...Clara Lua...
Estou namorando o Gabriel, finalmente, ele é o meu grande amor, meu primeiro e único namorado.
Eu nem acredito que tive coragem e disse tudo que sentia pra ele. Tem sido perfeito passar esse tempo ao lado do Gabriel.
Ele fez questão de contar pra todos os empregados que estamos juntos, e parece que eles já esperavam por isso, a Maria ficou super feliz, me abraçando e me chamando de filha. Ainda bem que ela não veio com aquela conversa de senhora da casa.
Quando fomos contar pra Belinha fiquei com medo de ela não aceitar, mas foi justamente o contrário, a Belinha ficou radiante. Ela disse que agora eu era a mamãe dela de verdade, que fofinha.
Na sexta a noite a Gabi e o Daniel vieram jantar aqui e contamos a novidade pra eles.
— Ai meu Deus! Finalmente Lua, minha cunhada. — A Gabi me abraçou emocionada.
— Meus parabéns, olhando pra vocês eu já sabia que era questão de tempo. — O Daniel também parecia feliz. — Ainda mais ontem com aquela cena toda com o Lúcio.
— Nem me fala o nome de cara Dan, fala sério! — O Gabriel ainda sentia ciúmes do Lúcio.
— Foi engraçado, ele ficou bem sem graça quando você falou que era namorado dela. — O Dan ria da cara do Gabriel.
— Mas agora é oficial, somos uma família. — A Gabi nos deu um abraço triplo. — Eu amo vocês.
— Também amo vocês, eu estou muito feliz! — Falei ainda abraçando eles. — Foi besteira minha esperar tanto pra viver esse momento.
— Nem me fala Lua, você me deu uma dor de cabeça gigante, mas tudo valeu a pena. — O Gabriel falou emocionado, meu amor.
Eu não poderia estar mais feliz. No sábado saímos para passear com a Belinha no zoológico. Eu sou contra animais numa jaula, mas a Belinha nunca tinha ido ao zoo, e não conhecia metade dos animais que tinha ali, então resolvi aceitar e ir com eles.
A Belinha se divertiu muito, brincou bastante e agora a diversão dela era falar pra todos que eu era a mamãe dela. A minha filhinha.
A noite eu estava no quarto estudando quando o Gabriel bateu na porta.
— Ta ocupada?
— Não, tava aqui tentando estudar, mas já estou cansada. — Fechei o livro. — O que foi?
— Eu quero namorar!
— Ai meu Deus que fofinho!!! — Levantei e dei um abraço nele.
— Vem, vamos ver um filme, que eu quero te agarrar.
— E precisa de um filme pra isso?
— Não, mas ver filme é legal! — Ele me puxou e fui com ele.
Fomos pra sala de TV. Eu só havia entrado uma vez na sala de TV da casa do Gabriel, parecia uma mine sala de cinema. Nos sentamos juntos e eu escolhi assistir uma comédia romântica, o Gabriel não gostou, mas ele me deixou decidir e se deu mal.
Ficamos abraçados assistindo ao filme, mas o Gabriel não estava muito a fim de assistir. Ele começou a fazer carinhos nas minhas costas e pescoço, isso me deixou bem arrepiada.
Nos beijamos e a cada beijo e carícias do Gabriel eu ficava ainda mais arrepiada, de repente comecei a sentir um volume e percebi que era o Gabriel. Eu fiquei vermelha feito fogo, e me afastei dele.
— O quê foi? — Ele perguntou surpreso.
— Você ta, empolgado de mais, tanto que dá pra sentir. A gente combinou de ir com calma Gabriel.
— Desculpa Lua, mas isso é meio que incontrolável. Esse é o efeito que você causa em mim. Só de sentir seu perfume eu fico "empolgado".
— Então se aquieta ai tá. Senhor empolgadinho!
— Ta legal! Já disse que vamos no seu tempo. Eu tô tranquilo. Vem, deita aqui no meu ombro.
Dessa vez ficamos só abraçados assistindo ao filme.
O fim de semana passa rápido, é muito bom ter esse tempo livre com o Gabriel. Mas chegou a segunda-feira é meu primeiro dia no Instituto Samer.
Chego cedo e fico esperando a Manu. Quando ela chega somos direcionadas para a sala da diretora escolar.
— Sejam bem vindas meninas. — A diretora, Aline é bem simpática e nos recebe bem. — Nesses dias vocês farão a ambientação, conhecerão os espaços do Instituto, os professores e demais funcionários, poderão observar as aulas e as diversas atividades que temos aqui. Depois da ambientação vocês poderão iniciar o planejamento do seu ano letivo.
Em seguida a Aline pede que um dos coordenadores nos apresente os espaços e funcionários do Instituto.
Andamos bastante, o lugar é enorme e tem uma porrada de funcionários. Finalmente chegou a hora do almoço.
— Ai finalmente uma cadeira, andamos a manhã toda. Credo! — A Manu foi resmungando assim que se sentou.
— É foi cansativo. Mas eu amei esse lugar, estudar aqui deve ser incrível.
— Tá mas me conta como foi o pedido de demissão? Fez como eu ensinei? — Rimos juntas imaginado a cena que a Manu decresceu.
Contei como tudo aconteceu pra Manu, e como tem sido até então ser a namorada do Gabriel.
— Mas você adora um drama né mulher. E sobre a virgindade, isso já tava escrito na sua cara.
— Ta me chamando de cara de virgem?
— Tô sim! (risos) Mas me conta, você quer ficar assim tipo até casar?
— Não necessariamente, eu só não quero me arrepender depois.
— Como assim? Porque se arrependeria?
— Quando estava na faculdade de pedagogia, eu gostava de um rapaz, e ele chegou a me paquerar umas vezes. Eu tava disposta a ficar com ele. Fomos numa festa e tinha certeza que lá íamos ficar juntos, seria meu primeiro beijo. Mas ouvi ele falando com os colegas que ia se dar bem, que ia pegar a freira da faculdade. — Eu tinha contado isso pra ninguém.
— Mas que idiota!
— Pois é! Nesse dia eu jurei que só ia beijar um cara se tivesse certeza que ele gostava de mim pra valer. Mas acabei quebrando meu juramento com o Guga.
— Você beijou o Guga? — A Manu arrastou a cadeira dela atéde frente pra minha. — Menina você é mesmo muito boa em guardar segredos.
— Na verdade, foi ele quem me beijou. E foi horrível! E pra piorar o Gabriel viu e me chamou de vagabunda.
— Gente! Que situação, você contando assim, parece até uma novela.
— É, mas foi bem real. Depois disso, eu não quero me entregar e acabar tendo uma experiência ruim, ser difamada depois e sei lá!
— Olha! Vai no seu tempo tá, mas pensa que vocês se amam, já passaram por muita coisa juntos. Ele não vai te largar depois, e com aquele cara gostosão eu duvido que seja ruim (risos).
— Você sabe que está falando do meu namorado né? — Rimos bastante.
Durante a semana eu a Manu trabalhamos no Instituto das 7h ás 16h, continuamos nossa ambientação, assistimos algumas aulas e participamos das atividades com os estudantes.
Quando chego do trabalho tento passar um tempo com a Belinha antes de ir para a faculdade.
No fim de semana
Finalmente a semana acabou, tem sido muito cansativo, não vejo a hora desse semestre acabar, consegui adiantar todas as disciplinas do mestrado e no próximo ano, não vou precisar assistir nenhuma aula, vou só me dedicar a minha dissertação.
No sábado a Gabi veio aqui pra casa, com uma colega de trabalho, a Camila é decoradora de festas, ela vai nos ajudar com o aniversário da Belinha que já é no próximo fim de semana. 6 aninhos da minha filha.
— Depois de 5 anos a Belinha vai finalmente ter uma festa de aniversário. — A Gabi estava emocionada com esse dia.
— 5 anos? — A Camila perguntou chocada.
— É, a Belinha só teve sua festa de 1 ano, e ela nem deve lembrar. — A Gabi explicou. — No ano seguinte a Leticia ficou doente e como o aniversário da Belinha é em novembro, nessa época a Leti já estava bem debilitada e em pouco tempo ela faleceu. Desde então nada de festa.
— Nossa! Tadinha!
— É, mas agora ela vai ter a festinha dela, com tudo que ela gosta.
Passamos o fim de semana decidindo detalhes da decoração, contratando fornecedores, buffet, entre outras coisas. A Belinha também ajudou, ela estava muito empolgada.
Uma semana depois chegava o dia da festa da Belinha.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 51
Comments
Berê
Família: um bem que ela está sentindo o quanto é bom fazer parte de uma!
2023-01-16
15