Capítulo 18

Rebekah "O'Connell"

- "Senhora... O'Connell." - Michael disse meio duvidoso. - "E o senhor O'Connell?"

- "Estou aqui Michel." - Dylan respondeu atrás de mim. - "Vamos para casa."

Michael abriu a porta de trás do carro para mim e eu rapidamente entrei. Não estou com ânimo para me despedir das gêmeas e nem de Meredith, e acho que Dylan também não se despediu da sua família.

Não demora nem um segundo para que Dylan entre no carro e se senta ao meu lado. Não quero olhar para ele, estou chateada pelo o que aconteceu e pela forma que ele falou comigo. Como ele ousa ameaçar a me bater?

Um enorme nó havia se formado em minha garganta e não vai demorar muito para que as lágrimas voltem a sair.

Michael logo senta em seu lugar e começa a dirigir para fora da propriedade dos O'Connell. Mantenho o meu olhar para janela do carro, observando a estrada enquanto Michael entra na rodovia.

Sei que Dylan e aquela mulher são mais que amigos, dá pra notar a cumplicidade que existe entre os dois há quilômetros. Será que ele está apaixonado por ela? Eles são amantes? Oh por Deus, só pode ser isso! Dylan está me traindo com aquela mulher.

Uma dor terrível se instala dentro do peito e a angústia pela decepção que sinto do meu marido faz com que as lágrimas começassem a rolar pelo meu rosto, molhando as minhas bochechas.

Choro silenciosamente para que Dylan não perceba.

- "Eu odeio ser responsável por suas lágrimas." - ele diz com a voz cheia de dor. Ele percebeu que estava chorando? Não digo nada. - "Rebekah, por favor... me perdoe." - ele tenta pegar minha mão, mas eu a solto. E continuo olhando pela janela. - "Eu sou ruim nisso... eu nunca tive que me justificar para ninguém." - ele diz, mas eu continuo ignorando ele e as malditas lágrimas continuam caindo.

Dylan desafivela o meu cinto de segurança e me puxa para seu colo. Eu não esperava que ele fizesse isso. Tento me levantar mas ele me segura com mais firmeza, me mantendo no lugar.

- "Me desculpa." - ele sussurra e enterra o nariz no meu cabelo.

Não sei o que dizer a ele, eu o amo e não quero perdê-lo, mas é muito difícil aguentar tudo isso, porque me sinto casada com um completo estranho.

- "É... muito... difícil... ter que levar... o seu ritmo." - lhe digo chorando.

- "Eu sei... sou um homem complicado, mas por favor... não se vá." - seu tom de voz é de suplica. Não digo nada, enquanto Dylan me abraça como se sua vida dependesse disso.

- "Eu não sei..." - digo em um fio de voz. Se ele está me traindo com aquela mulher, não haverá uma forma para que eu fique ao seu lado.

- "Não me deixe." - ele suplica.

Fecho os meus olhos, de repente me sentindo muito cansada, a única coisa que eu quero é dormir, para que assim eu possa me esquecer dessa noite infeliz.

(...)

- "Já chegamos. " - escuto Dylan dizer. - "Quer que eu te leve no colo?"

- "Não." - respondo sem abrir os olhos.

- "Então levanta essa bunda bonita do meu colo e saia do carro."

Hesitantemente me levanto do seu colo e saio do carro. Dylan e eu nos dirigimos até o elevador. Estou com muito sono.

Uma vez que estamos dentro do elevador, encosto a minha cabeça no ombro de Dylan e ele simplesmente me puxa mais para perto do corpo dele, rodeando seus braços em minha cintura.

- "Acho que definitivamente terei que te levar nos meus braços." - ele diz me pegando no colo. Queria dizer que posso andar sozinha, mas não tenho ânimos para nada.

- "Você está me traindo com Vivian, não é? Você a ama?" - balbucio sonolenta.

- "O que? É claro que não Rebekah. Eu sou monogâmico."

Essa foi a última coisa que eu consegui ouvir antes de me entregar a inconsciência.

(...)

Quando abro os meus olhos, vejo que só há uma pequena luz no quarto e observo todos os lados. Mas de repente vejo uma silhueta em meio a escuridão.

- "Ahhh!" - grito de susto antes de me sentar completamente na cama.

- "Se acalme... não precisa se assustar." - Dylan responde suavemente.

- "O que você faz sentado aí?" - pergunto ao vê-lo sentado em uma poltrona na frente da cama.

- "Apenas observava cada detalhe de seu belíssimo rosto." - ele murmura com tristeza.

O que acontece com ele?

- "Por que?"

- "Não sei... talvez para ter uma lembrança da única coisa boa que aconteceu em minha vida." - ele diz se colocando de pé e se aproxima de mim, antes de se sentar ao meu lado.

Observo detalhadamente o quão bonito ele é, o quão sexy... e penso em como eu gostaria de tê-lo dentro de mim agora mesmo.

- "Você vai embora?" - ele pergunta me tirando dos meus pensamentos.

- "Você quer que eu vá?"

- "Não." - ele afirma ainda me olhando fixamente.

Ele não quer que eu vá embora, isso me deixa feliz.

- "Por que você não quer que eu vá embora, se você não sente nada por mim?" - pergunto e vejo sua expressão mudar.

- "Você me faz sentir algo que há muito tempo não isso e isso me assusta."

- "Nem sequer por Vivian?"

- "Já chega Rebekah!" - ele disse irritado. - "Vivian é apenas uma boa amiga."

- "Se nota a parceria..." - comento amargamente.

- "Rebekah, chega... não quero discutir com você."

Eu também não quero discutir com ele, mas quero que ele me esclareça o que existe entre ele e Vivian. Ele não percebe o quão mal isso me deixa? Me deixa doente o fato de que ele possa amá-la, ou pior que eles estejam juntos e eu estou sendo uma intrusa na história deles dois.

- "Só estou pedindo para que você seja honesto comigo, não quero ser uma intrusa em sua história com Vivian." - sinto os meus olhos começarem a se encher de lágrimas.

- "Vivian é minha amiga... por favor entenda."

Sei que ele está irritado comigo, mas agora eu também estou irritada com ele.

- "Uma amiga, que pelo o que eu vi, que toma muitas atribuições em sua vida, tanto que você permite que ela me humilhar e não faz na a respeito." -

vejo ele abrir a boca para dizer alguma coisa mas eu o impeço. - "O que sua esposa é perto de sua amiga, nao é? Ela pode falar e fazer o qur for, mas eu sempre serei a errada, nunca ela." - olho para ele com lágrimas em meus olhos, mas não permito deixá-las cair. - "Mas não precisa se preocupar mais com isso, não vou mais te incomodar. Isso é um assunto seu." - digo me levantando da cama e caminho apressadamente para o banheiro.

- "Rebekah!" - ele grita furioso, mas eu faço caso omisso e fecho a porta do banheiro com chave, para que ele não entre.

Me sento com as costas encostada na porta e simplesmente deixo as minhas lágrimas fluírem livremente, fechando os meus olhos.

- Rebekah Watson Lewis, aceita como seu legítimo marido o senhor...

- "Rebekah abra essa porta!" - os gritos de Dylan interrompem minhas lembranças me fazendo abrir os meus olhos rapidamente.

Limpos as minhas lágrimas e em um movimento rápido, me levanto do chão. Consegui me lembrar do meu nome completo!

- "Abra a porta Rebekah!" - ele grita mais uma vez e eu abro a porta. - "Não volte a me deixar falando sozinho."

Abro a porta e olho para ele com os olhos arregalados, sem conseguir esconder a surpresa e a felicidade de pelo menos saber o meu nome.

- "Me lembrei... já sei como eu me chamo." - murmuro e Dylan me olha com os olhos arregalados.

- "Como... como você se chama?" - sua expressão de raiva muda e se transforma em medo.

- "Eu me chamo Rebekah Watson Lewis." - eu respondi.

Estou feliz pois pelo menos já sei como me chamo, acho que será apenas questão de tempo para que todas as minhas memórias estejam de volta.

- "Você só se lembrou do seu nome ou de algo mais." - ele pergunta temeroso.

- "Por enquanto apenas do meu nome, mas não vejo a hora de me lembrar do restante."

Dylan se aproxima de mim e pega a minha mão, fazendo com que eu sinta um tipo de corrente elétrica passar pelo meu corpo com apenas esse toque.

- "Rebekah... me aterroriza que você esteja se lembrando." - ele diz me puxando para um abraço.

- "Por que? Por que você tem medo de que eu me lembre do meu passado?" - pergunto confusa com sua confissão, mas ele não diz nada.

- "Prometa-me que não vai me odiar." - ele me pede.

- "Então, se comporta como um marido amoroso que ama a sua esposa." - digo e ele se afasta de mim, me observando com medo.

- "Rebekah... eu não acredito no amor."

Sinto como se tivessem me jogado um balde de água gelada. Como assim ele não acredita no amor? Por acaso ele nunca se apaixonou?

- "Então o que você sente por mim?"

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Comments

Fatima Matos

Fatima Matos

ele só sabe tratar ela mal depois pedir desculpas isso cansa

2024-12-23

1

Cida Oliveira Alves

Cida Oliveira Alves

Qdo a boba se lembrar e contar pra ele, ele vai aprisiona-la ainda m ais

2024-03-20

5

Katia Sousa

Katia Sousa

ele ta amando ela e não admite, coitado

2023-10-01

0

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