Caesar caiu na cama, o peito arfando, a pele ainda queimando pelo toque de Dominic. O suor escorria pelas têmporas, o corpo exausto, mas a mente… a mente estava em guerra. Ele odiava o que Dominic fazia com ele, como o fazia se perder completamente. Mais do que isso, odiava o que sentia quando o calor daqueles olhos cravava-se nele.
Dominic, ainda em silêncio, se levantou e pegou a arma jogada ao lado da cama, como se nada tivesse acontecido. Ele limpou o suor da testa e soltou uma risada baixa e satisfeita, o tipo de risada que fazia Caesar querer socá-lo e puxá-lo para mais uma rodada ao mesmo tempo.
— Você nunca aprende, não é? — Dominic disse, olhando para Caesar com aquele mesmo olhar frio e superior. — Sempre se rebelando, mas no final… sempre termina assim. De joelhos. Exatamente onde eu quero você.
Caesar fechou os olhos por um segundo, tentando controlar a onda de fúria que subia por sua garganta. Ele sabia que Dominic fazia de propósito, que gostava de jogar com ele, de empurrá-lo até o limite, só para assistir enquanto ele caía.
— Foda-se você, Dominic. — Caesar sibilou, os olhos cheios de uma mistura de raiva e dor.
Dominic apenas sorriu, curvando-se até seu rosto estar próximo ao de Caesar novamente. O calor de sua respiração contra a pele de Caesar era uma tortura familiar.
— Você já tentou… mas nunca consegue se afastar.
Ele se levantou e se afastou, como se tivesse vencido mais uma batalha. Caesar ficou ali, imóvel, cada músculo do corpo tenso, os dedos ainda agarrando os lençóis como se fossem a única coisa que o mantivesse no controle de si mesmo.
Dominic saiu do quarto sem olhar para trás, deixando apenas o cheiro de pólvora e desejo no ar. O silêncio que se seguiu era ensurdecedor.
Caesar ficou ali por um momento, encarando o teto, a mente girando. Ele odiava Dominic. Odiava o poder que ele tinha sobre ele. Mas, acima de tudo, odiava a si mesmo por querer algo mais, por desejar que, só uma vez, Dominic o olhasse como mais do que um corpo para ser usado e descartado.
Seus dedos passaram lentamente pelo lugar onde a arma tinha estado pressionada em sua barriga, o frio ainda marcado em sua pele, como uma lembrança silenciosa do quanto ele se arriscava cada vez que estava com Dominic.
— Idiota… — Caesar sussurrou para si mesmo, apertando os olhos. Uma risada amarga escapou de seus lábios, mesmo que por dentro tudo estivesse prestes a desmoronar.
Ele sabia que nunca admitiria. Preferia morrer do que deixar Dominic saber o que ele realmente significava.
Porque, para Dominic, ele nunca seria mais do que uma diversão momentânea. Uma posse. Uma maldita prostituta de luxo.
E isso… isso partia Caesar ao meio.
Perfeito, Diva! Vamos explorar agora o lado de Dominic, que não se permite demonstrar o que sente, mas está longe de ser indiferente.
---
Dominic fechou a porta do quarto atrás de si, encostando-se nela por um instante. A arma ainda estava em sua mão, mas ele mal notava o peso. Sua respiração estava pesada, o corpo ainda aquecido pela intensidade do que acabara de acontecer. Ele passou a mão pelo rosto, tentando apagar a sensação dos lábios de Caesar nos seus, o calor do corpo dele colado ao seu, a maneira como seus olhos desafiadores o encaravam, mesmo no auge da submissão.
Era como uma droga — uma maldita droga viciante da qual ele não conseguia se livrar.
Ele começou a andar pelo corredor, os passos ecoando no chão frio, o coração ainda batendo rápido. Caesar sempre o fazia perder o controle, levava tudo a um lugar onde não havia lógica ou razão, apenas instinto. Dominic odiava isso. Odiava o poder que Caesar tinha sobre ele, a forma como o fazia querer mais, sempre mais, como se nunca fosse o suficiente.
Ele é só uma diversão, Dominic tentou se convencer pela milésima vez. Nada mais.
Mas a verdade era mais cruel. Porque, toda vez que ele saía daquele quarto, o vazio voltava. Um vazio que só Caesar conseguia preencher, mesmo que Dominic se recusasse a admitir.
Ele parou diante de uma janela, olhando para a noite escura lá fora, a mente ainda presa na imagem de Caesar, deitado na cama, o corpo marcado, o olhar cheio de raiva e algo mais… algo que Dominic fingia não perceber.
Ele apertou os dedos ao redor da arma, o metal frio contra a pele ajudando a mantê-lo ancorado.
— Idiota… — ele murmurou para si mesmo, uma sombra de sorriso nos lábios.
Era isso que Caesar fazia com ele. Tornava tudo confuso, bagunçava as linhas que Dominic tinha desenhado para manter tudo sob controle. Caesar nunca obedecia, nunca se dobrava completamente, e isso… isso o enlouquecia.
Dominic sabia que deveria mantê-lo à distância, que permitir que Caesar se aproximasse mais era um risco que ele não podia correr. Mas, toda vez que ele tentava se afastar, algo o puxava de volta.
Ele odiava essa fraqueza. Odiava o que Caesar fazia com ele, como o fazia se sentir vivo e vulnerável ao mesmo tempo.
Dominic suspirou, guardando a arma no coldre e se afastando da janela. Ele sabia que, quando a madrugada chegasse, seus pés o levariam de volta até aquele quarto.
Porque, por mais que quisesse, ele não conseguia ficar longe de Caesar.
E isso o assustava mais do que qualquer arma carregada.
--
continua.....
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 21
Comments