Whisky & Baunilha
— ... Estou perdido... Eu realmente fiz aquilo...
Caesar:
"De tudo de ruim que podia acontecer de mais ruim e cabuloso na vida de alguém, tudo aconteceu em um dia só... Só para mim, bem que minha mãe me dizia que eu era azarado, mas quem diria que seria a esse ponto, eu não esperava que eu realmente faria algo daquele tipo por dinheiro, mesmo dizendo que faria de tudo..."
Naquela manhã, quando eu acordei, eu não estava na minha casa ou em qualquer casa que eu conhecesse; porque de verdade eu nunca estive lá anteriormente nenhuma outra vez, por isso não reconhecia aquele lugar por mais que eu tentasse.
A cama com os lençóis cheirado a amaciante era quase perdida pelo cheiro de muito semên seco e aquele suor que havia grudado do edredom e travesseiro ainda fazia as lembranças do dia anterior vir a tona na minha memória. Que embora eu estivesse bêbado ou drogado, ontem eu tinha plena consciência daquela situação na hora em que eu disse o que eu queria fazer por dinheiro, e as palavras foram: faço tudo.
E eu lembrava-me de tudo.
De como ele me manipulou para fazer aquilo, do jeito bruto e violento que ele me fudeü e do meu corpo ainda dolorido depois de tudo. Sem contar de seu esperma ainda escorrendo de dentro de mim depois que eu já havia relaxado. Eu estava horrorizado e apavorado com a besteira que eu tinha feito, não pensei direito, e por isso, no dia seguinte eu desejei do fundo da minha alma que eu queria morrer.
— Ontem eu...! Não... Não... Caesar seu idiota vagabundo.... De tudo que você poderia fazer.... De todas as coisas e maneiras de conseguir dinheiro... Porque eu o consegui dando a bunda pra aquele cara....
...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...
No dia anterior a toda aquela cagada que eu havia feito e aceitado na minha vida, eu havia sido despejado do meu apartamento depois de seis meses de aluguel atrasado, a dona do apartamento ainda teve misericórdia de deixar um pobre miserável vivendo como um rato, um ladrão de sua generosidade, assim ela decidiu me expulsar.
Não tinha nada nem ninguém pra quem eu pudesse recorrer, estava em um estado diferente do qual a minha família morava, e não é como se fosse fazer muita diferença já que eu tinha sido deserdado de casa antes de ir embora, não tinha amigos ou sequer alguém que gostasse de mim naquele lugar. Mudar para aquele estado foi a pior decisão da minha vida.
Sem casa, sem família, sem amigos, sem emprego, sem dinheiro... E o pior de tudo, uma dívida imensa de aproximadamente um milhão de dólares acumuladas com juros surreais que eu nunca conseguiria pagar.
Depois que percebi que estava no fundo do fundo do poço, eu decidi que só havia uma coisa do qual eu pudesse fazer para acabar com o meu sofrimento, acabar com o sofrimento pela raíz. Um imprestável a menos no mundo não faria a diferença, alguém insignificante igual a mim não faria ninguém nem sequer reparar quando fosse embora.
Deixei as minhas coisas numa praça próxima dolugar que eu estava alugando e havia acabado de ser despejado e andei até a ponte principal da cidade, que a propósito não ficava tão longe dali também
Assim que avistei a ponte eu subi nela e fui caminhando devagar até o seu meio trajeto e logo que eu cheguei ali caminhei próximo a mureta, de um lado a pista cheia de carros passando sem preocupação, e do outro uma queda alta e assustadora de mais de dez sete metros, direto para o mar.
O breu daquela noite deixou tudo mais apavorante pra mim e fazia minha mente ter dó do meu ser. No fundo eu não queria aquilo, mas sentia que era a única coisa que podia fazer para me livrar.
— Depois da morte... Não tem sofrimento.... Pelo menos é o que os padres afirmam se eu for pro céu.... Acho que vou pra lá se eu morrer, nunca fiz nada de mal a ninguém mesmo....
Subi em cima da mureta com a ajuda de um dos cabos da ponte. Eu queria que algum dos carros parasse e me impedisse, mas ao mesmo tempo queria que isso não acontecesse pra que o meu plano ocorresse bem, eu estava pronto, prestes a me jogar. O vento ao meu favor, ninguém havia vindo até mim, eu havia desistido da minha vida, estava a beira de um suicídio. Fechei meus olhos e quando os abri novamente para me jogar em meio a minha morte certa eu ouvi uma voz rouca e irônica soando ao meu lado.
— Nem vai morrer numa queda dessas.
— ...?! Quem...?
Me assustei e olhei rápido para o lado da onde a voz vinha, me segurei então novamente num dos cabos da ponte e quando percebi quem estava do meu lado, vi que era um homem de porte, musculoso de terno, cabelos negros e olhos azuis claros, que eram iluminados pela luz da lua e levemente pelas luzes dos postes que iluminavam o local. Ele cheirava a colônia e estava fumando o cigarro mais caro que você pode imaginar que existe.
E mesmo depois de me dizer aquilo, ele nem sequer me olhou, no ficou apoiado na mureta da ponte enquanto fumava e olhava para o mar abaixo de nós.
— ... O que você disse...?
Aquele homem misterioso se virou para mim e me olhou nos olhos. Fiquei hipnotizado por um segundo, não podia desviar meus olhos das pedras preciosas que pareciam ser os seus de tão claros e brilhantes que eram seu olhos.
— ... Pela altura que você está e o jeito que você pretende pular, não morrerá, no máximo vai se quebrar todo quando entrar em choque com a água. Pernas... Costelas... Pescoço.... Pode até ficar tetraplégico pulando daqui sabia? Eu considero isso pior do que a morte.
Ele deu mais uma tragada no cigarro e voltou a olhar para mar, me deixando pensativo e considerando o que ele tinha falado enquanto fazia parecer que nenhuma daqueles pensamentos passavam pela minha cabeça.
— ... E por que se importa? Nem te conheço.
"Ele está certo, se eu não pular direito só vou conseguir fazer um belo estrago.... Mas não é uma sequela que eu quero.... Também não quero morrer de verdade, mas no fim, que escolha eu tenho.... Se eu continuar vivo meus credores virão atrás de mim e sabe-se lá que raios vão fazer comigo se eu não pagar..."
— Importar.... Ha se eu me importasse com você não estaria nem fumando, mas com certeza já teria te tirado daí a força.
"Um bruto ignorante desses se intromete na minha vida e no meu quase suicídio e diz que não se importa...." O homem engravatado suspirou fundo e tirou do bolso uma carta, que ele mesmo queimou ali na minha frente com a brasa do cigarro e assim que o papel virou cinzas, ele as sobrou em direção ao mar. Enquanto as cinzas iam embora com o vento, ele se virou para mim.
— Pronto, agora aqui é a ponte das vidas. Lancei uma agora sobre o mar, exatamente o que você está prestes a fazer.
— ... O que...?
— Não sei porque você está prestes a fazer o que está fazendo, mas se você me pedir ajuda, eu te dou ajuda.
— ... Não preciso de qualquer ajuda vindo de um estranho que nem você, obrigado.
— Hum, você quem sabe.
"Isso foi uma metáfora ou algoassim...?" Ele sorriu e disse enquanto caminhava em direção a pista:
— Bom, boa sorte com sua futura coluna quebrada.
Assim um carro importado parou na estrada da ponte a sua frente e ele foi entrando nos assentos traseiros, quando ele abriu a porta vi que tinham alguns prostitutos, tanto homens, como mulheres.
— Porque a demora gostosão?!
— Estávamos quase morrendo de esperar!
— Que impacientes.
Ele resmungou enquanto entrava no carro. "Ele é um milionário ou algo assim....?! Como alguém pode ter tanto dinheiro como uma roupa daquelas, aquele carro e todas aquelas quengas?! Espera... Eu posso engabelar ele. Vou convencê-lo a me ajudar" Assim que ele estou no carro e fechou a porta eu corri até lá e apoiei minhas mãos na janela do carro, o vidro estava abaixado.
— Espera! —Ele me olhou lentamente e arqueou sua sobrancelha.
— O que você quer?
— Eu sei que disse que não, mas preciso da sua ajuda!
Todos de dentro do carro me regularam e fizeram cara feia porque eu havia aparecido ali.
— tsk, interesseiro... Você só viu o meu carro e ficou cadela assim?
— ! O que-
— Do que você precisa? Dinheiro?
— ... É... Preciso de dinheiro.
— ... Quanto você está devendo?
— ... Mais de um milhão e meio....
Ele me encarou e suspirou fundo, estendeu a mão pra fora do carro e puxou a gola da minha blusa para que eu ficasse com o rosto próximo dele, assim que o fiz ele jogou a fumada do cigarro no meu rosto, o que me fez tossir.
— Isso é um tremendo exagero... Gastou com alguma put@ por aí?
— São os juros....
— ...Entendi, fique parado.
De repente ele escostou a bituca do cigarro no meu pescoço e deixou ela lá me queimando, enquanto eu relutava pra que ele me soltasse.
— Ah! O que- Argh....! Me larga...!-
— Se aguentar isso te dou trezentos mil dólares.
— ... Promete? Ngn....
— Sou um homem de palavra.
"Não posso perder esse dinheiro...!" Enquanto ele ainda queimava a minha pele, eu apoiei a minha cabeça na porta do carro e contive minha dor. Mas aquele encaralhado não parava de olhar pro meu rosto, assim como todo mundo que estava no carro, mas seu olhar era penetrante, como se ele estivesse excitado por me machucar.
Quando ele acabou, ainda passou sua unha sobre a queimadura e arranhou.
— Ngn...! Droga...
— Você aguentou bem...
— .... E o dinheiro?
Ele me olhou de cima a baixo de novo, mas dessa vez regulando mais o meu corpo.
— .... Entre no carro, no assento da frente, conversamos sobre isso quando chegarmos na minha casa.
— ... Certo.
Ele me soltou e logo que eu saí da janela, ele levantou o vidro, então eu fui até o assento da frente e me sentei ao lado do motorista.
O carro começou a andar pela estrada, saindo da ponte e enquanto estávamos em movimento aquele cara começou a transar com todas aquelas put@s no banco traseiro, estava sentindo como se alguém estivesse de olho em mim e estava.
Assim que olhei no retrovisor, vi que aquele cara estava me olhando enquanto f0dia lá atrás. Por de trás dos gemidos exagerados e a melação que estava lá atrás, aos meus olhos encontrarem os dele meu corpo estranhamente reagiu, então fiquei evitando olhar para ele pelos retrovisores e tentar me concentrar só na estrada, o que foi difícil de fazer durante a uma hora que passamos naque carro.
Finalmente o carro chegou, o local era um condomínio de luxo com vários prédios glamourosos, e o prédio em questão que o motorista havia parado era o maior entre os outros e carregava o nome do deus kronos, o homem rico que então se ajeitou e saiu de dentro do carro como se nada tivesse acontecido ali, enquanto a parte traseira do veículo ficou toda cheia de esperma e vinho, muitas camisinhas, bitucas de cigarro e drogas no chão do carro também. Além de que todas aquelas prostitutas estavam jogadas por cada canto do carro. Sai então de lá e assim que levantei meus olhos ele me olhou sério e me mandou entrar junto dele no prédio.
Pegamos o elevador e o homem que selecionava os botões apertou o da cobertura do edifício, não tinha ficado tão surpreso, a essa altura ele morar na cobertura está sendo o normal pra ele.
— Qual o seu nome?
— Ah, Caesar.
— ... Hum, confesso que me surpreendi agora, nunca conheci um Caesar endividado.
— ... Eu tinha dinheiro, só não soube cuidar.
— Típico de quem deve, só sabe se vitimizar.
— .... Seu nome qual é?
— Dominic.
— Hum, entendi.
— ... E então? O que achou da carona?
"... Ele realmente quer falar sobre algo assim.... Ele acha bonito f0der com outras pessoas no carro de plateia?" Ignorei a pergunta e fingi que não ouvi nada.
O clima ficou pesado e tenso de novo e então ele se aproximou de mim e me prensou na parede, segurando na minha cintura, "ei... O que é isso...?"
— Não finja que não me ouviu. O que achou da carona? O carro era confortável, ou você preferiu reparar no que acontecia lá atrás?
— ... O carro era legal.
Ele levou sua outra mão até a minha bunda e me apertou ali, mas eu o empurrei assustado.
— Que porr@ você tá fazendo?!
— O que você achou que eu queria te trazendo aqui?
Ele me segurou com força e colocou a mão de volta na minha bunda, mas dessa vez por dentro da minha cueca.
— Ngn... Me larga...!
— Que estranho... Ganhou na loteria ou algo assim? Você não queria o dinheiro?
— ... Você -
— Se me rejeitar agora só vai sair daqui com trezentos mil, ainda vai ter um milhão e duzentos de dívida, acho que não tem muita diferença.
"Eu devia ter imaginado... O que deu faço agora? Quando terei a chance de conseguir dinheiro fácil assim de novo, ainda mais quantias desse tamanho....? Mas fazer o que ele está pensando é loucura... Eu não sinto nem sequer atração por homens...."
— ... Você vai me pagar....?
— Vou. O que me diz?
— .... Quanto....?
— É assim que se fala, vou te pagar cinquenta mil a cada vez que você me deixar te f0der, eu aumento a quantia quanto mais experiente e profissional você ficar.
— .... Fechado....
"Se vai ser esse valor mesmo se eu fizer com ele umas vinte vezes eu pago a minha dívida.... Mesmo me sentindo enjoado com a ideia de ter um pau na minha bunda, se eu pensar que são só algumas vezes eu consigo fazer pelo dinheiro, depois eu sumo daqui o mais rápido que puder."
Dominic repuxou meus glúteos e esfregou o meu ânus.
— Não pode esperar até chegarmos no apartamento?
— ... Hm.... Se eu esperar vou te pagar só dez mil por essa vez.
— .... Filho da put@....
Ele então enfiou seu dedo todo dentro com força, até o talo, doeu muito, ele tinha me rasgado.
— Argh! Tira....!
— Sh, o rapaz do elevador não está tentando ouvir um porno gay, então cale a boca e engula a dor.
— Ngn...
"Esse arrombado...!" Antes que eu percebesse ele colocou mais dois dedos dentro de mim, senti um melado escorrendo, com certeza era sangue. Apertei o braço dele e acabei arranhando ele por causa da dor, só queria socar ele.
— Haah... Se você tivesse noção da sua expressão agora.
— Espera...! Para de mexer seus dedo-
Antes que eu pudesse terminar de falar, ele levantou meu rosto e começou a me beijar, mordendo a minha boca e chupando a minha língua.
#Vigésimo andar, cobertura#
A porta do elevador abriu e ele tirou seus dedos de dentro e me arrastou pra fora do elevador, quando me dei conta ele me jogou dentro do banheiro, o que me fez cair com tudo no chão e bater a perna na privada.
— Aí! Ngn... Precisava disso?!
— Levante e se lave. Você fede a podre. A quantos dias não toma banho? Limpe-se direitinho se não quiser ser punido.
Continua....
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Atualizado até capítulo 21
Comments
Maria Francisca
😂😂😂😂😂nuca feis pra ninguém mais feis pior quando e pra si mesmo 🥺🥺🥺🥺
2023-05-13
1
Charlotte Oliver
ei autora kd vc sua linda estou ansiosa para ler 😊😊😊
2022-11-28
2