Depois de sair da sala de Camila, sentei em minha cadeira de couro e me servi com um uísque bem gelado, estava precisando relaxar. Decidi sair mais cedo da empresa e fui diretamente para a mansão visitar minha mãe e Dimitri. Assim que vi minha mãe na sala, a enchi de beijos, e ela percebeu o quanto eu estava abatido e cheirando a álcool.
Tive uma conversa com ela e decidi me abrir sobre alguns sentimentos que estava sentindo por Camila. E quem melhor que dona Elizabeth para falar sobre sentimentos? Ela me aconselhou e disse que o verdadeiro amor é aquele que muda as pessoas completamente, e eu sentia que estava mudando por ela.
Dimitri veio até nós e se juntou a sua esposa no sofá, começaram a falar sobre negócios. Dimitri convidou-me para irmos até o seu escritório, pois queria falar comigo a sós. Levantei, e o acompanhei até o escritório, fechando a porta atrás de mim e ocupando a cadeira à sua frente.
— Nicolas, eu preciso falar sobre a sua casa noturna em Recife. Está tudo bem, o dinheiro está fluindo como você deixou. Mas tem uma moça lá, chamada Eduarda, que está causando muitos problemas. Já tentei falar com ela, mas ela me disse que só vai parar se você for falar com ela.
Analisei todas as palavras ditas por Dimitri e engoli em seco. Já sabia que Eduarda iria causar problemas. E perdi muito dinheiro por causa dela, pois veio um sheik árabe bem rico querendo comprá-la, mas ela fugiu, e tive que mantê-la por lá.
— Eu sei que tiveram um caso, e que dessa vez você vai ter que resolver, se quer ver as coisas darem certo naquele lugar, filho. Eu tentei falar com ela, mas ela é teimosa.
O olhar de Dimitri voltou novamente para mim e eu sabia que agora estava encurralado. Teria que trazer Eduarda comigo, se quisesse me livrar dos problemas. Ela achava que tinha poder sobre mim, simplesmente porque foi o primeiro homem em sua vida. Então decidi ir para Recife no dia seguinte, mesmo que isso significasse faltar na empresa. Apenas acenei com a cabeça em concordância, e Dimitri lançou um olhar firme.
Saímos dali indo novamente para a sala, quando Bruno veio em minha direção e me socou, pegamo-nos ali mesmo na frente de Elisabeth e Dimitri. Caímos no sofá, e eu consegui empurrá-lo para longe, vendo seu corpo cair sobre uma mesa cheia de vasos caríssimos, os quais se quebraram pelo impacto.
— Parem com isso agora mesmo.
Pediu mãe desesperada, enquanto Dimitri segurava Bruno para não vir novamente para cima de mim. Permaneci em meu lugar, porque não queria mais causar problemas à minha mãe, que estava na sala chorosa enquanto se colocava entre mim e Bruno.
— Vai me pagar, Nicolas, pelo soco no nariz que me deu na empresa, seu merda. Eu vou acabar com você, seu fedelho.
Bruno gritava enquanto a mãe o analisava incrédula, esperando uma explicação minha, para o que Bruno estava falando.
— Isso é pra você aprender a não ficar beijando Camila pelos corredores da empresa. Lá é local de trabalho, e não uma boate onde você pega uma e outra.
Disse, apontando o dedo para Bruno, enquanto pegava minhas coisas e saía dali, deixando Bruno para trás com sua vontade de socar minha cara.
Entrei em meu carro e fui diretamente para casa, afim de descansar. Tomei um banho rápido, arrumei minhas malas, teria que ir a Recife, querendo ou não. Deitei-me e fechei os olhos por alguns segundos, enquanto Camila vinha fortemente em meus pensamentos. Aquele desejo desenfreado voltou com tudo, coloquei minhas mãos em meu membro e comecei a me aliviar ali mesmo, pensando nela. Comecei a gemer, imaginando suas mãos macias passando em meu corpo, imaginando seus lábios quentes nos meus. Ah! Aqueles seios tão provocantes que dava vontade de mordiscar aqueles bicos tão rígidos.
Ao atingir o ápice, corri para o banheiro, me limpei, me vesti rapidamente com a intenção de ir até o apartamento dela. Assim que fiz menção de sair do quarto, meu celular tocou no bolso e apareceu o nome de meu melhor amigo Ricardo.
— Diz aí, meu parça!
Disse ao atender. Percebi que ele estava em uma boate pelo barulho ao redor, mas ainda assim consegui escutá-lo.
Ele estava perguntando se hoje eu iria para a boate, pois estava me esperando.
— Amigo, você me ligou no horário errado, estou indo na casa daquela gata do restaurante. Não vou deixar uma gata daquelas escapar, só para ir a uma boate.
Expliquei enquanto Ricardo sorria do outro lado, dizendo que eu era o cara. Encerrei a ligação e fui até o prédio onde morava Camila.
Assim que cheguei lá, o porteiro não queria me deixar entrar devido ao horário. Resolvi o problema com dinheiro. Quem dispensaria cinco mil em dinheiro? E para mim o valor não era problema.
O porteiro liberou minha passagem, e fui até o apartamento de Camila. Bati na porta e ela perguntou quem era. Por fim, disse que era eu, e ela me deixou entrar.
Camila pensou que eu estava novamente para brigar, mas não. Eu a queria para mim, e iria fazê-la minha de qualquer maneira. Já estava ficando louco, e se não a tivesse, certamente iria parar em um manicômio.
Olhei uma garrafa de vinho em cima da mesa de vidro e fiz a questão de perguntar a ela se estava comemorando ou se queria se esquecer. Simplesmente porque me baseei em mim mesmo. Pois faço o mesmo quando quero tirá-la de meus pensamentos.
Ela respondeu com sinceridade. Eu a puxei para mim, e por segundos estive com ela totalmente entregue em meus braços. Como era bom sentir seu cheiro, seu perfume suave, como desejava aquela mulher, queria estar dentro dela, fazê-la só minha, e foi o que fiz. Peguei ela em meus braços e a coloquei sobre a cama, e aquela noite foi maravilhosa ao lado dela.
Fiquei feliz em saber por ela que era virgem, nunca havia ficado feliz por tirar a virgindade de nenhuma mulher, mas por Camila eu fiquei. Ela foi totalmente minha. Assim não precisaria me preocupar em pensar se ela havia ficado com outro antes de mim.
Ao atingirmos o ápice, a ajudei e fomos ao banheiro juntos. Nos limpamos e eu me deitei na cama, enquanto via Camila repousar sua cabeça em meu braço. Acabei adormecendo ali, sentindo seu calor.
Me espantei do breve sono ao perceber que Camila não estava mais ao meu lado. A chamei, e ela respondeu ao entrar no quarto. Camila estava meio pálida, ela iria abrir a boca para falar algo, enquanto eu me sentava na beira da cama, mas ouvi a voz de Bruno vindo da sala.
A fuzilei com o olhar e ela logo se explicou. Estava tomado pelo ódio, que dava vontade de tirar Bruno do meu caminho sem me importar se era meu irmão ou não.
Camila o expulsou do apartamento e saiu pisando em brasas de ódio. Pensei, que se eu fosse outro, deixaria Bruno com ela, e que se lasquem por lá. Mas não, estava cheio de ódio ao saber que aquele imbecil estava ali com ela.
Peguei Bruno e o levei para meu carro, saindo dali diretamente para minha casa. Precisava mantê-lo perto de mim, amanhã ele iria pagar por isso. Coloquei ele em uma cama que ficava em um quarto isolado, e ele, do jeito que estava, acabou dormindo. Tranquei a porta e subi para o quarto. Bruno ia ficar uma fera quando acordasse e visse onde estava. Mas mais bravo que ele estava eu, com vontade de matá-lo.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Maria Das Neves
ele é um canalha ela não tinha que ter falado com ele
2025-01-07
1
Maria Sena
Gente, vamos conferir o tanto de mulher até agora, a Helena, a Jackeline e agora essa da boate.
Será se o homem gosta da fruta, eita que eu já tô ficando até com pena da Diane, mas a que procurou por isso. Ainda nem conhece o cara direito e já se entregou.
2024-12-14
2
Angela antunes
O cara adora mulheres virgens. Ah Camila tinha que ficar com o Bruno TB.
2024-06-13
2