Capítulo 15

Rebekah "O'Connell"

Tive uma ótima manhã, fui tomar um delicioso café da manhã em uma charmosa cafeteria, logo depois caminhei um pouco pelas redondezas para poder conhecer melhor o local onde vivo, fui em algumas lojas mas agora estava tendo um agradável passeio em uma praça há algumas quadras do prédio onde moro.

Me proibi de pensar em Dylan por toda a manhã, porque eu sabia se eu fizesse isso, provavelmente acabaria chorando ao me lembrar do estranho comportamento dele hoje de manhã, do seu olhar frio, de suas palavras duras...

Nego com a cabeça quando percebo que estou começando a pensar nele.

Caminho por mais alguns minutos até que avisto um banco vazio, me dirijo até ele e me sento para observar o que acontecia ao meu redor.

De repente sinto uma pontada na cabeça e automaticamente levo minha mão até ela quando uma lembrança vem a minha mente.

Flashback on:

- "Rebekah, você tem certeza de que quer mesmo se casar?" - me pergunta o homem com o corte de cabelo tipo militar.

- "Sim... eu amo o Henrik."

- "Não me parece muito convencida disso." - ele murmura me olhando atentamente.

- "Eu estou... Henrik é o homem perfeito para mim." - respondi meio duvidosa.

- "Bekah, você sabe que eu te amo e te desejo toda felicidade do mundo, mas por favor estou te pedindo que seja honesta comigo... Você realmente quer se casar?"

- "Papai... não me faça ficar mais nervosa do que já estou."

- "Não se faça de boba e me responda."

- "Papai eu..."

Flashback off:

A lembrança acabou me deixando um pouco atordoada. Quem é Henrik? Eu iria me casar com ele? Há quanto tempo aconteceu isso? Foi antes de conhecer e me casar com Dylan?

- "Você está muito pensativa." - alguém comenta me assustando um pouco.

- "Merda!" - murmurei por causa do susto e olhei para o lado, vendo que era Dylan. Não percebi quando ele chegou e muito menos que havia se sentado ao meu lado no banco.

- "Por que você fugiu de casa?" - ele pergunta parecendo irritado, mas eu diria que ele está tentando dissimular sua iria, provavelmente para que ninguém perceba.

- "Eu não fugi... só estava a fim de tomar um ar, sua casa de sufoca."

- "Minha casa te sufoca?" - ele pergunta baixo, Agora ele me parece triste.

- "Estava me lembrando de algo..." - digo mudando de assunto sem olhar para ele.

- "O que? O que foi que você lembrou?" - ele perguntou parecendo um pouco temeroso.

- "Não sei exatamente... mas era uma lembrança com o meu pai." - me viro para olhá-lo.

Olho para o rosto de Dylan, que me olhava fixamente mas seus olhos castanhos me pareciam um pouco... tristes? O que está acontecendo?

- "Rebekah..." - meu nome havia saído quase como um sussurro por seus lábios enquanto passava as mãos por seus cabelos escuros, que já estavam bagunçados provavelmente por repetir o mesmo gesto diversas vezes. - "Eu... eu queria me desculpar com você."

Por que é tão difícil para ele se desculpar com alguém?

- "Você fez com que eu me sentisse uma intrusa em sua casa e em sua vida, não sua esposa." - digo realmente me sentindo magoada por causa da sua indiferença.

- "Me perdoa." - ele diz segurando a minha mão, aí está aquela sensação boa que só ele me faz sentir toda vez que ele me toca.

- "Por que você é assim, um dia parece que você gosta de mim mas no outro você é frio e indiferente comigo, é como se você não se importasse."

- "Eu sou um homem complicado." - ele suspirou encostando sua testa na minha. - "Não me deixe." - ele diz baixinho antes de me abraçar.

Não digo nada, apenas me deixei ser abraçada. No momento eu só quero está assim, juntinho dele, abraçá-la e sentir que não existe mais ninguém além de nós dois.

Estávamos sentados abracados no banquinho de uma praça lotada, as pessoas passa por nós e fica nos olhando, não sei porque lhes parece tão estranho ver um casal apaixonado se abraçando.

- "Vamos para casa." - Dylan diz me dando um leve beijo. - "Não estou gostando de como as pessoas estão nos olhando."

Eu sorri.

- "Vamos sim."

Nos levantamos do banco, Dylan segura a minha mão entrelaçando nossos dedos e começamos a caminhar.

- "Você não acha que deveríamos conversar?" - perguntei olhando para ele.

- "Conversar sobre o que?" - ele me olha de relance enquanto andávamos juntos.

- "Sobre o seu comportamento estranho hoje de manhã."

- "Eu já te disse. Sou um homem complicado." - ele me olha esboçando um sorriso.

(...)

Dylan O'Connell

Droga, preciso parar de me comportar como um estúpido adolescente, senão Rebekah acabará indo embora e eu não quero isso. Senti tanto medo quando Lilian me disse que ela havia saído e por um momento cheguei a pensar no pior.

Me apavora a ideia dela recuperar sua memória, mas o que me deixa ainda mais aterrorizado é o que pode existir no seu passado... uma família ou um namorado que possam afastá-la de mim para sempre.

- "Quero de novo." - Rebekah sussurra me tirando dos meus pensamentos.

Desde que voltamos para casa, Rebekah e eu nos trancamos no meu quarto, onde nos perdendo loucamente em nossos corpos.

- "Precisamos almoçar." - digo olhando para ela.

- "Não há tempo nem para uma rapidinha?" - ela pergunta manhosa.

Sorrio olhando para a ruiva que estava parcialmente em cima de mim. Adoro o fato do quão insaciável ela é.

- "Sempre temos tempo." - respondo fazendo ela se deitar completamente na cama e guio minha mão para sua intimidade. - "Você já está molhadinha?" - ela ri.

- "Sempre."

Sorrio me posicionando em cima dela e entro em seu interior.

(...)

Aquele inconveniente com Rebekah havia sido deixado de lado, o restante da semana se passou sem mais problemas e mais um fim de semana havia chegado.

Mais uma vez havíamos sido convidados para jantar na casa dos meus pais, inicialmente me neguei a vir porque eu queria passar essa noite apenas com minha bela Rebekah, mas acabei sendo ameaçado por duas adolescentes mimadas que disseram que se não viessemos, iriam até meu apartamento e me buscaria pelos cabelos.

Não sei porque sou tanta confiança para essas duas.

- "Rebekah, Dylan." - minha mãe diz alegremente assim que abre a porta. - "Sejam bem-vindos." - ela nos cumprimenta com um beijo na bochecha.

- "Como está senhora O'Connell?" - Rebekah pergunta.

- "Estou bem querida, mas já pedi para me chamar apenas de Meredith."

- "Tudo bem Meredith." - a ruiva diz tímidamente.

- "Não fiquem parados aí fora, por favor entrem."

Rebekah e eu entramos na casa dos meus pais de mãos dadas e quando chegamos na sala, fico perplexo ao ver quem estava ali. O que Vivian está fazendo aqui?

Assim que nos viu entrar, Vivian olhou para mim e Rebekah com a expressão fria.

- "Rebekah! Dylan!" - Olivia diz vindo em nossa direção e nos abraça, sendo seguida por sua irmã gêmea.

- "Que bom que chegaram." - Nayara diz sorrindo para nós dois.

- "Como vai meninas." - cumprimento minhas irmãs mas meus olhos logo vão para onde Vivian está e posso dizer que não estou gostando nada da forma que Vivian está nos olhando.

- "Estamos muito bem." - Nayara responde e fixa seus olhos em Rebekah. - "Estou tão feliz por você ter vindo cunhada."

- "Estamos irmã." - Olivia diz. - "Que bom que Dylan decidiu vim, estávamos preparadas para ir até o apartamento de vocês para buscar nosso querido irmão caso ele desse para trás de última hora."

- "Não exagere Olivia." - eu reviro os olhos.

- "Não estou." - ela sorri pra mim.

Olho em volta da sala e estranho não ver Nathaniel em nenhum lugar aqui.

- "Boa noite meu filho?" - meu pai pergunta.

- "Boa noite papai. Onde está Nathaniel?"

- "Ele foi para Olympia." - foi Nayara quem respondeu.

- "Olympia?" - meu pai e eu perguntamos ao mesmo tempo. Deduzo que ele também não sabia do paradeiro do meu irmão.

- "Sim, acho que ele conheceu uma garota de lá. Vocês sabem como Nathaniel é, ele sempre se entusiasma com uma garota, aí aparece uma outra outra mais loira do que a anterior e então meu irmão vai correndo atrás dela babando." - Nayara diz.

Olivia rir, enquanto Rebekah e eu sorrimos levemente com o comentário da minha irmã.

- "Senhor O'Connell, como vai?" - Rebekah cumprimenta estendendo sua mão para meu pai.

- "Vou bem Rebekah." - meu pai diz com frieza e com má vontade ele aperta a mão estendida da minha ruiva.

Olho para meu pai com os olhos cerrado pela forma que ele está tratando Rebekah. Que merda está acontecendo com ele?

- "Rebekah, essa aqui é Vivian, uma amiga de longa data da família." - meu pai diz sinalizando Vivian.

O pouco de relaxamento que senti há alguns segundos havia ido embora e acabo ficando tenso novamente.

- "Nós já nos conhecemos." - Rebekah murmura.

- "Olá querida... Como está?" - Vivian diz se colocando de pé enquanto olhava para Rebekah com superioridade. - "E você Dylan? Como tem passado meu querido?" - ela se aproxima de mim e me dá um beijo na bochecha.

- "Estou bem Vivian."

- "Te liguei várias vezes, enviei mensagens e emails mas você não me respondeu. Imagino que você tem estado muito ocupado ultimamente, já que você tem me deixando muito abandonada." - ela reclama colocando sua mão sobre o meu braço.

O que Vivian pensa que está fazendo? Por que ela está agindo assim?

- "Alguém vai querer vinho?" - Olivia pergunta.

- "Eu quero." - Rebekah responde.

- "Eu também vou querer." - digo tentando me afastar de Vivian, mas ela me impede e me faz sentar ao seu lado.

- "Vocês também vão querer?" - minha irmã olha para Vivian e meu pai.

- "Vou sim, minha filha." - meu pai diz.

- "Eu também." - Vivian responde sem olhá-la.

- "Tudo bem, irei buscar." - Olivia diz começando a se afastar.

- "Vou te ajudar irmã." - Nayara diz acompanhado a irmã.

Olho para Rebekah e vejo que ela está um pouco sem jeito ao se sentar perto do meu pai.

- "Irei ver se falta muito para que o jantar fique pronto." - minha mãe diz.

Minha mãe e minhas irmãs se retiram da sala e vão para a cozinha. Observo Rebekah e vejo que ela ficou ainda mais incomodada com a saída das meninas.

- "Você sabe alguma coisa sobre vinhos Rebekah?" - meu pai pergunta olhando para ela.

- "Não... não sei nada sobre isso." - ele responde um pouco envergonhada.

- "Dylan é um especialista em vinhos." - Vivian diz colocando uma mão em minha perna.

Para com isso, Vivian!

- "E sobre negócios, economia, moda?"

Merda, Vivian também começou a perguntar estupidez. Rebekah apenas negou com a cabeça visivelmente incomodada.

- "Então o que você e meu filho tem em comum? Quero dizer, por que você se casou com ele, se não compartilham o mesmo interesse?"

- "Papai, o fato de Rebekah não saber nada sobre essas merdas, não significa que ela é ignorante." - digo com os dentes cerrados por causa da raiva.

- "Eu não disse isso... e mais, acho que por trás desse rostinho bonito, se esconde uma pessoa muito inteligente."

- "Eu também acho, as que aparentam ser tão inocentes são as piores... não estou dizendo que você Rebekah, seja uma caça fortunas." - Vivian diz.

- "Vivian!"

O que essa mulher está pretendendo com esses comentários? Me tirar do sério?

Mais populares

Comments

Cida Oliveira Alves

Cida Oliveira Alves

E o babaca não defende a esposa. Humilha mais pra ver se ela acorda

2024-03-20

3

Joelma

Joelma

que situação horrível!!

2023-11-20

0

Katia Sousa

Katia Sousa

vc vai acabar perdendo a Rebecca

2023-10-01

1

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!