As semanas haviam se passado e fui à empresa várias vezes durante a semana, na esperança de encontrar o chefe. No entanto, estava quase perdendo as esperanças, pois ele não havia retornado da viagem.
Eram 6h da manhã e me levantei, caminhei até o box, tomei um banho rápido, fiz minha higiene e depois preparei um café, ainda enrolada na toalha. Eu não me importava de andar nua, afinal, estava na minha privacidade.
Estava calma como sempre, até que alguém tocou a campainha. Revirei os olhos pensando em quem poderia ser, minha preocupação foi tanta que o pão da boca virou uma bucha, minhas bochechas ficaram vermelhas.
Mas meu coração se acalmou quando ouvi Dora falar do lado de fora que era ela. Soltei o ar pesado que prendia e caminhei até a porta, permitindo que Dora entrasse no meu apartamento.
— Nossa amiga, você me assustou! Já estava quase morta de tanto medo, nem me lembrava que havia dado meu endereço a você.
Prestei atenção na amiga que sorria enquanto me olhava. Provavelmente estava sorrindo da minha boca cheia. Peguei um copo com água e bebi até o pão se desfazer na minha boca.
Dora estava ali para me ajudar a escolher um notebook, precisava para trabalhar e colocar em prática tudo o que havia aprendido nas aulas de computação. As duas havíamos combinado no restaurante.
— Mulher, você tem que ir na empresa, ouvi dizer que o chefe já voltou. Eu o vi, amiga. Como ele é lindo, um sonho. Toda mulher quer ter um homem daqueles, mas nem todas ele querem. Porque se ele me quisesse, eu seria a mulher mais tesuda do mundo. Em todo momento eu estaria cavalgando em cima, nem deixava ele respirar.
Comecei a rir da história de Dora, enquanto ela falava, as duas tomaram o café juntas. Passamos praticamente o dia todo conversando e depois fomos comprar o notebook. Dora seguiu para casa e eu também fui para o apartamento.
A noite havia chegado e decidi não fazer nada em casa para jantar, então optei por ir ao mesmo restaurante da esquina. Tomei um banho de flores em uma banheira e, após sair, vesti um vestido vermelho. Me maquiei, coloquei um salto preto e saí.
Assim que cheguei no restaurante, sentei-me em uma das mesas disponíveis, que ficava quase nos fundos. O local estava lotado. O garçom imediatamente veio me atender, enquanto ele ia pegar o pedido, fiquei entretida mexendo no meu celular.
Tirei minha atenção do aparelho, passando a vista rapidamente pelo lugar. Todos ali eram desconhecidos para mim, e agradeci mentalmente por isso. No entanto, meus olhos pararam em um homem alto, bonito e bem vestido, que estava a poucos metros de distância da minha mesa.
Antes mesmo que o homem me olhasse, desviei meu olhar dele e voltei a atenção para o garçom, que voltava com meu pedido.
— Aqui está seu pedido, senhorita. — falou e saiu.
Agradeci ao garçom e servi-me com o vinho que havia pedido, e um prato de ravióli que estava à minha frente. Assim que terminei de comer, aproveitei aquele bom vinho.
— Boa noite, meu anjo. Posso lhe fazer companhia!? Vejo que vai beber um litro de vinho sozinha, e se não der conta, eu posso ajudá-la. Quem sabe!? Ajudá-la a beber ou levá-la até em casa.
O homem que há pouco eu observava estava agora falando comigo, com aquela voz tão grossa e ao mesmo tempo sexy. Seus olhos azuis pareciam querer me engolir.
— Boa noite. Para mim tanto faz. — respondi seca.
Falava, tentando não me importar, mas os olhos azuis penetrantes continuavam sobre mim, fazendo com que eu ficasse mais nervosa do que já estava. No entanto, mantive a calma.
— Não seja convencido. Analisei porque é estranho, e não costumo ficar fascinada por qualquer um. Até porque, o amor não me interessa.
— Bom, anjo, eu me chamo Nicolas e você? Me fale seu nome. Porque sei que você é um anjo de tão linda que é, mas tenho a absoluta certeza de que o seu nome não é esse, e você parece tanto com alguém que já vi em algum lugar. — perguntou amigavelmente, enquanto tomava o líquido do copo.
— Me chamo Camila. — falei.
— Me diga, Camila, por que anda tão mal-humorada? Você é sempre arrogante? Entendo que sou estranho pra você, mas se você deixar, podemos ser amigos. Bons amigos, até. Claro, se você quiser.
Engoli o nó que se formou na garganta, o homem esperava minha resposta.
— Me Desculpe, eu só estou cansada. Não sou daqui, vim atrás de trabalho, e já fui em uma empresa na qual quero muito trabalhar. Mas todas as vezes não dá certo falar com o chefe, porque ele viaja muito. Não sei se é muito ocupado ou é um arrogante como todos os chefes metidos a ricos. Não quero tratar de trabalho com você.
O homem continuou me analisando, e aquela forma como ele me olhava fazia com que eu ficasse ainda mais nervosa. No entanto, mantive a calma.
— Esse chefe então é bem difícil, mal você chega em Paris e as coisas começam a sair do controle pra você. Não se preocupe, eu também sou dono de uma empresa aqui perto, você pode passar por lá e fazer uma entrevista comigo. Caso queira, aqui está meu cartão.
Observei o homem pegar um cartão no bolso, esticar o braço e me entregar. Aceitei de bom grado.
Eu já havia bebido bastante, não tinha costume de beber muito. No entanto, para esconder o nervosismo em que estava, acabei perdendo a noção de quantos copos de vinho havia bebido. Então, levantei-me e ia pagar a conta, mas o homem fez questão de pagar por mim.
— Você não está bem para pegar um táxi. Onde mora para que eu possa levá-la até sua casa?
Dei o endereço e, com palavras meio embaralhadas, o homem conseguiu entender. Ele abriu a porta do carro e me ajudou, eu relutei para não entrar.
— Não tenha medo, Camila. Vou te levar até sua casa e prometo a você que não vou fazer nada. Só que, nessas condições, você não pode andar sozinha por aí.
Fui levada para casa, e assim que cheguei no apartamento com a ajuda do homem, que ainda era estranho para mim, deitei-me sobre o sofá da sala e senti mãos mornas tirarem minha sandália dos pés. Sem pensar muito no que estava fazendo, puxei o homem pela gola da camisa e o beijei. Os lábios dele tinham gosto de vinho misturado com menta, era um sabor diferente e delicioso para mim. Por sua vez, senti as mãos fortes e mornas apertarem minha cintura fina.
— Camila, tenho que ir. Você não está em condições de decidir nada, além de um beijo.
Sussurrou ainda entre beijos, eu queria senti-lo, queria tocar seu corpo, beijar mais seus lábios, desejei sentir aquela barba roçar meu pescoço, mas não poderia ir adiante, porque me arrependeria no dia seguinte. Só senti os braços masculinos me envolverem e me colocarem sobre a cama, e ali dormi calmamente.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Elizabeth Fernandes
Quero vê a hora que ela descobrir que ele é o CEO da empresa
2025-03-10
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Maria Das Neves
❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2025-01-05
0
Maria Sena
Minha nossa, ela é sem noção, nem conhece o cara, não sabe quem ele é e deixa ele entrar no apartamento. querida, tá comprovado que você é a bebida não dá certo. A mardita da cathaça não perdoa ninguém, embriaga, derruba e humilha.
2024-12-14
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