Acordei pelas batidas na porta, olhei pro meu lado e Nicolas não estava mas lá. Me levanto passando por cima de almofadas, e tudo que havia em cima da mesa da cozinha, que também estavam no chão, e fui atender a porta, e lá estavam dois rapazes com uma cama.
" Nicolas Navarro e suas surpresas."
Digo mas pra mim do que pra eles. Saí da porta para que eles pudessem passar e instalarem a cama no quarto. Enquanto eles estavam lá ajeitando, eu saí recolhendo tudo que estava no chão.
Assim que os meninos saem e vão embora, eu continuo na ativa arrumando tudo, parecia que havia passado um furacão por ali, e passou. O furacão Nicolas e Camila, saímos destruindo tudo que havia em nossa frente.
Escuto meu celular tocar em cima da cama e saio correndo pra lá, um número desconhecido aparece na frente da tela, e então atendo pra saber quem era.
— Alô!?
Escuto um bom dia de Nicolas do outro lado da linha, sua voz potente e sexy me pergunta se eu já havia recebido a cama. Eu confirmo que sim e continuo escutando ele falar.
— Tenho uma surpresa pra você hoje a noite, e outra coisa, dê uma olhada em sua conta, antecipei seu pagamento. Você pode sair hoje pra comprar o que quiser. Passo aí a noite. Beijos, baby.
Ele nem esperou eu responder, e nem eu dizer obrigada, já foi desligando. Mas eu estava feliz, pulei bastante na sala de tanta alegria. Estava sem dinheiro mesmo, e eu estava precisando de muitas coisas em casa. Termino tudo que eu estava fazendo, e olho minha conta, e lá estava um valor a mais do que ele havia me dito que ia pagar.
Tomo um banho, me visto e vou correndo pra um shopping comprar algumas roupas. Aproveitei e comprei uma lingerie na cor vermelha pra fazer uma surpresa pra Nicolas, já que disse que iria no apartamento a noite.
Assim que saio do shopping vejo ele vir acompanhado com uma mulher loira e aquele amigo dele que vi no restaurante. Aquela mulher o beija na boca na minha frente, só depois que ele me ver ali parada. Ele me analisa preocupado, e eu, pra provocar, beijo um homem que vinha saindo do shopping.
Nicolas se aproxima e empurra o cara pra longe enquanto agarra meu braço com força.
— O que pensa que está fazendo!?
Seu olhar continha um misto de ódio enquanto me encarava, o seu amigo segurava ele pedindo para que se acalme enquanto a loira estava lá sorrindo do espetáculo.
— Você não beijou ela? Então não vejo problema nisso.
Aponto pra loira enquanto sinto suas mãos apertarem meu braço mas ainda. Eu poderia afirmar que a cabeça de seus dedos ficam brancas por me apertar muito.
— Pelo menos não beijei um desconhecido.
Nicolas me alfineta, minha raiva resolve aparecer quando ele me diz isso.
— Ah é? Isso não é problema também. Posso beijar um conhecido também, veja.
Me solto de seu aperto enquanto ele acompanha meus passos com o olhar. Puxo o amigo dele pra mim, colando nossos lábios em um beijo quente. Ele não se afasta, parece gostar.
— Fanculo! Fanculo mil vezes! Fanculo!
Nicolas fala algo em italiano e vai embora levando com ele a loira. Enquanto o amigo dele ficou me olhando incrédulo pelo que eu fiz.
— Me Desculpe amigo do Nicolas, eu fiz por impulso.
Ele balança a cabeça em negativa, enquanto eu mordisco meus lábios inferiores de tão nervosa. Agora eu sei que acabei de assinar minha sentença de morte, e levaria comigo o amigo de Nicolas.
— Olha Camila, não faça mais isso, por favor! Não quero ficar mal com Nicolas, ele é meu melhor amigo, e você está fazendo burradas.
Ele sai dali me deixando pra trás com minhas frustrações. Entro em meu carro, jogo as sacolas atrás do banco e vou pro apartamento. Assim que chego lá tranco a porta e me jogo na cama. Eu acabo dormindo me sentindo uma incompetente pelos meus atos.
Meu celular toca pela terceira vez em cima da cama e aparece novamente o nome desconhecido na tela. Eu simplesmente olhava o celular mas eu não queria atender, porque já sabia quem era. Vejo a ligação cair, e de novo o celular toca, e dessa vez aparece o número de Dora na tela. Eu atendo de imediato.
— Amiga, eu tou passando aí pra te carregar pra festa em uma boate. Vamos tirar essa cólera ruim de nós.
Ela fala toda divertida, olho no celular já estava marcando 19:20 da noite. Então eu decido ir com Dora. Confirmo com ela a ida a boate para festa. Me visto e em segundos estava pronta. Só pego um batom na cor vermelho mate e passo em meus lábios. Escuto batidas na porta e Dora logo anuncia sua presença ali.
— Vamos?
Confirmo e entramos em meu carro, e fomos a festa. Quando chegamos na frente do local, havia muita gente, entramos pra dentro da boate, passando encostando em pessoas, e pro meu azar, vejo a maldita mulher loira na área vip junto com Nicolas e seu amigo de mais cedo. Pelo jeito estão de boa.
Ele me olha por breve momentos e tira seu olhar de mim. Enquanto tomava um líquido em seu copo. Dora me puxa pra dançar na pista e eu recuso, não estava com vontade de dançar pra quele infeliz me ver. Ela vai sozinha e depois vejo ela dançar com um homem moreno, mas muito lindo.
Vou até o balcão e peço ao barman uma vodca, tomo o líquido de uma vez e depois peço outro. Já estava no quinto copo pedindo o sexto quando escuto uma voz familiar de Nicolas atrás de mim.
— Se eu fosse você, tomava logo todas as garrafas de bebidas que existe no bar, não deixaria mas pra ninguém.
Eu não dei muita atenção o que Nicolas estava falando. Ele queria me provocar e eu não estava pra isso naquele momento. Mas ele estava afim de discutir.
— Tou falando com você.
— Você é um troglodita o que você quer, hein? Acabar com o pouco de dignidade que me resta? Vai foder com a paciência de outra porra e ver se me erra.
Saí dali pisando duro de ódio, indo até o toalete, no caminho um homem me para me agarrando pela cintura, e me beija no pescoço.
— Iai gatinha? Quer se divertir? Tenho um quarto especial só pra nós.
Antes mesmo que eu pudesse responder, Nicolas me tira a força dos braços daquele homem me colando ao seu corpo como se eu fosse uma boneca.
— Ta querendo levar uma bala no meio da cabeça seu imbecil, se manda daqui.
Vejo ele falar enquanto ali começa uma guerra. Homens de terno preto iguais, entram na casa noturna lutando com outros homens, procuro Dora com meu olhar, mas eu não a encontro.
Vinha um cara em nossa direção e Nicolas me coloca atrás dele, e saca uma arma atirando no meio da testa daquele homem, que logo cai no chão sem vida. Flashes de minha vida começam a surgir na mente quando meu pai morreu, homens como aqueles também estavam lá.
Fico tonta e sinto meu corpo cair em braços fortes e eu reconheço o perfume amadeirado de Nicolas assim que ele se aproxima.
Acordo em meu apartamento e o primeiro rosto que eu vejo foi o dele. Nicolas estava ali preocupado.
— Você está bem?
Ele me pergunta, e eu só consigo ficar séria enquanto ele me encarava. Sinto ele se aproximar vagarosamente, tirar os sapatos e as meias e deitar comigo.
— Estou bem. Então vai me explicar o que houve na boate? Você não é quem diz ser.
Jogo a primeira bomba de perguntas nele. Ele trava o maxilar e solta o ar pesado que prendia, e por fim me responde.
— Sou quem você quer que eu seja.
Fico com raiva porque ele sempre me respondia com respostas evasivas. É como se eu perguntasse e não obtivesse resposta de fato.
— Camila, eu quero você! Em nenhum momento queria te magoar e você não, faz coisas que me chateiam e faz de propósito.
Vejo Nicolas levantar da cama e ir até a janela da sacada, passando as mãos nos cabelos e os mesmos estavam lá, meio bagunçados, mas ele era tão belo, tão perfeito que nada nele o deixava feio.
Chego por trás e encosto minha cabeça em suas costas, e agarro em seu braço forte. Eu sentia sua respiração pesada e seu coração que batia descompassado em seu peito.
Nicolas se vira pra mim e cola nossos lábios em um beijo necessitado. Ele me pega em seu colo, me agarro nele colocando uma perna de cada lado de sua cintura, enquanto sinto sua ereção dura por cima da calça. Seus dedos entrelaçam em meus cabelos.
— Você me deixa louco.
Diz enquanto nos beijamos com necessidade. O que sentíamos um pelo outro era como um furacão que onde passa destrói tudo, até minha cozinha. Porque foi lá que fomos parar novamente.
Ele me deita contra a mesa de mármore, sinto a frieza contra minhas costas, enquanto ele me beija, se livra de suas roupas. Nicolas abre minhas pernas e vai descendo deixando beijos em toda parte do meu corpo, até chegar em minha intimidade, sinto sua língua morna brincar com meu clitóris e minha entrada, onde ele dava leves mordidas.
Novamente ele sobe tomando o bico dos meus seios em leves chupadas. Nossos gemidos eram audíveis.
— Toda minha, só minha.
Nicolas me beija e eu pude sentir meu gosto em sua boca. Sua língua dançava em sintonia com a minha. Sinto sua mão espalhar todo o néctar que saia de mim me fazendo arfar de prazer e em seguida me penetra com vontade. Dando estocadas leves. Sua boca ainda estava na minha, enquanto ele gemia entre os beijos, e se movimentava dentro de mim.
Nicolas se afasta de mim e me ajuda a descer da mesa. Me coloca em cima de novo mas dessa vez fico de costas pra ele. Sinto seus lábios distribuindo beijos em minhas costas enquanto ele novamente se ajeita colocando seu membro em minha entrada. Gemidos começam a sair de minha garganta, não aguento e acabo gozando e não demora muito pra ele também terminar.
Nos limpamos e eu mais uma vez durmo ao seu lado, mas eu só não sei se ao acordar ele estaria lá.
Acordo aos poucos e sinto o braço pesado de Nicolas ao redor de mim. Estava abraçado comigo como se estivesse me segurando pra eu não fugir. Ele nem se quer abre os olhos mas me dá um bom dia.
— Bom dia vida.
Me ajeitei na cama ficando de frente com ele, e retribuo seu bom dia. Eu o analiso por alguns segundos, e vejo abrir os olhos devagar. Aquelas órbitas azuis procuravam os meus e nos encaramos por alguns segundos.
— Temos que ir pra empresa, senhor Navarro.
Digo enquanto ele abre um sorriso encantador. E me beija.
— Temos? Acho que não! Eu sou o seu chefe, estou aqui com você, isso significa que você não terá problemas se não for hoje. Então eu te libero de seu serviço por hoje, senhorita Ferras, e não se preocupe, não descontarei de seu salário.
Sorrimos baixo e vejo Nicolas subir em cima de mim, colamos nossos lábios em um beijo calmo mas cheio de paixão.
— Minha Doce obsessão.
Escuto Nicolas falar ao meu ouvido, enquanto fazia questão de demonstrar que estava completamente duro roçando seu membro gostoso em minha intimidade. Ele se apoia em um braço só, e com a outra mão ajeita seu membro rígido dentro de mim, me preenchendo por completo. Arfo de prazer ao senti-lo dentro de mim mas uma vez.
— Da próxima vez traga preservativo se você não quiser um bebê.
Provoco ele que sorri entre meus lábios, seu olhar novamente estava lá encarando os meus enquanto me penetrava com carinho.
— Seria uma ótima ideia se tivermos um. Teria motivo de sobra, pra estar grudado em você 24 horas por dia.
Escuto Nicolas falar e o brilho de seus olhos estavam lá. Eu pude ver o quão entusiasmado ele estava com a ideia.
Ao atingirmos o ápice, tomamos banho juntos e novamente fizemos amor de baixo do chuveiro. Tudo estava perfeito até aquele momento.
Nos deitamos na cama enquanto ele passava seus dedos em minha pele do braço, me fazendo arrepiar. Pergunto quem era a loira que andava com ele.
Ele me olha e limpa a garganta, e diz que é uma amiga que trouxe de Recife. Ela veio passar os dias com ele, porque perdeu os pais. Não falei nada porque a história dela é quase idêntica a minha.
Queria questionar o beijo que ela deu em sua boca, mas eu não quis arrumar mais uma briga com Nicolas, estamos tão de boa não queria estragar.
Passamos o dia em casa, fiz o almoço e comemos, e claro chamei Dora que nos fez rir praticamente o dia todo. Ela nos contou sobre ontem, que por pouco ela não morreu no meio do tiroteio.
Dora nos deixou sozinhos para ir ao trabalho. Nicolas me pediu pra que eu me arrumasse e esperasse que a noite viria me pegar pra me levar no restaurante à beira da praia.
Me vesti em um vestido casual branco e uma rasteirinha, me maquiei e optei em passar um batom na cor vinho. Fiquei a espera de Nicolas praticamente a noite toda e ele não apareceu.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Neta Souza
levou um bolo dele e ainda vai dar para ele assim como toda mulher que não se valoriza
2025-03-31
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Gretchen Silva
história mais doida nem um ser valoriza principalmente ela aff pare aqui
2025-03-11
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Elizabeth Fernandes
Que doideira esses dois não tem maturidade ela não se dá o respeito
2025-03-11
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