sentimento de posse aparece, isso é o que torna complicado para mim algo tão simples como dizer a verdade. E agora que a fiz minha mulher e que sei que ela não esteve com mais ninguém além de mim, é algo quase impossível de se fazer.
Entramos juntos no elevador e começamos a descer, sinto como Rebekah fica tensa por estar sozinha comigo nesse elevador ou talvez ela seja claustrofóbica. Rebekah olha para todos os lados e logo os seus olhos pararam em mim, vejo as suas bochechas ficarem vermelhas quando ela percebe que eu estou a observando. Mas logo vejo ela se recompor e voltar a olhar para frente,
olho de relance para ela e vejo que ela está mordendo o seu lábio inferior.
Por Deus, vê-la fazer isso me deixa louco.
Quando estou a ponto de ceder a esse desejo crescente dentro de mim, as portas do elevador se abre e só aí me dou conta de que já estamos na recepção do hotel.
Saímos do elevador de mãos dadas e fomos para a saída do hotel onde o carro já estava a nossa espera. Michael logo se aproxima trazendo as nossas coisas, observo ele guardar as malas no porta-malas do carro e depois vem na nossa direção para abrir a porta do carro para entrarmos.
- "Senhora O'Connell..." - ele diz abrindo a porta traseira para Rebekah entrar. Depois da a volta e abre a porta pra mim.
Entro no carro me sentando ao lado de Rebekah, Michael se senta no banco do motorista e logo começa a dirigir rumo a Seattle.
- "Quanto tempo vai durar a viagem?" - Rebekah pergunta olhando pra mim.
- "Mais ou menos uma hora e meia." - digo de forma cortante e Rebekah apenas assente com a cabeça.
Não falamos mais nada durante o resto da viagem, cada um ficou perdido em seus próprios pensamentos enquanto observávamos a paisagem passar pela janela. Mas de vez em quando de maneira inconsciente, me pego observando Rebekah de vez em quando.
Rebekah é uma mulher linda, cativante mas não posso continuar com essa história, as coisas podem acabar se complicando ainda mais e não quero isso, então preciso criar coragem e contar toda a verdade para ela.
Sei que terei uma conversa bastante complicada para ter com ela, mas nao consigo compreender o que acontece comigo quando estou com essa mulher. Quando a tenho perto de mim, me sinto diferente, posso até dizer que me sinto bem, sinto que estou em paz e me faz querer protegê-la de tudo.
Por mais que eu tente entender, não consigo compreender o que está acontecendo comigo.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Elenir Coutinho
A mulher desmemoriada vai lembrar que é virgem, se nem lembrava do sobrenome e marido? Agora vai ter que arcar com as consequências. E ainda gozou dentro, sem camisinha 😱 Tudo muito louco. Vou ler e ver até onde vai toda essa loucura 🤪☹️🙁😕😰😨😱
2025-01-28
0
XABLAU
E não foi isso o que tu fez?
2024-08-24
0
Eliane Alice
eu acho que era casamento arranjado ou ela descobriu algo que fez ela desistir do casamento e fugi
2024-07-23
5