Pensei que ficaria em Londres por apenas um dia. Mas já fazia uma semana que estava longe de casa, devido a vários imprevistos, e tive que me manter calmo, mesmo que isso fosse impossível para mim.
Eu teria ido resolver a situação que tanto me atormentava. Procurei pela Steves, mas não encontrei nenhuma pista dela, era como se ela nunca tivesse existido na face da terra.
Por esse motivo, tive que ficar em Londres por mais tempo do que o previsto. A partir daquele momento, decidi desprender-me completamente daquele lugar. Por minha vez, consegui desocupar-me de meus problemas e, por fim, comprei a passagem de volta pra casa.
Não estava tão preocupado com a empresa, pois a mesma estava nas mãos de Bruno, e pelo que fiquei sabendo por Marcela, é que tudo estava caminhando perfeitamente bem. Mas sabia que, ao voltar, teria muitas coisas pra resolver. Minha agenda estava lotada de reuniões e recados, Marcela me deixou a par de tudo.
Arrumei minhas malas, e já anoite peguei o voo de volta para Paris. Assim que pus os pés no lugar, minha mãe correu ao meu encontro e me abraçou, estava acompanhada por Demétrio, marido de minha mãe. Correspondi ao abraço da mãe, e seguimos pra dentro do carro, onde o mesmo seguiu para a mansão Navarro.
— Filho, estávamos preocupados com você. Disse que passaria apenas um dia por Londres, e passou praticamente semanas. Aconteceu alguma coisa?
— Alguns imprevistos surgiram e tive que resolver todos. A senhora sabe, que não sou de fugir dos problemas, eles é que têm que fugir de mim. E Bruno? Não veio hoje? Porque creio que não está mais na empresa a essa hora.
Diante da pergunta, Demétrio e Elisabeth se entreolharam, e por fim um deles respondeu:
— Seu irmão é um bom rapaz, e um bom filho. Mas ultimamente, tem nos preocupado muito. A cada dia está descontrolado, sai por aí fazendo besteiras. Hoje mesmo, ele bateu o carro dele, mas não aconteceu nada de grave, acreditamos que toda essa mudança dele foi por conta da morte da Érica.
— Tenho que falar com ele sobre isso, não quero vê-lo sofrer por algo que já se passou. — Avisou Nicolas, notando a tristeza no olhar da mãe, e o quanto ela é preocupada com os filhos. — Bom! vou indo, já está tarde e eu quero descansar um pouco. — Disse me despedindo do casal.
Assim que saí da mansão, um de meus soldados abriu a porta do carro, para que eu entre, e seguimos pra casa. Alguns minutos se passaram, o carro particular estacionou dentro das fortalezas da mansão, e pude sair de dentro em segurança.
Entrei pra dentro do conforto de minha mansão, e subi diretamente para o quarto, coloquei as malas no canto do quarto, me despi e fui até o box tomar banho. A medida que a água foi correndo por meu corpo, eu sentia meus músculos relaxarem, estava cansado e exausto.
Após sair do banho, me sequei, vesti minha roupa confortável e deitei-me sobre minha cama king size, pegando no sono profundo.
A noite foi profunda, o cansaço acumulado dos últimos dias finalmente me dominou. Enquanto eu descansava, minha mente vagueava por pensamentos e reflexões sobre tudo o que havia acontecido em Londres.
No dia seguinte, ao acordar, me senti revigorado. Me levantei, estiquei o corpo e decidi que era hora de enfrentar os desafios que o aguardavam em Paris. Após um banho refrescante, desci para o café da manhã.
Na sala de jantar, encontrei Marcela já preparando algumas pastas e documentos.
— Bom dia, senhor Nicolas. Fico feliz em vê-lo de volta. Temos algumas reuniões marcadas para hoje e alguns assuntos urgentes para tratar.
Eu assenti agradecendo pela organização de Marcela. Eu sabia que podia contar com sua eficiência para manter a empresa nos trilhos.
Durante o dia, enfrentei uma série de reuniões e respondi a uma pilha de e-mails. Era evidente que a empresa estava em boas mãos com Bruno, mas ainda assim, senti o peso das responsabilidades sobre meus ombros.
À noite, após um longo dia de trabalho, decidi que era hora de ter uma conversa séria com meu irmão Bruno. Encontrei-o em seu escritório, absorto em papéis e preocupações.
— Bruno, precisamos conversar. Estou preocupado com você. Sei que a perda da Érica foi difícil para você, mas você não pode deixar que isso o consuma dessa forma.
Bruno olhou para mim, seus olhos cansados refletindo a dor que carregava.
— Nicolas, eu... Eu não sei lidar com isso. Sinto como se uma parte de mim tivesse ido embora. Não consigo encontrar paz.
Me aproximei e coloquei a mão no ombro de Bruno.
— Você não está sozinho, Bruno. Estamos juntos nisso. Precisamos nos apoiar e superar juntos. E se precisar de ajuda profissional, não hesite em procurar.
Foram minhas palavras para que Bruno soubesse que independente de qualquer situação, eu o amo como um irmão. porém, ele insiste em me alfinetar e jogar na minha cara, o quanto fui um assassino.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Elizabeth Fernandes
Acho que ela e Érica não era irmãs
2025-03-10
1
Joselma Trajano
o Bruno era gamadão na Érica . ficou de luto .
2025-03-12
0
Maria Das Neves
estou amando cada capítulo 😍😍😍
2025-01-02
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