Ao terminar o expediente, saí da empresa com a intenção de ir para o meu apartamento. Juntei todas as minhas coisas e saí pela porta do corredor, evitando olhar para Nicolas, que sequer havia passado pela minha sala. Descei até o estacionamento, peguei meu carro e segui para casa, ansiando por descansar minha mente e corpo.
As palavras de Nicolas continuavam a ecoar em minha cabeça. Parei em frente a um supermercado e comprei um litro de vinho. Entrei no meu carro e dirigi até o apartamento. Ao chegar, cumprimentei o porteiro e segui meu caminho.
Ao destrancar a porta e entrar, tranquei-a novamente. Joguei minhas coisas no quarto e fui direto para o chuveiro. Vesti-me apenas com uma calcinha e um blusão, sentei-me em frente à TV em busca de um filme romântico para assistir, e comecei a tomar meu primeiro copo de vinho. Foi então que ouvi batidas na porta.
Consultei o horário no celular e eram 22:58 da noite. Me perguntei, quem seria a essa hora? Passei as mãos pelo rosto, soltando o ar que estava prendendo. Meu coração batia freneticamente, uma mistura de nervosismo e medo.
— Quem é?
Perguntei, encostada na porta com as mãos na maçaneta.
— Sou eu, Camila. Preciso falar com você!
Escutei a voz potente de Nicolas. Minhas pernas tremiam e comecei a suar frio. Abri a porta e o vi entrar. Ele estava com outra roupa e parecia cansado.
— O que você quer, Nicolas? Torturar-me ainda mais? Não foram suficientes as palavras na empresa?
Enchi-o de perguntas ao vê-lo parado em minha frente. Ele me puxou pela cintura, colando seus lábios em um beijo quente, enquanto suas mãos exploravam meu corpo por baixo da blusa. Naquele momento, eu me sentia completamente vulnerável.
— Por que está bebendo? Está comemorando alguma coisa ou só queria me esquecer por esta noite?
Nicolas perguntou, enquanto sua barba roçava meu pescoço. Suas mãos me ajudaram a me livrar da blusa, expondo totalmente meus seios.
Com dificuldade, respondi:
— Queria esquecer o incidente de hoje e poder dormir em paz, mas pelo visto não vou conseguir.
Disse sorrindo de meu próprio comentário, enquanto sentia os lábios de Nicolas formarem também um sorriso. Ele me pegou no colo e me levou até a cama, colocando-me com cuidado sobre a mesma. Diante de meu olhar, ele se livrou de toda a roupa e em poucos segundos estava completamente nu. Sua ereção estava dura e pulsante.
— Nicolas, estou com muito medo. Eu nunca... nunca fiz, você sabe!
Ele me olhou serenamente e me deu um belo sorriso enquanto me beijava novamente com desejo.
— Não se preocupe, anjo. Vou com calma.
Após ouvir essas palavras, me mantive calma, confiando que ele cumpriria o que disse.
Senti suas mãos retirando minha calcinha e a jogando em um canto do quarto. Os lábios quentes de Nicolas percorriam todo o meu corpo, fazendo-me tremer de prazer. Em segundos, sua língua brincava com meu clitóris, chupando e dando leves mordidas. Um gemido escapou de minha garganta e, por fim, ele subiu sobre mim, beijando-me enquanto sentia o próprio gosto em seus lábios.
— Gosto delicioso, Camila. Você me enlouquece a cada dia com esse tesão e a vontade de te ter.
Ele sussurrou entre nossos lábios, suas mãos brincando com meu clitóris enquanto sentia sua língua brincar com o bico de meus seios. Não aguentava mais tanta tortura.
— Vai, gostosa, goza pra mim.
Nicolas sussurrou em meu ouvido, sua mão ainda presente em meu ponto de prazer, e eu simplesmente gozei em seus dedos. Quando terminou, senti o corpo de Nicolas sobre o meu, iniciando outro beijo. Ele posicionou seu pênis em minha entrada, entrando devagarinho, com toda a paciência que eu pensava que ele não tinha.
— Está tudo bem?
Ele perguntou ao me ver de olhos fechados. Confirmei com a cabeça em positivo, e ele me penetrou um pouco mais. Doeu como o inferno, mas no fundo, senti uma sensação gostosa por tê-lo dentro de mim. A dor foi passando, e Nicolas me preencheu por completo.
— Que delícia de boceta.
Sua mão tatuada segurou meu queixo enquanto me beijava com ainda mais tesão, movendo-se em um vai e vem. Nossos gemidos ecoavam pelo quarto. Nicolas me colocou de quatro e entrou novamente, dando leves tapas em minha bunda. Ouvi meu gemido rouco e o som de nossos corpos se chocando. Por fim, terminamos juntos.
Eu estava exausta. Nicolas me ajudou a ir até o banheiro para nos limparmos, e depois se deitou na cama enquanto eu me aninhava em seu braço, sentindo seus dedos mornos acariciando meu rosto.
— Você é minha, Camila. Minha obsessão, meu desejo todos os dias. Eu te quero na minha vida, eu te amo.
Meu coração pareceu falhar uma batida ao ouvir Nicolas dizer que me amava. Não esperava isso dele. Mesmo sem conhecê-lo completamente, não sabia se o amava, mas gostava dele. Se ele estava falando a verdade, só o tempo diria.
De alguma maneira, não podia antecipar meus próprios sentimentos. Queria me proteger, caso algo acontecesse, porque tinha medo de que Nicolas pudesse me magoar. E se ele disse que me amava no calor do momento, como ter certeza disso?
Fiquei pensando nisso enquanto o via dormir serenamente, com a cabeça repousando em meu braço. Sentir o cheiro amadeirado de Nicolas tão próximo a mim causou arrepios pelo corpo.
Então afastei meus pensamentos e tentei fechar os olhos, mas mais uma vez ouvi batidas na porta. Levantei-me, coloquei um vestido rapidamente e me apressei para atender, para não acordar Nicolas. Cheguei à porta e perguntei quem era. Para minha surpresa, ouvi a voz pesada de Bruno.
Não sabia como ele tinha descoberto meu endereço e por que estava ali. Só sabia que estava em apuros.
— O que você quer, Bruno? Já causou problemas demais. Vá embora, amanhã falo com você na empresa.
Disse do outro lado da porta, sem abri-la. Mas ele continuava lá, insistindo, fazendo barulho no corredor. Se o síndico descobrisse, a expulsaria. E o pior era que Nicolas estava ali. Abri a porta devagar e vi Bruno, com hematomas no rosto, cabelos bagunçados e uma garrafa de bebida na mão.
— Eu... eu não consigo parar de pensar em você, Camila. Por favor! Só me escute. Eu sei que você não sente nada por mim, mas eu sinto por você. Você se parece tanto com uma mulher que eu amei muito, mas o infeliz do meu irmão a mandou para outro mundo.
Ouvia Bruno falar, sem entender nada. Pedi que ele se acalmasse, não queria ser expulsa de meu apartamento por causa de uma confusão no corredor. E que ótimo, agora tinha Bruno ali, dizendo que eu me parecia com uma falecida que nem conhecia. Minha preocupação no momento era saber o que fazer com Bruno.
Ele estava machucado, deve ter se metido em uma briga. Pedi para que ele se acalmasse, peguei a garrafa de suas mãos e fiz um café forte para ele. Enquanto o observava sentado no sofá da sala, a olhando.
Estava olhando para ele, ao mesmo tempo em que pensava em que situação me metera. Não podia contar a Dora sobre isso. Ela criara sentimentos por Bruno que nem mesmo existiam nele, mas sim nela.
Fui até o quarto na ponta dos pés e vi Nicolas se mexendo, chamando por mim ao perceber que não estava mais ao seu lado.
— Oi, Nicolas. Estou aqui.
Ele me olhou e seus lábios se abriram em um sorriso perfeito. Enquanto o via se levantar e sentar na beira da cama, percebi que não poderia esconder isso dele. Teria que falar sobre Bruno, mas não precisei, porque Bruno começou a me chamar da sala. Revirei os olhos e encarei o homem furioso à minha frente.
— O que Bruno está fazendo aqui, Camila? Como ele sabe que mora aqui?
E mais uma vez, a guerra começou. Eu me sentia cansada daquilo tudo. Era uma mulher pacífica e se eles queriam brigar, que o fizessem bem longe de mim.
— Pensem bem no que vão dizer agora, Nicolas. Não é culpa minha se seu irmão aparece aqui bêbado. Ele está todo machucado, e eu não o deixaria lá fora fazendo escândalo, correndo o risco de ser expulsa de onde moro. Estou cansada dessa confusão. Então, peguem seu irmão e saiam daqui. Eu quero descansar.
Nicolas abanou a cabeça em concordância, vestiu-se e saiu, pisando duro de raiva por ter sido expulso. Eu o vi pegar Bruno e levá-lo para fora, enquanto trancava a porta e me jogava na cama. Após uma hora pensando em várias coisas, acabei adormecendo.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Elizabeth Fernandes
Que rolo os dois irmãos brigando por ela
2025-03-10
0
Maria Das Neves
estou gostando da história
2025-01-07
0
Maria Sena
Caracas, tô pensando aqui com os meus botões, o Nicolas antes de provar do mel já tava doido, depois que provou vai marcar território. O Bruno também tá afim, só que esse quer provar ainda. E agora o que a abelhinha vai fazer com dois irmãos disputando o pote de mel?
2024-12-14
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