— Ouviu os boatos? Sobre o chefe.
— Mentira, ele fez de novo?
— Fez... Outro cara pobre coitado em cativeiro.
— Pobre coitado? Soube que ele que propôs dar a bunda pro chefe. É um prostituto mesmo! Tem que se foder mesmo agora! Viadinho do caralho!
Ouvi esse tipo de conversas durante o tempo que fiquei de recuperação por conta do meu tornozelo torcido. Os dias que eu passava preso naquele quarto tornaram aquelas conversar cada vez mais altas para que eu me achasse cada vez mais deplorável.
Queria morrer. Mas em mim não existia a coragem de me matar.
Já fazia três dias que não via a fuça nojenta do Dominic, depois do que aconteceu naquele dia no armazém e logo em seguida no carro, o médico disse que eu deveria ficar de repouso por quase duas semanas no mínimo.
Fiquei cansado daquilo. Como não via Dominic a algum tempo, ele não transava comigo, e por ventura eu não ganhava nada de dinheiro pra bancar minhas dúvidas, a cada hora que eu faltava no pagamento os juros aumentavam de uma maneira enlouquecedora. Por mais que eu repudiasse a ideia de ter que me entregar a ele, era algo que eu tinha que me submeter, ou era o que eu pensava que deveria fazer.
Eu, em meio a minha vergonha e orgulho morto, só conseguia ter em mente que teria ele dentro de mim de novo. Aquele sentimento me atormentava, mas eu não podia largar de mão assim.
De repente o soar da grande porta do meu quarto ecoou pelo cômoda e ela foi aberta. No momento em que olhei lentamente e cabisbaixo em direção a mesma, vi que quem havia entrado no cômodo era ele mesmo, Dominic. Minhas esperanças de nunca mais ver aquele rosto de novo foram arrancadas de mim, e lá estava eu, o encarando enquanto temia que ele tentasse algo de novo.
— ... Ouvi que você não está comendo nada. Por acaso está fazendo isso pra me irritar?
— ... Não estou com fome.
— Nunca está com fome? Desse jeito vai entrar em estado de desnutrição. Vai ficar tão magro que não vai ser mais excitante o sexo, não quero ver o formato do meu pau em você enquanto eu te fodo.
O que eu poderia dizer? Nem eu sabia, por isso permaneci quieto e abaixei a cabeça, não queria olhar ele.
Ouvi gradualmente seus passos pesados se aproximando de mim, a cada passo eu desejava que ele não chegasse mais perto. Tão tolo. Não havia outro para que ele se aproximasse naquele cômodo.
— Caesar. Olhe pra mim, eu falei contigo.
Não queria olhá-lo, eu tinha medo, mas ainda assim, ainda assim o olhei com receio enquanto segurava a minha vontade de chorar e minha vontade de bater nele (não ia adiantar de qualquer forma).
— ... Eu vou comer.
— Certo. Sobre aquele cartão preto que eu te dei, quero que use. Você só não poderá sacar ou transferir o dinheiro pra ninguém, nem mesmo pra suas dívidas, elas serão pagas com o seu corpo.
— ... Entendi...
— Agora descanse. Não vai poder trabalhar ou se levantar se essa sua maldita perna não curar.
Ele se virou e acendeu um cigarro, dando meia volta e saindo em passos mais suaves comparados com os da hora que ele entrou no cômodo.
— Não vamos fazer sexo?
— ... Hm, logo você dizendo algo assim? —Ele se virou meio surpreso e voltou a fumar.— Quer que eu te foda?
— ... Eu preciso do dinheiro, você sabe, e se não vou poder pagar com o cartão que você me deu eu....
Minha boca se recusava a terminar aquela frase. Ele se sentou na cama e acariciou o meu rosto, colocando meu cabelo para trás.
— Diga direito o que você quer. Estou sem paciência.
— ... Eu quero- eu preciso fazer sexo com você.
Dominic largou o meu cabelo e se levantou, indo até a porta, que depois de aberta ele suspirou fundo e disse num tom de voz seco.
— Agora eu não quero.
Imagine um animal morrendo de fome que não comeu sua presa quando teve a chance mais que perfeita. Aquele momento pra mim foi igual, e aquilo foi tão estranho.
Mais estranho ainda com a rapidez em que ele se retirou do cômodo e pelo fato dele ter ficado duro como pedra lá embaixo na hora que eu falei aquilo, fazendo parecer que saltaria para fora de sua calça e ainda assim ele me negou.
Será que foi por raiva? Não sabia e tinha até medo de saber. Porque ao mesmo tempo que eu estava aliviado com aquilo, uma parte dentro de mim sentiu algo estranho, eu fiquei pensativo depois daquilo. Já que sexo com ele não é tão ruim quanto aparentava pra mim, será que o meu corpo não achava aquilo desagradável? Seu toque pervertido e assediador sobre mim? Eu tinha no fundo do meu ser o medo de que eu me aconchegasse no calor e no corpo daquele gangster psicopata. Tinha medo de ter tanto sexo com ele a ponto de ficar viciado.
E eu estava certo por ter esse medo. Só devia ter prestado mais atenção nele.
Conforme eu ia melhorando, Dominic voltou a se aproximar mais de mim, estando em quase todos os cômodos em que eu estava. Ao mesmo tempo que ele mantida um olhar seguro e centrado, ele parecia estar se segurando.
Ele pediu que eu assistisse uma das reuniões dele com seus principais funcionários, não só para que eu os conhecesse, mas também queria que eu entendesse o esquema da ‘máfia’ dele.
Sentados todos à mesa, contando comigo e Dominic estavam um total de nove homens e uma mulher presentes na reunião. Eu estava sentado ao lado dele enquanto ouvimos um dos seus sócios falar sobre alguém que estava devendo a eles uma fortuna.
— O valor dos juros do Juarez passou de dois milhões de libras, é um valor incapaz de receber, continuar com isso é perda de tempo.
— Quer que eu mande fazer o quê? Seja mais direto. —Sua postura perante a reunião era um tanto convencida, ele apoiava suas costas totalmente no encosto da cadeira e deixava um de seus braços sobre o braço da cadeira e o outro sobre a mesa, onde ele não parava de ficar batendo a ponta de sua caneta na folha que havia ali. E a sua expressão de deboche era explícita durante toda a reunião.
— Tome providências Dominic! Ou ele começará a se vangloriar que nem o Sapo fez! E depois é você quem vai ficar igual um cachorro abanando o rabo atrás dele!
‘’Ele pode falar assim com o Dominic....?” Todos ficaram meio surpresos com a fala daquele homem e olharam para o Dominic, que se levantou e puxando sua arma que ficava escondida nas suas costas atirando no ombro do homem.
— Ngn...! O que você?!-
— Abanando o rabo? Me diga, qual a sua hierarquia aqui? Você é o chefe?
— ... Não.
— Então por que está se engrandecendo? Quem é o chefe dessa porra? Quem te colocou aí onde você está agora? Quem te tirou da sarjeta quando você só era um mísero e nojento rato?
— ... Foi o senhor...
— ... Então limpe a sua boca antes de falar merda, quer saber quem vai atrás do Juarez? Você mesmo? Vá abanar o seu rabo atrás dele. Agora vai embora antes que eu espalhe seus miolos nesse chão.
— ... Sim senhor.
Ele então foi embora e outro se levantou para falar sobre outro assunto, Dominic então se sentou novamente e suspirou fundo, se virando pra mim e cochichando no meu ouvido:
— Aqui funciona assim: você come ou é comido.
— .... —“O que ele quis dizer...?”
— Qual dos dois você quer ser?
Desviei meu olhar e pude sentir a mão dele deslizando pela minha coxa, a ação maliciosa dele estava escondida pela grande mesa de reunião. Da minha coxa ele foi me apalpando até chegar na minha virilha, no momento eu me estremeci, mas conseguindo me conter eu o ignorei e retirei sua mão dali.
Dominic ficou irritado.
Afastando um pouco sua cadeira, ele voltou a prestar atenção na reunião.
“Mesmo sabendo que preciso me submeter a esse tipo de coisa, eu me sinto enojado comigo... Mas...”
Tirei discretamente meu sapato, levando minha perna devagar e lentamente até a altura de sua virilha. Dominic se surpreendeu, mas continuou do mesmo jeito que estava. A sua surpresa pude perceber no seu olhar, que mudou gradualmente enquanto ele percebia que eu estava tentando atiça-lo.
Fazendo movimentos com os meus dedos sobre seu pênis que estava totalmente coberto pela sua apertada roupa, aos poucos ficou muito saliente e duro.
“Por mais que eu não queira no fundo fazer nada disso, eu serei o homem que irá comer aqui”.
Antes mesmo que a reunião pudesse acabar, Dominic se levantou de maneira meio apressada e me mandou seguir ele, de maneira rápida eu calcei meu sapato e me levantei, indo junto com ele até um lugar que pudéssemos fazer algo que eu quis que acontecesse naquela hora.
Enquanto andávamos tranquilamente pelos corredores daquele prédio em que o próprio Dominic era dono, ele de um jeito brusco e repentino, agarrou o meu braço e me puxou para dentro de uma sala de reuniões que estava vazia, me jogando em cima da mesa.
— Minha perna Dominic! Ainda está machucad-
— Tire a sua roupa.
— ... Não quero.
Ele me olhou com raiva e bufou serrando os olhos.
— Caesar, se for provocar saiba lidar com as consequênci-
Antes que Dominic terminasse de falar eu fiquei de quatro na mesa, com o rosto virado pra ele e comecei a abrir a braguilha de sua calça.
— O que está fazendo?
— Eu quero fazer com roupa, tirar tudo vai dar muito trabalho.
— ... Está me dizendo que quer ser fodido?
— ... Sim. Agora fica quieto, vou fazer um boquete em você.
continua....
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 21
Comments
Eliane Pereira
paixão é uma delícia
2023-08-26
0
Eliane Pereira
sério mesmo atá, ele quer é o Dominic, isso sim,bestinha vc
2023-08-26
0
``🥝•|Kiwi|•🥝``
só queria que tivesse atualização
2023-08-15
1