A luz da manhã atravessava as cortinas pesadas do escritório de Dominic, criando um contraste gritante com o ambiente frio e organizado. Caesar estava de pé ao lado da porta, como sempre, braços cruzados, a expressão fechada enquanto observava Dominic lidar com uma pilha de documentos.
Era o primeiro dia depois da última noite, e o silêncio entre eles era mais barulhento do que qualquer discussão que já tivessem tido. Dominic não olhava para Caesar, mas sua presença preenchia cada centímetro do cômodo, impossível de ignorar.
— Algum problema, Caesar? — Dominic perguntou, a voz baixa, mas carregada de provocação. Ele não levantou os olhos dos papéis, embora o canto de sua boca revelasse um leve sorriso.
— Nenhum, senhor. — Caesar respondeu, o tom frio e profissional, como se não tivesse passado a noite anterior gemendo o nome dele entre os dentes.
Dominic ergueu o olhar lentamente, seus olhos percorrendo Caesar dos pés à cabeça, avaliando cada detalhe. O uniforme impecável, o queixo erguido, a postura rígida. Sempre tão disciplinado. Sempre tentando manter o controle.
— Ótimo. — Dominic se levantou, caminhando até ele com passos lentos e calculados, como um predador cercando sua presa. — Eu preciso que você me acompanhe hoje. A reunião será fora do prédio.
— Claro. — Caesar manteve o olhar firme, mas sentiu o coração acelerar ao perceber a proximidade.
Dominic parou a poucos centímetros dele, os olhos cravados nos seus, o silêncio entre eles carregado de promessas não ditas e palavras que nunca seriam pronunciadas.
— Lembre-se, Caesar. — Dominic sussurrou, inclinando-se ligeiramente. — Você não é pago para pensar. Só para obedecer.
Caesar não se moveu, mas seus olhos brilharam com algo entre raiva e desejo. Dominic sempre fazia isso, testava seus limites, jogava com ele como se soubesse exatamente como apertar cada botão.
— E você deveria lembrar, Dominic… — Caesar retrucou, a voz um pouco mais baixa, mas ainda desafiadora. — Que nem todos os seus brinquedos vão ficar onde você os deixou.
Dominic sorriu, um sorriso cheio de segundas intenções.
— Veremos, Caesar. Veremos.
A reunião fora do prédio prometia ser mais do que apenas negócios. Ambos sabiam disso. Caesar tinha uma função clara: proteger Dominic de qualquer ameaça externa. Mas ninguém nunca o ensinou a se proteger do próprio Dominic.
O carro deslizou suavemente pelas ruas da cidade, o silêncio quebrado apenas pelo ronco suave do motor. Caesar estava sentado ao lado de Dominic no banco traseiro, o olhar fixo na janela, tentando ignorar a presença esmagadora ao seu lado.
Dominic, por sua vez, parecia relaxado demais, o braço apoiado no encosto do banco, os olhos observando cada reação sutil de Caesar. Ele adorava provocá-lo, brincar com o fogo, principalmente quando sabia que Caesar estava à beira de explodir.
— Está nervoso, Caesar? — Dominic perguntou, o tom casual, mas com aquele toque de malícia que fazia Caesar cerrar os dentes.
— Claro que não. — Caesar respondeu, ainda sem olhar para ele. — Apenas fazendo meu trabalho.
Dominic inclinou-se para mais perto, o cheiro familiar dele preenchendo o espaço entre eles.
— Sempre tão profissional… — sussurrou, seus lábios quase roçando a orelha de Caesar. — Mas eu me pergunto… quanto tempo você consegue manter essa fachada?
Caesar se virou bruscamente, os olhos encontrando os de Dominic. Havia um brilho feroz ali, uma mistura de raiva e desejo que ele não conseguia mais esconder.
— Eu consigo manter isso o quanto for necessário. — Caesar disse, a voz baixa e tensa. — Ao contrário de você.
Dominic sorriu lentamente, um sorriso perigoso, antes de agarrar Caesar pela gola do uniforme e puxá-lo para um beijo intenso, cheio de urgência. Caesar tentou resistir por um segundo, mas a verdade era que ele estava esperando por isso, ansiando por aquele momento desde a noite anterior.
O beijo se aprofundou rapidamente, a tensão acumulada se transformando em algo muito mais carnal. As mãos de Dominic deslizaram pelo corpo de Caesar, explorando cada curva e músculo, enquanto o calor entre eles aumentava a cada segundo.
— Aqui? — Caesar conseguiu perguntar, ofegante, a cabeça girando com a intensidade do momento.
— Ninguém vai nos interromper. — Dominic garantiu, a voz rouca de desejo, enquanto suas mãos deslizavam ainda mais para baixo.
Caesar gemeu baixo, tentando conter o som, mas era inútil. Dominic sabia exatamente como levar cada parte dele ao limite, como fazê-lo esquecer tudo ao seu redor.
O carro continuava a se mover pelas ruas tranquilas, os vidros escurecidos protegendo o que acontecia lá dentro. Caesar agarrou a nuca de Dominic, puxando-o para mais perto, os corpos se chocando no pequeno espaço, enquanto cada toque parecia uma luta por controle.
— Você... — Caesar tentou dizer, sua voz rouca, quase um gemido. Mas a frase morreu quando Dominic o empurrou contra o banco com brutalidade, os olhos faiscando de posse e luxúria.
O tempo perdeu o sentido, o mundo lá fora se dissolvendo em nada. Tudo o que restava era o calor dos corpos, os suspiros abafados, e a sensação de estarem perigosamente à beira do abismo, mas sem vontade de recuar.
— Fala, Caesar. — Dominic murmurou, os lábios deslizando pelo pescoço dele, os dentes arranhando a pele sensível. — Ou você vai ficar sem palavras de novo?
Caesar arfou quando as mãos de Dominic invadiram seu uniforme, deslizando por suas costas, suas coxas, até apertá-las com força. Era insuportável, quase cruel, como Dominic sabia exatamente onde tocá-lo, como dobrá-lo até que ele se rendesse. Mas Caesar não queria ceder tão fácil.
— Você acha que está no controle? — Caesar ofegou, a voz baixa, mas carregada de desafio. Seus olhos encontraram os de Dominic, brilhando com um fogo que ele não conseguia mais esconder. — Não sou um dos seus brinquedos descartáveis, Dominic.
Dominic riu, uma risada baixa e perigosa, antes de pressionar Caesar ainda mais contra o banco. Ele puxou a arma do coldre preso à cintura e, com um movimento calculado, encostou o cano frio na lateral da barriga de Caesar.
— Você não é meu brinquedo, Caesar. — Dominic disse, a voz um sussurro rouco, cheio de promessas sombrias. — Você é muito mais do que isso.
O toque metálico contra sua pele fez Caesar prender a respiração. O medo e o desejo se misturavam de forma quase perversa, fazendo o corpo dele reagir de um jeito que ele odiava admitir.
Dominic sorriu ao perceber a reação dele. A arma continuava ali, imóvel, enquanto sua outra mão deslizava lentamente pelo peito de Caesar, descendo sem pressa, marcando território a cada centímetro.
— Continua assim, Caesar… — Dominic sussurrou. — E eu vou garantir que você nunca esqueça quem está no comando.
Caesar sentiu o calor subir, os pensamentos se embaralhando enquanto o prazer crescia de forma avassaladora. Ele odiava a maneira como Dominic o fazia perder o controle, mas ao mesmo tempo não queria que isso parasse.
Dominic pressionou seus corpos juntos, intensificando o ritmo, cada movimento mais profundo e possessivo que o anterior. Os gemidos abafados preenchiam o espaço do carro, criando uma sinfonia privada de luxúria e poder.
— Ah...! Muito rápido...!
— Fala como se não gostasse... haah, sua bunda é tão gostosa.
Quando o mundo finalmente parou de girar, ambos estavam ofegantes, os corpos quentes e suados, as roupas desalinhadas. Dominic ajeitou a arma novamente no coldre, o olhar ainda fixo em Caesar, como se estivesse gravando cada detalhe daquele momento.
— Agora você está pronto para a reunião. — Dominic disse, com um sorriso satisfeito, enquanto abria a porta do carro.
Caesar ficou para trás por alguns segundos, o coração ainda disparado. Ele passou a mão pelos cabelos, respirando fundo, tentando recuperar algum controle sobre si mesmo antes de sair.
Ele não sabia se odiava Dominic mais naquele momento… ou se já estava completamente perdido por ele.
Finalmente, o carro parou suavemente em frente ao prédio da reunião. Ambos estavam ofegantes, os corpos ainda quentes, os olhos fixos um no outro. Dominic ajeitou a camisa e passou a mão pelos cabelos, como se nada tivesse acontecido.
— Hora de trabalhar. — Ele disse com um sorriso perverso, antes de abrir a porta e sair do carro.
Caesar ficou para trás por um segundo, tentando recuperar o fôlego, o coração ainda disparado. Ele passou a mão pelo rosto, soltando uma risada amarga.
Ele vai me destruir… — pensou, antes de sair do carro e seguir Dominic para dentro do prédio.
continua.....
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Atualizado até capítulo 21
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