Depois que passaram na joalheria e pegaram a caixa com a tiara de duquesa, que não mostraram para Elizabeth. Alfred queria fazer surpresa. Foram até o hotel e embarcaram no helicóptero para voltar para o castelo. De helicóptero eles chegariam bem a tempo de de arrumarem para o jantar. Com o desmaio de Elizabeth, algo ficou sem fazer.
Durante o trajeto, Richard abriu um pequeno refrigerador onde tinha uma garrafa de suco e alguns petiscos. Pegou copos e serviu o suco para todos e colocou os petiscos para comerem, já que pularam o chá da tarde.
Elizabeth estava bastante cansada. Se não fosse uma obrigação de tradição o jantar, ela subiria para dormir. Mas fez um esforço maior, pois seu tio-avô estava cuidando dela e de todos os detalhes do casamento.
Ela subiu no mesmo instante em que entrou no castelo. Correu para o quarto e escolheu um vestido amarelo. Foi tomar banho rapidamente, pois se demorasse iria relaxar e não desceria para o jantar. Vestiu uma lingerie simples e colocou o vestido. Calçou sandálias baixas e penteou os cabelos em uma trança lateral. Desceu depressa. Se ficasse mais um minuto no quarto iria se jogar na cama e dormir até o dia seguinte.
- Está muito bonita, mas parece cansada. - Falou Alfred, pegando a mão dela e colocando em seu braço.
- Estou exausta! O dia de hoje foi muito corrido. Mas depois de jantar, vou dormir um bom sono.
- Vou deixar você descansar amanhã e depois. Na sexta vamos buscar o seu vestido de noiva e aproveitar para comprar algumas coisas para sua lua de mel.
- Não foi isso que fizemos hoje?
- Boa noite! Estou atrasado?
- Não. Apenas sentamos porque Elizabeth está cansada.
- Então podemos começar o jantar.
- Sim, podemos. Vou deixar o aparelho de pressão na mesa da sala. Você vai precisar dele de agora em diante, Elizabeth.
- Será só por essa semana. Depois do casamento acaba o estresse e a correria.
- Vai descuidar da saúde assim?
- Não vou descuidar. Vou tomar os medicamentos receitados e vou tentar evitar grandes emoções. Eu amo viver.
- Vou providenciar um aparelho para seu uso. Vai poder levar na viagem.
- Por falar em viagem, onde iremos na lua de mel?
- Você escolhe.
- Oh! Duvida cruel! Hawaii ou Caribe?
- Gostaria de ir para o Hawaii?
- Não. Já vou estar casada. Não teria graça nenhuma.
- Por que não?
- Assisti tanto ao filme Feitiço Hawaiano que sonhei em me casar no Hawaii daquele jeito, mas meus pais já morreram, então não tem graça nenhuma. Era um sonho também da minha mãe.
- Então será no Caribe. Uma semana ou duas?
- Não sou eu quem trabalho.
- Me diz, Richard, quanto tempo?
- Férias? Descanso? Um ano, pode ser? rsrs. De verdade, duas semanas e voltamos para agilizar o hotel no castelo.
- Tenho que ver se tenho trajes de banho suficientes para tanto tempo.
- Viu, mocinha! E depois diz que não vai precisar de mais nada.
- Desculpa. Eu sou assim mesmo. Contento-me com o mínimo.
- Mas não pode mais ser assim. Precisa aprender a se preparar mais. Estar sempre pronta para qualquer ocasião.
- Vou tentar mudar. Com licença, a minha bateria acabou, tenho que recarregar. Boa noite!
- Eu vou com você.
- Tudo bem. Sei que não adianta discutir...
Os dois subiram juntos, com Richard tocando em suas costas. Chegaram diante da porta do quarto e Elizabeth sentiu o abraço de Richard e em seu beijo. Estava tão cansada que não esboçou nenhuma reação. O beijo se aprofundou e ela apagou nos braços de Richard. Ele a pegou nos braços, abriu a porta e levou ela até a cama. Tirou o sapato e deixou ela de vestido. Cobriu com a colcha. Saiu bem devagar, fechou a porta e desceu.
- Apagou. Como disse, a bateria terminou, ninguém consegue dar carga. Só dormindo para recuperar.
- Você tirou a roupa dela?
- Não! Só tirei o sapato. Deixei ela descansar, coloquei uma coberta nela. Ontem ela ficou brava comigo e foi dormir com raiva.
- Ontem ela também dormiu com o vestido. Mas não tirou as sandálias ou se cobriu. Geórgia a encontrou atravessada na cama dormindo às 10 da manhã.
- Eu sou um idiota. A garota dos meus sonhos aparece na minha vida e eu ainda tenho que reclamar do nosso casamento, menosprezando os sentimentos dela.
- Acalme-se. Vocês terão duas semanas para se conhecerem e fortalecer a união de vocês. Aproveite ao máximo.
- Espero que essa lua de mel seja suficiente.
- Se não for, ainda terão uma vida inteira pela frente. E quando vierem os filhos, tudo se completa.
- O senhor acredita que vamos conseguir quebrar o ciclo de apenas um filho por casal. Foi assim com o senhor e depois com o meu pai, e também foi assim com a avó dela e com a mãe.
- Espero que sim. Gostaria de ver o clã MacMillan crescer. Rumo ao novo milênio.
- E se tivermos apenas uma filha? O nosso legado iria acabar.
- Não pense assim. Seja positivo e otimista. Vão ter pelo menos um casal como meu pai e minha mãe tiveram. Fica tranquilo quanto a isso.
- Nosso destino está nas mãos de Elizabeth. Se o outro ramo da família não tivesse se afastado de nós, hoje seríamos uma família grande e poderosa. Mas preferiram se afastar da nobreza e viver como plebeus.
- Tenho notícias do ramo MacMillan que vive nos EUA. Você tem um primo distante com o mesmo nome. Ele é advogado. E também tem os MacMillan que foram para a Austrália. Talvez a sua união com Elizabeth seja uma forma de resgatar esses elos perdidos em nossa família.
- Acho bem difícil conseguir tal façanha. Nesses tempos, eu já tentei contato direto com eles, mas ninguém respondeu. Perdi minhas esperanças em conseguir trazer de volta esses desgarrados.
- Vamos esperar o castelo ser transformado em hotel e depois veremos o que fazer.
- O senhor acredita em Papai Noel e Coelho da Páscoa. Eu não espero mais nada. Se eles não querem contato, continuem assim.
- Não é questão de acreditar em figuras míticas e sim de ter esperança e fé no futuro. Vamos dormir. Amanhã teremos um dia bem cheio.
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Atualizado até capítulo 100
Comments
odia Costa
Autora mostra fotos
2023-09-04
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