۝ CAPÍTULO 12

A cada minutos dos dias que se passavam eu sentia cada vez mais repulsa e ódio, Dominic insistia incessantemente cada vez mais pela minha companhia. Confuso e oblíquo, ele parecia estar num impasse muito grande referente a mim, tentando mostrar que me dominava enquanto se entregava gradualmente.

— Vamos até à garagem. —ordenou-me enquanto se levantava da poltrona que ficava no seu escritório, eu, no canto da sala nem sequer o questionava mais sobre o porquê. Apenas o seguia em silêncio. Só ouviam-se palavras ou qualquer som saindo da minha boca quando me era perguntado algo ou quando eu estava a dar para ele.

Descemos até a garagem, onde um dos seus carros luxuosos já nos esperavam com o seu chofer com as mãos no volante, e ele mandou que eu entrasse no carro, nos bancos traseiros, entrei primeiro e ele veio logo atrás.

— Você anda bem calado esses dias, as vezes sinto até saudade das suas reclamações... Caesar.—Disse ele enquanto acariciava a minha coxa, com as suas mãos pesadas.— Realmente não vai falar nada?

— Não tenho nada que precise ser dito.

— Olha só, falou! Bom... Talvez não tenha nada de pura decisão que queria dizer, mas não vai me deixar falando sozinho, não é?

— E eu poderia? — Esse cara dá-me tanto nojo que estou-me contendo para não matar ele, toda essa situação está-me deixando louco.

— Uhm... Praticamente já está deixando.

A tensão estava palpável no ar, e eu podia sentir cada movimento de Dominic como uma pressão que se acumulava dentro de mim. Ele não dizia nada, mas seu olhar estava sempre ali, em mim, como se esperasse uma reação. Ele sabia o quanto me incomodava, e, por mais que eu tentasse ignorar, era impossível não sentir o peso de suas palavras e ações.

O carro se movia suavemente pelas ruas, mas, para mim, parecia uma viagem sem fim. O som do motor, o cheiro de couro dos estofados, o peso da sua presença ao meu lado, tudo isso se misturava e criava uma sensação de sufocamento. Cada palavra que ele falava parecia ter o efeito de um aguilhão, me cutucando para que eu reagisse, mas eu estava em silêncio, guardando a raiva e a frustração dentro de mim.

Ele, por sua vez, parecia divertir-se com isso. Não era mais sobre o que ele queria de mim, mas sobre o controle que ele tinha sobre a situação. A cada gesto, a cada palavra, ele me lembrava o quanto ele estava no comando. Era como se ele estivesse testando até onde eu poderia ir antes de quebrar.

— Você está bem calado, Caesar. — Sua voz soou como uma provocação, mas não era apenas isso. Havia uma curiosidade ali, algo que me fazia sentir como se ele estivesse tentando descobrir até onde minha resistência poderia aguentar.

— Você já disse isso Dominic. — Minha resposta foi fria, mas por dentro, eu sentia uma mistura de ódio e desespero. Não sabia por quanto tempo conseguiria suportar isso. Cada dia parecia ser uma batalha, e a linha entre ceder e resistir estava ficando cada vez mais tênue.

— Eu sei. Queria saber como seria sua resposta.

Ele se inclinou mais perto, mas dessa vez, não houve toques, apenas o peso da sua presença. Seu olhar fixo em mim não era mais apenas uma observação, era como se ele estivesse lendo minha mente, tentando entender minhas intenções.

— Você está tentando se manter distante, mas é impossível não ver o quanto isso te afeta. — Ele disse, a voz mais suave agora, mas ainda assim carregada de algo que eu não conseguia decifrar.

Eu olhei para ele, sem responder de imediato. Não queria dar a ele o prazer de me ver abalado, mas a verdade é que, cada vez mais, ele estava conseguindo me deixar à beira de um limite que eu não sabia se conseguiria controlar.

O carro continuou seu caminho pelas ruas, e a noite caía lá fora. Dentro daquele carro, a atmosfera era densa, pesada, como se tudo ao nosso redor estivesse sendo abafado pelo nosso silêncio. Eu estava em guerra comigo mesmo, tentando encontrar uma saída para tudo isso, mas, ao mesmo tempo, sabia que não havia mais como escapar.

Dominic, por sua vez, parecia cada vez mais confortável nesse jogo de poder. Ele não precisava de mais nada, além de me ter ali, à sua mercê. E isso, mais do que qualquer outra coisa, era o que me consumia. Eu estava preso, e não sabia por quanto tempo mais conseguiria suportar.

A cada curva que o carro fazia, a tensão aumentava. E, no fundo, eu sabia que esse era apenas o começo de algo que eu não poderia prever. Bom... Não previ nada disso desde o começo.

continua....

olá meus amores, estou de volta tentando ir com tudo dessa vez no trabalho, vou me focar em finalizar Whisky e Baunilha primeiro para me focar em outras obras que acabei abandonando, como "Meu Deus Grego", "Lua de Sangue", "Duas nações" (que já consegui entrar num ritmo bom) e logo logo "Me morda e me Føda" também estará em processo o volume 2!

Peço que me apoiem como sempre apoiaram, tenho seguidores aqui desde o começo e prometo não decepcionar mais vocês sumindo desse jeito❤️

Whisky e Baunilha terá três capítulos por semana, td segunda, quarta e sábado!

Aproveitem enquanto mais capítulos não lançam para ler "Duas Nações" Ouso dizer que está ficando divino, e consegui manter uma demanda boa de capítulos diários!

Espero continuar tendo o apoio de vocês e todo o carinho é recíproco❤️✨️

amo vocês ❤️

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