Assim que Bruno acordou, estava parecendo uma fera, de tão bravo que estava. Me chingando em todos os tipos de língua: italiano, polonês, hebraico, inglês em todas que você imaginar.
Eu estava tomando meu café calmamente, enquanto dava uma olhada no jornal, iria pegar o vôo de oito e meia até recife, resolver a questão da Eduarda que já estava me tirando do sério.
Pego meu celular, e dou um recado para Marcela pra ela dar a Camila. Que segurasse as pontas por lá até eu chegar da viagem de negócios.
Após encerrar a ligação, disco o número de um amigo meu dentro da máfia e coloco ele na cola de Camila. Quero saber com quem ela sai, e pra onde vai quando não estou.
Ao terminar tudo, me levanto olhando no meu relógio de pulso, e fui a passos largos, até o quarto que Bruno estava, assim que ele me ver faz uma carranca.
— Iai ? Tá mas calmo ou volto mas tarde !?
Pergunto lhe deixando irado, mas do que já estava. Mas Bruno decidi ficar quieto, e eu sabia que ele era inteligente. Me sento na cama perto dele, enquanto ele olhava um anel em suas mãos.
— Eu sinto muito pelas coisas ruins que te causei, Além de tudo você é meu irmão e eu só fiz pra te proteger, mas vi que te causei danos irreparáveis. Você nunca pensou em ir viajar ? Eu recordo que você tinha um sonho de ingressar na carreira de modelo e você dar pra isso.
Bruno me analisava por alguns instantes, eu não sei porque eu estava falando tudo aquilo pra ele, nunca fui de dar conselhos a ninguém, mas eu só queria que Bruno fosse um homem feliz como eu acho que sou.
— Inglaterra talvez ?
Ele me pergunta colocando um sorriso no rosto. Aquele sorriso que nunca mas eu tinha visto nele, quando várias vezes conversamos .
— É, não custa nada você tentar. A vida não para irmão, se você quiser compro sua parte da empresa e com o dinheiro poderá começar como você desejar.
Libero Bruno de minhas mãos, se ele estava aqui não era por vontade própria. Eu o obrigava a cuidar de coisas que ele não queria e controlei ele por muito anos, assim como nosso pai fazia com nós dois.
Bruno me vende a parte dele, e se despede de mim. E me falou que iria na casa de uma mulher, que ele andava saindo pra se despedir dela. Eu o aconselho mas uma vez, e peço mentalmente que um dia ele encontre alguém pra preencher o vazio que erica deixou em seu coração.
Sai dali indo para o aeroporto, pegar meu vôo que já estava quase saindo. Me sento na poltrona do avião, e não demora muito pra decolarmos.
Horas depôs chego ao meu destino. Assim que eu coloco os pés na casa noturna, Eduarda me ver e corre pulando em meu colo, como se eu fosse uma menina mimada.
— Nossa que saudades Nico.
Era esse o apelido que ela me colocou desde a primeira vez que estive aqui. Ela me encara, e aproxima a boca para me beijar, mais eu viro o rosto. Eduarda deixava claro que me amava todas as vezes que eu ia por lá, me falava sobre seus sentimentos. Mas eu não a amo, Camila tomou conta de mim por completo, só que o problema que não sei o que sinto por Camila, estou confuso.
— Eduarda, calma precisamos conversar.
Digo colocando ela no chão. Ela fecha a cara e encruza os braços e me olha, eu queria muito falar a ela que não a amo, e que tenho outra pessoa em minha vida e é o que eu faço.
Convido ela pra sentar em uma das cadeiras ali e ficamos conversando. Falei sobre meus sentimentos por ela e fiz questão de deixar claro que a tenho como uma grande amiga, e que eu quero ajudá-la somente isso, e mas nada.
Ela parece está de acordo, então arruma as malas e vem pra Paris comigo.
Viajamos de volta a Paris horas depois, assim que chego na mansão já a noite, tomo um banho, faço minhas higiene e vou pra cama dormir.
Quando estava quase pegando no sono, escuto batidas na porta, Já imaginava quem poderia ser. Afinal, estava somente Eduarda e eu na mansão, meus soldados estavam do lado de fora, e quando queriam falar comigo eles batiam na porta e já falava logo quem era.
Abri a porta e olho para a figura de Eduarda com um vestido curto ajustado ao seu corpo, estava parada na porta com os olhos assustados.
— Posso dormir aqui com você, tou com muito medo. tive um pesadelo. Por Favor?
Revirei os olhos, e solto o ar que eu estava prendendo enquanto abro mas a porta, e faço sinal com a mão pra que ela entre. Vejo Eduarda se acomodar em minha cama enquanto eu pego meu cobertor e me deito no sofá do quarto.
— Ei qual é nico ?
Dou de ombro e fecho os olhos por um momento, quando sinto um peso em cima de mim.
— Caramba Eduarda . O que pensa que está fazendo ?
Eduarda estava completamente nua em cima de mim.
— Saia de cima de mim, ou coloco você para fora. — Avisei, olhando seriamente dentro de seus olhos. Ela bufa, e sai de cima de mim.
Ela deita na cama e eu ainda fico no sofá, mas ela não protesta mas sobre o assunto, que mentalmente eu agradeço. Fecho os olhos e durmo ali mesmo.
...________🌥️☀️🌤️...
Acordo mas cedo do que o normal, a governanta já havia coloca o café na mesa, enquanto eu tomo meu café, recebi uma mensagem com fotos do meu amigo que estava vigiando Camila pra mim.
Vejo várias fotos dela e Bruno conversando animadamente em um restaurante no horário de trabalho. Fiquei pensando, se era ela a mulher que ele disse que iria se despedir, e sem que eu me der conta o ciúmes me domina por completo.
Largo o café e vou direto para a empresa, paço por todos com um mal humor do cão, que nem bom dia eu dou. Vou logo a sala de Camila e vejo ela dormindo com a cabeça apoiada na mesa. Eu acordo ela, enquanto estava sentado a sua frente.
Assim que ela me ver, se assusta, eu deixei bem claro pra ela, que não estava feliz, não foi porque ela estava dormindo no trabalho, mas porque ela continua saindo com Bruno quando pensei que aquele filho da mãe já tinha tirado ela da cabeça. Ao terminar de falar que ela estava dormindo em serviço, dou um dia de folga pra ela que estava cansada de tanto trabalhar. E vejo confusão em seu olhar. Ela tenta me explicar o porquê estava dormindo mas eu a empeço de falar.
Deixei bem claro que eu não queria saber de sua vida nem do que ela faz. Por que eu estava ciente de tudo, claro.
Saio dali pra minha sala, e Minutos depôs vejo Camila parada em minha frente me perguntando qual era meu problema.
Queria tanto pegar ela em meu colo e dizer que meu problema era a porra do ciúmes que eu estava sentindo. Que eu a queria, mas não sabia como, que eu fico com todas as mulheres somente porque não quero reconhecer o que sinto. Pra mim era um erro ama-la, eu não queria Camila somente pra estar fazendo amor quando eu sentia vontade, queria dividir a vida com ela. Mais eu não consigo.
Por fim, digo a ela sobre o Bruno e mostro a foto que o meu amigo investigador me mandou. Vejo o quanto ela ficou com raiva e sai dali me chingando.
Volto a me sentar em minha cadeira e faço o que estava fazendo a pouco antes de Camila entrar.
Já estava a noite e eu ainda estava ali na empresa me arrumando pra sair, quando Helena entra.
Ela caminha até mim parando em minha frente, enquanto suas mãos desata minha gravata.
— Você ta cansando hã? Posso fazer massagem em você, daquele jeito que você gosta.
Olho nos olhos de Helena, eu me sentia cansado mesmo, Mas ela não era a pessoa que eu queria que me aliviasse naquele momento.
— Hoje não Helena, vá pra sua casa e ver se me erra.
Saí dali pisando duro, entro em meu carro e saiu dirigindo até o prédio. Agrado o porteiro com mas cinco mil que colocarei em sua conta, e subo para o andar de Camila. A porta estava destrancada, eu entro e tiro minha roupa na sala ao escutar o barulho do chuveiro. Vou na ponta dos pés até o banheiro e lhe agarro por trás, ela grita, acho que pensou que eu era algum ladrão ou estrupador. Eu tapo a boca dela com minhas mãos e falo para que ela podesse se acalmar.
E novamente ali tenho Camila em meus braços, com ela sou diferente, totalmente diferente. Esta com ela era como se eu estivesse em um paraíso.
Saí do banheiro beijando ela até chegar na cama e a mesma quebra assim que caímos de uma vez nela.
Camila fica assustada e eu digo a ela que vou comprar uma pra nós quebrar de novo que dinheiro tenho de sobra. Enquanto vejo ela sorrir entre meus lábios. Naquela noite fizemos amor em todo lugar do apartamento.
Assim que terminamos me lembrei que na primeira vez não nos prevenimos, e aquela vez também não. Eu dou a ela pílulas do dia seguinte, que eu havia comprado mas cedo, justamente pra dar a ela, mas tivemos umas desavenças.
Dormi ali ao seu lado no colchão, acordo cedo para ir em casa, Camila ainda dormia serenamente. No caminho pra casa, eu ligo pra uma loja de móveis e peço para um amigo que trabalha lá, escolher uma cama e mande deixar em um endereço que eu dei a ela por telefone. Assim que termino encerro a ligação e entro em casa.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Elizabeth Fernandes
Ele leva Eduarda pra casa dele com assim que doideira
2025-03-11
1
Maria Das Neves
esse Nicolas e um bipolar
2025-01-07
0
Maria Sena
Eu acho que esse Nicolas é bipolar, não é possível, ou quando era bebê a mãe deixou rle cair de cabeça no chão.
2024-12-14
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