Saí da empresa praticamente correndo até o meu carro. Assim que entrei, fiquei ali por alguns segundos, precisando colocar algumas coisas no lugar e organizar minha mente bagunçada. O perfume de Nicolas invadiu meus sentidos, e eu só conseguia pensar naqueles olhos tão penetrantes que pareciam vasculhar minha alma.
— Não posso me apaixonar pelo meu chefe, isso não, não posso.
Eu repeti essas palavras várias vezes em minha mente. Logo vi Bruno sair da empresa e entrar no carro, partindo. A vontade de voltar ao escritório de Nicolas e desabafar era grande, mas me controlei e segui para casa.
No caminho, relembrei o beijo que dei em Nicolas e comecei a rir sozinha, como uma boba. Sabia que precisaria de coragem para beijar um homem daquele jeito. Mesmo assim, estava feliz por ter conseguido o trabalho que tanto queria.
Ao chegar em casa, Dora já me esperava na porta. Cumprimentamo-nos com um beijo no rosto e entramos. Contei tudo o que aconteceu entre mim e Nicolas, e Dora ficou feliz por cada detalhe. Falei também sobre o novo emprego e quase fiz Dora desmaiar de surpresa.
Agora, era eu quem ouvia Dora contar sobre o encontro dela. Fiquei de boca aberta ao saber que o homem com quem saiu era Bruno Navarro. Não o conhecia muito bem, mas em poucos segundos perto dele, senti que ele não era o tipo certo para minha amiga, nem para ninguém.
Decidi aconselhar Dora a ir com calma, não queria vê-la sofrer. O mesmo valia para mim mesma, afinal, não conhecia Nicolas Navarro tão bem assim. Dora agradeceu com um sorriso nos lábios, e após um tempo de conversa, se despediu e foi para o trabalho.
Com Dora fora, peguei minha bolsa e preparei tudo o que precisaria para o trabalho no dia seguinte. Incluindo minhas maquiagens, afinal, toda mulher precisa de retoques.
Nicolas ainda não tinha dito se trabalharíamos juntos na mesma sala ou se eu teria um escritório só para mim. Mas isso não importava, o importante era que teria um emprego e com o dinheiro, poderia me manter e comprar uma casa para mim mesma. Não queria viver de aluguel em aluguel.
Depois de passar o dia fazendo uma faxina, tomei um banho, jantei e fui deitar, pronta para acordar cedo no meu primeiro dia de trabalho.
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Na manhã seguinte, acordei cedo, me sentindo muito feliz. As coisas estavam começando a dar certo. Fui para o banho, me vesti com uma saia preta e uma blusa branca de mangas longas, colocando também um salto da mesma cor. Na cozinha, preparei algo rápido para comer e peguei minhas coisas antes de ir para o carro e dirigir até o trabalho.
Ao chegar na empresa, entrei no estacionamento, deixei o carro lá e me encaminhei para a recepção.
— Bom dia, Marcela!
Cumprimentei Marcela, que estava ocupada com ligações e recados. Mesmo assim, ela me cumprimentou e segui em direção à sala do chefe. Afinal, ele tinha dito para eu ir direto para lá assim que chegasse.
Dei duas batidas na porta e ouvi um "entre". Ao entrar, Nicolas me cumprimentou antes mesmo que eu pudesse falar alguma coisa, colocando-se de pé. Seus olhos me acompanharam enquanto ele se movimentava elegantemente atrás de sua polida mesa de madeira, parando em minha frente.
— Bom dia, senhorita Ferras. Seja bem-vinda ao seu primeiro dia de trabalho.
Ele disse, olhando nos meus olhos. Tentei manter a calma, segurando minhas pernas para que não tremessem sobre os saltos. Nicolas estava impecável em seu terno social feito sob medida, cabelos penteados para trás, barba por fazer, e seus lábios... aqueles lábios carnudos e avermelhados eram convidativos, e seus olhos azuis pareciam ainda mais intensos ao me ver.
— Bom dia, senhor Navarro. Obrigada pela recepção.
Respondi. Sem perder tempo, Nicolas me levou até sua sala, ao lado da dele. Ao abrir a porta, fiquei admirada com o espaço organizado e amplo. Enquanto me acomodava em minha nova sala, Nicolas falou sobre uma reunião que aconteceria em breve, e que eu também participaria. Antes de sair, pediu para ver o projeto que seria apresentado. Ele me olhou com carinho.
— Venha, vou te mostrar.
Vi seu corpo forte passar pela porta que nos separava. Nicolas sentou-se atrás de sua mesa, pegou algumas pastas e começou a mostrar.
— Senhorita Ferras, apresento a você nossa mais nova obra em Malibu. É um projeto em que estamos investindo, mas isso não importa. O importante é que nos trará bastante lucro. Com isso, nossa empresa será ainda mais reconhecida no mundo dos negócios.
Nicolas explicou enquanto eu observava os projetos desenhados por ele, impecáveis desde a planta até a conclusão da obra. Por fim, o olhei.
— Nossa! Há mais alguma coisa que eu deva saber? Além de ser um excelente chefe, é um ótimo arquiteto.
Fiz o comentário e o vi animado, especialmente com minha observação.
— Será um sucesso para nossa empresa. E eu adoraria ouvir sua opinião e sugestões. O que acha?
Ao ouvir Nicolas falar dessa forma, me senti lisonjeada. Não imaginava que ele pediria minha ajuda tão cedo. O trabalho estava impecável, o que mais ele queria? Claro, alguns toques femininos. Ao analisar o projeto, opinei.
— Bem, senhor Navarro, analisei o projeto e na minha concepção está maravilhoso. Mas eu sugeriria que a equipe incluísse uma piscina desenhada e ampla bem aqui.
Mostrei a ele onde poderia ser feita a piscina. Seu olhar parecia queimar em mim. Continuei.
— Também ficaria ótimo uma área privada para casais terem um jantar à luz de velas. Pode parecer clichê, mas costuma funcionar muito bem.
Os lábios de Nicolas se curvaram em um sorriso encantador. Enquanto eu escutava dele o quanto era maravilhosa e como pensava em todos os detalhes, Marcela anunciou pelo telefone que Jacson com a equipe de arquitetos os aguardava na sala de reuniões.
Peguei o que precisava e acompanhei Nicolas até lá. Entramos em uma sala ampla e bem decorada, com uma atmosfera masculina e aconchegante, com pastas do projeto e garrafas de água por toda parte.
Além dos oito cavalheiros na sala, havia também uma mulher muito bonita, da mesma altura que eu, com cabelos longos e lisos e olhos cor de mel. Seus olhos pareciam saltar ao ver Nicolas, que a encarava de volta. Tentei não demonstrar que estava observando e me sentei em uma das cadeiras, cumprimentando a todos ali. Nicolas permaneceu de pé na frente, começando a explicar sobre o projeto.
A mulher o observava atentamente, mordiscando os lábios. Percebi a relutância de Nicolas em não dar atenção a ela e focar na explicação. Depois de cerca de uma hora de apresentação, a reunião chegou ao fim e Nicolas conversou com os arquitetos.
— A ideia da sua secretária é maravilhosa, senhor Navarro. Muito bem! Era isso que faltava em nosso projeto.
Ouvia-os debater o assunto enquanto agradecia. Por fim, saí dali, indo para minha sala, já que a reunião havia acabado. Foi quando ouvi a porta do escritório de Nicolas se abrir e algumas vozes ao fundo.
Abri uma fresta para espiar e fiquei chocada ao ver Nicolas aos beijos com a moça da sala de reuniões. Fiquei atônita, uma mistura de raiva e ciúmes me invadindo. Sim, estava com ciúmes, que me queimava como fogo.
Vi as mãos de Nicolas, as mesmas que me tocavam, agora no corpo daquela mulher. Ela desabotoou o cinto de Nicolas e o liberou, e ao ver aquele membro duro e grande, senti um formigamento em minha própria intimidade. Estava pulsando de desejo.
Continuei observando quando a mulher se ajoelhou na frente de Nicolas e começou a praticar sexo oral nele. Os gemidos roucos e profundos eram uma sinfonia para meus ouvidos. Desejei estar no lugar dela. Não queria mais ver, fechei a porta do escritório de Nicolas e saí apressadamente pelo corredor, até esbarrar em alguém alto.
O perfume da pessoa me invadiu, e o impacto foi tão grande que, se ele não me segurasse pela cintura, teria caído no chão.
— Desculpe-me, Bruno, não tinha te visto.
Pedi desculpas, ainda sentindo as mãos dele em minha cintura. Percebi a má intenção nos olhos de Bruno e me afastei de seus toques.
— Imagina, querida. Estava fugindo de alguém?
Perguntou, enquanto um sorriso brincava em seus lábios. Seus olhos verdes me encaravam, causando arrepios. Senti-me molhada pela cena que havia presenciado há pouco. Iria ao banheiro para me limpar, mas não mencionaria isso a ele, claro.
— Não, apenas estava indo ao banheiro e mais nada.
Respondi, enquanto ele se aproximava cada vez mais. A cada passo dele, eu me afastava, até sentir a parede fria em minhas costas.
— Você é tão maravilhosa, Camila, que eu me seguro para não te tocar. Mas é impossível.
Fui encurralada, pedindo mentalmente a Deus para que me salvasse dali. Vi Bruno a fechar com seus braços, colocando-os em cada lado de minha cabeça. Minha respiração ficou pesada.
Coloquei as mãos sobre o peitoral dele, tentando afastá-lo.
— Bruno, por favor, me deixe sair. Ou você não vai gostar do que vou fazer.
Ameacei, mas foi em vão. Senti os lábios dele nos meus, beijos misturados de carinho e desejo. Estava vulnerável e deixei-me levar. Enquanto desfrutava dos beijos, senti as mãos mornas de Bruno percorrendo meu corpo. Foi quando Nicolas me afastou abruptamente.
Vi Nicolas tirar Bruno de mim e dar um soco em seu rosto. Desesperada, tentei ir ajudar Bruno, mas Nicolas me impediu. Bruno saiu dali, ameaçando. Me perguntava o que havia acontecido com Nicolas. Estava tão bravo, parecendo o próprio diabo. Se olhares matassem, todos já estariam mortos, inclusive eu.
— Qual é o seu problema? Veio para a empresa trabalhar ou se oferecer para um e outro?
Perguntou Nicolas, enquanto eu caminhava à sua frente até sua sala. Ele me alcançou, fazendo-me várias perguntas. Tentei manter a calma, mas perdi a paciência quando ele me chamou de sem vergonha.
Sua mão formigou antes de dar um tapa em meu rosto. Vi o olhar de ódio que Nicolas lançou a mim.
— Você não significa nada para mim para se intrometer na minha vida. O único sem vergonha aqui é você, que depois da reunião agarra qualquer um. Em vez de dar o exemplo!
Nicolas me olhou incrédulo, e a raiva foi se dissipando aos poucos. Passou a mão pelos cabelos, desgrenhando-os. Ainda assim, continuava lindo e confuso. Senti as mãos fortes dele me agarrando e me pressionando contra a parede. Sem mais delongas, seus lábios quentes cobriram os meus em um beijo necessitado e cheio de desejo.
— Não suporto ver outro te tocar, a não ser eu, senhorita Ferras. Saiba de uma coisa, você será minha. E quando coloco algo na cabeça, é mais fácil tirar minha cabeça do que a ideia.
Me olhou por alguns instantes, deu-me um beijo breve, e simplesmente saiu, deixando-me com todo aquele desejo reprimido.
Idiota!
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Gretchen Silva
eu comecei lê esta história agora mais atr aqui não tô interessado e nada ela é pura e pura o oque com tanto beija da qui é da lê que tô e sem rumo e outra ela é muito idiota vir o Nicolas com a outra é ainda deixa ele beija ela que nojo
2025-03-11
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Neta Souza
como ela aceita se beijada pelo o Bruno e pior ainda pelo o chefe cafajeste que apouco tava beijando a outra sei não mais essa dai vai sofrer e não e pouco vai colecionar chifre e se fala a verdade subri a própria vida ainda corri o risco de morre
2025-03-31
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Maria Sena
Nossa, agora minha cabeça deu um nó, é um tal de beija beija, agarra agarra, pega pega. Agora fudeu tudo, o cara tá nos pegas com uma mulher que ver pela primeira vez, a secretária fica com ciúme como se ele fosse dela. Depois ela fica aos beijos com o irmão e vem o cafachorro e cobra ciúmes dela. Isso vai acabar em suruba, como o Nicolas falou que faz com o irmão e amigos.
2024-12-14
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