۝ Capítulo 14

"Esse filho da puta" Caesar pressionou suas pernas, fazendo mais forca contra elas e voltou a cavalgar nele dessa vez com A respiração de Dominic estava pesada, seu olhar fixo em Caesar com uma intensidade que parecia atravessar cada camada de resistência que ele ainda mantinha. Cada movimento de Dominic parecia calculado, cada toque uma forma de marcar território, de mostrar que ele estava no controle. Mas o que Dominic não sabia era que Caesar já começava a traçar sua própria estratégia.

"Eu não sou só um peão nesse jogo", pensou Caesar, seu coração batendo forte enquanto sentia a tensão crescendo no ar. Havia uma mistura de medo e desejo, uma necessidade de quebrar as correntes que o mantinham ali, mas também uma urgência de não ceder tão facilmente.

— Você vai fazer isso de novo? — Caesar sussurrou, quase sem querer, mas com um toque de desafio na sua voz.

Dominic sorriu, um sorriso que era mais um aviso do que uma promessa. Mas antes que pudesse responder, Caesar se afastou ligeiramente, seus olhos se fixando em Dominic, desafiando-o de maneira silenciosa.

O ambiente ao redor parecia ter ficado ainda mais carregado, como se cada palavra não dita fosse uma provocação. Caesar sentia o peso da situação, mas também sabia que havia algo mais em jogo do que apenas o que estava acontecendo ali, naquele momento. Ele tinha que ser inteligente. Ele tinha que se manter firme, mesmo quando a tentação de se entregar começava a tomar conta dele.

A tensão estava no ar, pesada e inescapável. Mas Caesar sabia que, por mais que Dominic o estivesse a pressionar, ele ainda conseguia mudar as coisas, se soubesse como usar isso a seu favor.

O metal frio da arma pressionava a barriga de Caesar, a ameaça sempre presente, mas misturada a algo que ele não conseguia definir — medo, tesão ou pura adrenalina. Dominic tinha um sorriso perverso nos lábios, os olhos fixos em cada movimento de Caesar, como se estivesse esperando o momento exato para puxar o gatilho ou… ir ainda mais longe.

— Se acha mesmo que está no controle, soldado, é porque esqueceu quem manda aqui. — Dominic rosnou, apertando a arma contra ele, firme, sem hesitar.

Caesar não se intimidou. Pelo contrário, a ameaça apenas o incendiava ainda mais. Seu olhar encontrou o de Dominic com uma ousadia quase suicida, o peito subindo e descendo, as mãos agarrando o outro com força. Ele empurrou o corpo contra a arma, desafiando-o com cada fibra do seu ser.

— Então atira, porra… ou cala a boca e me fode de uma vez.

Dominic ficou em silêncio por um segundo que pareceu uma eternidade, o rosto a centímetros de distância, analisando cada expressão de Caesar. O sorriso sumiu, dando lugar a algo mais sombrio, mais perigoso. Num movimento rápido, ele jogou a arma de lado, agarrando Caesar pela nuca e puxando-o para um beijo agressivo, quase violento, os dentes roçando nos lábios, uma batalha em que nenhum deles queria ceder.

— Caralho, vivi para te ver assim.

— Haah...! Cala a boca... Ah!

O quarto virou um campo de guerra. Cada toque era um ataque, cada movimento uma tentativa de domínio. Dominic empurrou Caesar contra a parede, o impacto arrancando um gemido abafado dele, mas ele não recuou. As unhas de Caesar cravaram nas costas de Dominic, marcando a pele, cada arranhão um lembrete de que ele não era uma vítima fácil.

— Você acha que isso é suficiente pra me quebrar? — Caesar sussurrou contra o ouvido de Dominic, ofegante, o tom carregado de sarcasmo e desejo. — Ngn...! Caralho...

Dominic respondeu com uma risada seca, a mão descendo pelo corpo de Caesar com força, deixando claro que ele estava apenas começando.

— Não estou aqui pra te quebrar, Caesar. Estou aqui pra te fazer lembrar quem você pertence. Te deixar marcado pelo meu corpo. Você é meu.

A provocação fez o sangue de Caesar ferver, mas ele mordeu o lábio, mantendo o controle por um fio. Seu corpo queimava sob o toque de Dominic, cada segundo mais difícil de resistir, mas ele se recusava a se entregar sem luta.

Eles se moviam como dois predadores disputando território, cada um testando os limites do outro, sem piedade. Caesar segurou Dominic pelos ombros e o puxou para baixo, os corpos colidindo mais uma vez, a respiração pesada preenchendo o silêncio sufocante do quarto.

O toque bruto, o desejo incontrolável e a tensão reprimida se misturavam em uma explosão de sensações. Caesar podia sentir o gosto metálico do perigo na boca, cada segundo alimentando o fogo que queimava entre eles.

E ali, no limite entre o ódio e a paixão, eles consumiram-se, sem espaço para arrependimentos ou hesitação. Não havia vitória ou derrota. Só uma necessidade crua e implacável de possuir e ser possuído.

continua.....

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