Eu estava à espera de Camila, meu coração me dava um sinal de que ela apareceria. Eu não conseguia esquecer o lindo rosto da mulher da noite passada, e muito menos os beijos desajeitados dela. Eu me odiava por isso, me odiava por ter me deixado abalar por um beijo. Nunca havia me sentido assim por nenhuma outra mulher.
Enquanto Camila não aparecia, eu tentava me concentrar no trabalho, mas não foi possível. Levantei-me e encarei a paisagem através da janela de vidro de meu escritório. Foi nesse momento que a mulher que mexeu com minha cabeça finalmente chegou.
Ao vê-la na sala, desejei tê-la em meus braços, mas sabia que não podia fazer isso. Teria que me aproximar dela com cautela e cuidado, não queria assustá-la. Estudei Camila enquanto ainda estava em minha sala, prestando atenção em sua postura física e em suas roupas simples. Pensei que talvez sua simplicidade tenha sido o que me atraiu tanto.
Esses pensamentos despertaram em mim uma breve obsessão. Não queria nem pensar na possibilidade de outros a tocarem ou olharem para ela. A ideia de Camila se entregar a outro me atormentava.
E a prova disso foi ver o olhar de Bruno para Camila. Isso me irritou bastante.
Eu havia contratado Camila pelas boas qualidades que ela tinha, e o currículo falava muito bem sobre seu profissionalismo. Mas eu não me contentei apenas com isso; eu a queria perto de mim.
Eu contatei uma equipe de organização da empresa e pedi que organizassem a sala ao lado da minha. O pequeno escritório onde Camila trabalharia tinha acesso à minha sala, o que me deixou contente.
Assim que Camila saiu do escritório, Bruno ficou ali conversando comigo por mais algumas horas. Ambos discutíamos a mesma história de sempre: "Erica Steves". Bruno nunca havia conseguido perdoar o irmão pelo assassinato da mulher que ele amava.
— Você é um maldito assassino. — Bruno gritou.
— Pare com isso agora mesmo, Bruno. Quem é você para me chamar de assassino? Você também estava lá e me ajudou. Você foi meu cúmplice, mas isso não te faz menos culpado do que eu. Você também sujou suas mãos com sangue.
Bruno não disse mais nada, apenas virou-se e saiu do escritório de Nicolas, batendo a porta com força ao sair.
Eu saí de meus pensamentos ao ouvir o celular tocar em cima da mesa. Imediatamente, eu atendi:
— Preciso vê-lo, Senhor Navarro. Precisamos falar sobre o projeto da praia de Malibu. A obra só começou, mas quero fazer algumas revisões com o senhor. Quando estará disponível?
Eu sabia que tinha que marcar o mais rápido possível. Esse projeto era muito importante para a empresa, e não podia perder essa oportunidade.
— Podemos marcar para amanhã, Jacson. Vou organizar os documentos do projeto hoje mesmo e agilizar algumas coisas aqui. Estarei te esperando amanhã na primeira hora para fazermos a reunião.
Jacson concordou e encerrou a ligação. O dia havia sido cansativo para mim, com trabalho em cima de trabalho, apresentações e agora a reunião que acabara de marcar. Agilizei os papéis, fotos dos projetos e os guardei em uma pasta separada.
Meu plano para a empresa com esse projeto era criar um hotel com vista para o mar, exclusivo para os turistas daquela praia. Eu queria impulsionar ainda mais meus negócios.
Assim que terminei de organizar tudo, entrei em meu carro e dirigi-me até minha casa. Sentia minha cabeça doer devido ao estresse do dia a dia no trabalho; só queria dormir e descansar. Ultimamente, a empresa havia tomado todo o meu tempo, a ponto de não ter mais tempo para ir à sede da máfia. Apenas me comunicava com meus soldados por telefone e me mantinha informado sobre tudo.
No caminho de volta para casa, parei por alguns segundos em frente ao prédio onde Camila morava. Desejei vê-la, mas percebi que o horário estava bastante avançado para perturbá-la. Continuei o caminho até minha casa.
Cheguei ao conforto de minha residência e fui direto para o quarto. Tudo ali estava em paz, ninguém estava acordado naquele horário. Tomei um banho frio para acalmar os músculos tensos, e ao retornar para o quarto, notei que havia alguém em meus lençóis.
— Helena? O que faz em minha casa? — perguntei seco.
— Vim te fazer companhia, meu amor. Só deita e relaxa. — disse descaradamente.
Peguei Helena pelo braço. Eu me sentia estressado com todo o trabalho do dia e ainda tinha que suportar Helena com suas investidas insistentes e abusivas. Saí arrastando Helena até o portão do lado de fora. Meus seguranças me olhavam com olhos estreitos de medo e estavam bem desconfiados.
— Alguém de vocês deixou essa mulher entrar, e eu quero saber quem foi?
— Fui eu, senhor, perdão. — disse, baixando a cabeça.
— Não quero que deixem ninguém entrar na minha casa sem meu consentimento. Você está demitido. — falei apontando o dedo para a rua, e o segurança saiu de minha frente. — E você também, saia da minha casa, Helena, e não ouse voltar aqui.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Maria Das Neves
❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2025-01-05
1
Maria Sena
Oxi, mas se ela entrou e os soldados nao barraram, com certeza não foi a primeira vez e pra entrar na mansão não é qualquer uma.
2024-12-14
1
Cleonice Alves Beraldo
Estou gostando muito da história.
2024-11-17
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