Dylan O'Connell
- "Um dólar por seus pensamentos." - digo olhando para Rebekah que estava com o olhar fixo olhando pela janela, ela parecia perdida em seus pensamentos.
Rebekah se vira para olhar pra mim e abre um lindo sorriso mas não diz nenhuma palavra. Por causa do horário, nossa viagem de volta para casa havia sido bastante tranquila, já que as ruas da cidade estavam vazias então não demorou muito para chegarmos.
Mesmo quando entramos no estacionamento do prédio onde moro, Rebekah continua sem dizer nada e esse silêncio vindo dela estava me deixando um pouco inquieto, já que não consigo saber o que está se passando em sua cabeça.
- "Chegamos." - murmurei olhando para ela por um instante.
Abro a porta e saio do carro, enquanto Michael abre a porta para que Rebekah possa sair do carro. Caminhamos até o elevador mas antes que a porta se fechem, um homem que tem aproximadamente uns vinte e cinco anos entra apressadamente.
- "Boa noite." - ele diz de maneira educada olhando para mim e logo em seguida percorre Rebekah com os olhos.
- "Boa noite..." - Rebekah responde.
- "Sou Noah Lincoln, muito prazer." - ele diz estendendo sua mão.
Alguém perguntou o seu nome? A contra gosto estendo a minha mão e aperto a sua.
- "Vocês moram aqui?" - ele pergunta olhando para MINHA Rebekah.
Será melhor que ele não continue olhando para minha Rebekah, senão ele saberá quem é Dylan O'Connell quando olham para o que é seu.
- "Sim...meu nome é Rebekah O'Connell e esse é meu marido Dylan O'Connell."
Escutou seu idiota. Eu sou seu marido! Mesmo que seja de mentira.
- "Muito prazer." - ele diz sem tirar os olhos de Rebekah.
Atraio minha "esposa" mais pra perto de mim e rodeio sua cintura com o meu braço em um gesto de posse, para que esse idiota se toque que Rebekah tem dono.
- "Para que andar vocês vão? Eu irei para o décimo quinto andar."
- "Para a cobertura... preciso digitar o código para subirmos." - murmuro em um tom cortante.
Quando chegamos no décimo quinto andar e o elevador se detém. As portas se abrem e o idiota sai, mas antes de sair ele se detém e se vira para a MINHA mulher.
- "Foi um prazer te conhecer Rebekah..."
- "Senhora O'Connell." - eu o repreendo.
Quem deu essa confiança para esse idiota de chamar MINHA mulher pelo nome?
- "Me desculpa." - o filho da puta diz sorrindo.
- "Nos vemos por aí." - Rebekah responde.
Como assim nos vemos por aí?
As portas do elevador se fecham para que logo em seguida continue subindo, me aproximo do painel e dígito o código para chegar na minha cobertura.
- "Não faça mais isso... Isso me irrita e muito."
- "Fazer o que?" - Rebekah pergunta franzindo o cenho.
- "O que você estava fazendo com aquele idiota."
- "Eu não fiz nada. Não estou entendendo do que você está falando." - ela diz se defendendo.
- "Você estava flertando com ele!" - digo com a voz dura.
- "Eu não flertei com ninguém, apenas fui educada." - ela diz horrorizada inclusive parece magoada.
- "Não quero que flerte com nenhum homem, que olhe para ele, que seja educada e não quero..."
As portas do elevador se abrem e Rebekah sai rapidamente começando a caminhar em direção ao quarto.
- "Rebekah!" - eu a chamo.
Ela se atreveu a me deixar praticamente falando sozinho? Não posso aceitar essa atitude.
Caminho apressadamente atrás dela e chego no quarto, Rebekah se vira para mim com uma cara irritada.
- "Por que você me deixou falando sozinho?" - pergunto irritado e vejo Rebekah revirar os olhos. - "Você revirou os olhos para mim?"
Essa é a segunda falta, ela merece receber um castigo.
- "E daí se eu fiz?" - ela diz um pouco alterada.
- "Olha como você fala comigo, Rebekah..."
- "Vai pro inferno, Dylan!" - ela grita.
Já perdi a pouca paciência que tinha e seguro o seu braço com força. Ela tenta se soltar e seguro o seu braço de forma mais firme. Levo ela até a beirada da cama e com a mão livre tiro a minha gravata.
- "Você estava flertando com outro homem na minha frente e ainda por cima gritou comigo. Não vou permitir que você fale assim comigo!"
Rebekah balbucia algo e eu a jogo na cama. Com minha gravata, amarro suas mãos atrás das costas para que ela não possa se mover.
- "Você me faltou com respeito e agora merece um castigo..."
- "O que? Um castigo? Do que você está falando?" - ela diz assustada. - "Dylan me solte..."
Ignoro seu pedido ou ordem, ou o que seja e levanto seu vestido, tirando sua calcinha com um puxão. Agora ao invés de está excitado, eu estou furioso. Percebo ela tremer, mas não me importo. Dou o primeiro tapa e ela grita.
- "O que você está fazendo? Para com isso, Dylan!"
Dou o segundo tapa, ela geme e se retorce sobre a cama. Dou o terceiro tapa e ela geme mais alto. Dou o quarto tapa e vejo como o seu traseiro ganha um tom rosado depois de cada golpe, isso é gratificante. Ela se remexe com mais ímpeto. E por último, lhe dou o quinto tapa. Isso era o que eu precisava para liberar toda a tensão, agora ela já sabe que não deve me provocar.
- "Me solta agora, Dylan!" - ela grita de novo mas dessa vez sua voz sai entrecortada.
Me afasto dela e vejo que ela está tremendo e percebo que ela está hiperventilando. Solto a gravata de suas mãos e seguro os seus ombros para colocá-la em pé. Ao fazer isso, ela se afasta de mim e me olha. Seus olhos estão vermelhos, cheios de lágrimas. Ela me olha com tristeza, fúria e decepção.
Dói que ela me olhe assim e isso me faz dar conta de que estraguei tudo.
- "Rebekah..." - digo temeroso.
O que acontece comigo? Nunca fui de agir assim antes. E vê Rebekah me olhando humilhada, me olhando com ódio, faz com que eu me sinta mal.
Vejo ela dá um passo para trás.
- "Rebekah." - volto a repetir.
- "Não chega perto de mim." - ela diz negando com a cabeça.
Me sinto como se estivesse em queda livre, ela não é o tipo de mulher com quem estou acostumado a me relacionar, ela está aqui por causa de uma mentira minha, está aqui porque fiz ela acreditar que é a minha esposa.
- "Rebekah." - eu a chamo mais uma vez.
Passo as mãos por meus cabelos, me sinto envergonhado por causa do que acabo de fazer.
- "Nunca mais, escuta bem. Nunca mais volte a me bater!" - Rebekah diz com os dentes cerrados.
Sinto como se tivesse levado uma punhalada no estômago, me fazendo mal.
- "Eu...eu...me desculpa..."
Não sei o que dizer a ela.
Rebekah caminha até o banheiro e se tranca lá dentro, me deixando sozinho e desconcertado. Sem saber o que fazer.
Faça alguma coisa Dylan! Rebekah não é sua puta, nem uma de suas amantes. Preciso dizer toda verdade para ela, preciso acabar com isso logo.
Mesmo que eu não goste de reconhecer, Rebekah está despertando sentimentos em mim e eu não estou gostando disso. Será melhor tirá-la de uma vez por todas da minha vida.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
I-DI-O-TAAAAAAAAA
2025-01-27
1
veramendes Mendes
estou achando esse livro uma cópia de cinquenta tons de cinza
2024-08-23
0
Munguete Silva
não gostei desse lado dele 😏 parece desequilibrado 🤔 judiando e humilhando ela 💔
2024-07-26
0