Miranda acordou em quarto de hospital, a cabeça ainda zonza doía e o cômodo girava sultimente, ao lado da cama uma moça jovem parecia vigia-la e se levantou assim que percebeu seu despertar.
— Onde estou? —
Miranda perguntou olhando assustada para os lados, tentou se levantar mais foi impedida pela jovem.
— Calma querida está tudo bem.—
Disse ajeitando os lençóis sobre ela
—Vou chamar o doutor e dizer que já acordou.—
Saiu sem sequer se apresentar, Miranda se sentou a cama, olhava com atenção para o lugar bonito e sofisticado, sabia que de certo tudo aquilo custaria uma fortuna que ela não poderia pagar. Quando o médico entrou no quarto olhou para ela com olhos atentos, pegou ao pé da cama o prontuário e parou ao lado de seu leito.
— Teve sorte menina, apenas arranhões, na sua testa foi necessário alguns pontos mais acredito que não deixaram cicatrizes.—
Escrevia no objeto enquanto Miranda o ouvia em silêncio.
— Aqui estão os medicamentos que irá precisar, basicamente são alguns analgésicos então não a com que se preocupar, ficou sedada para realização de alguns exames em observação por três dias então receberá alta hoje.—
Miranda arregalou os olhos ao ouvi-lo.
— Por Deus, estou aqui a três dias? Lívia, meu Deus minha irmã.—
— Calma Miranda, ela com certeza está bem.—
O homem disse tentando acalma-la
— O senhor não entende Doutor, sou tudo que ela tem—
— Entendo mais acredito que seja lá quem tenha sido encarregado de cuidar dela não a jogaria na rua não é mesmo? —
Miranda respirou fundo, tentou se acalmar afinal aquele homem estava certo, Dona margarida era como uma mãe para ela e a irmã, não deixaria a pobre criança a Deus dará.
—Doutor, No acidente. —
Tocou sutilmente a mão do médico
—Ninguém mais se feriu não é mesmo?—
Não escondia a preocupação.
— Tive a impressão de ter batido em algo, acredito que tenha sido um cão ou algum outro animal mais não consegui vê-lo, desmaiei e quando acordei estava aqui ,o senhor sabe de algo?—
O homem a encarou por algum tempo, olhou para porta como se esperasse por algo ou temesse o que estava atrás dela, sorriu sem jeito para Miranda depois desviou seu olhar.
—Não, Nenhuma vítima, você chegou sozinha ao hospital, um senhor gentil a trouxe.
Entregou a Miranda o receituário e a conta e saiu, A jovem olhou por algum tempo os papéis que foram entregues a ela, quase caiu para trás ao ver os valores descritos nele, não teria como pagar por algo como aquilo, era muito mais do que ganhava em três meses duros de trabalho o que a levou ao desespero, Miranda andou devagar até o banheiro, ainda vestida a camisola do hospital pensou em fugir, em sua cabeça um misto de medo e preocupação, pelo visto estava alí a mais tempo do que pensava, não sabia o que havia acontecido a sua irmã já que a senhora que cuidava dela não tinha notícias suas a pelo menos três dias, Quando tomou coragem para sair e seguiu em direção a recepção Miranda foi amparada pela mesma jovem de boa aparência que estava no quarto quando ela acordou.
— Pronta para irmos querida?—
Ela disse a Miranda que não entendeu nada.
— Irmos?—
Perguntou confusa
— Aí meu Deus vão me prender porque não tenho como pagar a conta? —
Tentou correr mais foi segurada levemente pela mulher.
— Não! Não é isso, fique calma a conta já foi paga por meu cunhado, foi ele quem encontrou você depois do acidente, é um homem altruísta e bondoso.—
Ela sorriu de um jeito que provocou arrepios em Miranda.
— Vou levá-la em casa.—
— Não é necessário senhorita já fizeram tanto por mim, posso pegar um táxi.—
— Me chame de Jordana, faço questão de acompanha-lá. —
Saiu levando Miranda enquanto de um dos consultórios um homem sem expressão caminhou em direção a sala de espera.
—Fez o que ordenei?—
Perguntou alto ao médico que se encolheu.
—Sim Don Vincenzo, ela não sabe de nada. —
Gaguejou enquanto trêmulo estendeu a mão ao homem diante dele
— Sua esposa e filha já foram enviadas a funerária como exigiu, sinto muitíssimo por sua perda.—
Vincenzo o olhou dos pés a cabeça com desprezo, ignorou o aperto de mão gentil que homem lhe ofereceu fazendo sinal para um de seus soldados.
— Matem todos não deixem ninguém vivo.—
Saiu em direção a porta, os gritos altos dos alí presentes ecoaram pelo espaço, uma chuva de tiros fazia a trilha sonora do massacre ordenado por ele que ignorou completamente qualquer pedido de clemência, O hospital estava cheio e aquilo de certo estamparia as manchetes no dia seguinte mais ele não ligava, havia perdido o único motivo que ainda lhe trazia um pouco de humanidade e agora em seu peito apenas escuridão e maldade reinavam.
Quando Miranda chegou a pensão que morava foi direto para casa de Dona Margarida, bateu na porta até que a senhora já idosa abrisse, Jordana olhava todo lugar com uma expressão de nojo que não conseguia disfarçar, quando abriu a porta a mulher abraçou forte Miranda.
—Meu Deus criança, achei que estivesse morta—
Disse ao segurar o rosto da jovem nas mãos.
— Me desculpe dona Margarida, eu sofri um acidente, só agora consegui sair do hospital. —
Sorriu tristemente.— Pode chamar Lívia para mim?—
Olhava para dentro da casa a procura da irmã.
—Sinto muito filha, eu não pude fazer nada.—
A senhora secava as mãos molhadas no avental.
— Por Deus dona Margarida onde está minha irmã?—
Miranda já chorava naquele momento.
— O Rivera esteve aqui com os capangas dele, Não pude impedir que levasse a menina, é filha dele.—
Miranda se desesperou, precisou ser amparada pelas duas mulheres diante dela para não ir ao chão
— Venha filha sente-se um pouco, tome uma água. Dona Margarida e Jordana a guiaram até o sofá.—
—O que aquele maldito quer com a Livi? nunca ligou para ela, ele disse alguma coisa?—
— Que você sabia onde encontrá-lo, e que está a sua espera —
Miranda se levantou imediatamente, correu em direção a porta sem saber que tudo aquilo se tratava de um plano cruel do homem que agora faria de sua vida um verdadeiro inferno.
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Atualizado até capítulo 54
Comments
Ivanilde T. Serra
Que culpa os médicos tem dela ter morrido
2025-01-28
0
Ivanilde T. Serra
O que será que aconteceu com ela!
2025-01-28
0
morena
credo
2025-03-08
0