O primeiro Beijo

...Clara Lua ...

2 meses se passaram desde que comecei o mestrado, o Guga e a Manu se tornaram meus grandes amigos aqui na faculdade.

Hoje a aula terminou mais cedo e a Manu arrastou a gente pra um bar que tem aqui perto do Campus, eu não costumo beber, mas fui mesmo assim, foi divertido, rimos bastante, eu tava precisando me divertir um pouco. Tava ficando tarde e decidi chamar um uber pra voltar pra voltar pra casa do senhor Santini, mas o Guga insistiu em me dar uma carona, aceitei.

O Guga foi dando em cima de mim o caminho todo, aff. Ele é muito bonito, alto, corpo malhado, olhos verdes, cabelo cacheado, além de ser muito engraçado, mas pra mim ele era só um amigo.

Quando chegamos na mansão o Guga desceu do carro junto comigo, ficamos conversando uns minutos e quando eu me distraí o Guga me beijou. Eu nunca tinha beijado ninguém antes, no orfanato só tinha meninas, eu só convivi com garotos no meu ensino médio e nenhum deles queria aproximação com as órfãs, as rejeitadas, como nos chamavam, e na faculdade só queriam a gente pra diversão e mais nada, eu jurei a meu pai São Francisco, o santo mesmo, que seria honrada e só iria me entregar a quem me amasse e quisesse ficar comigo de verdade.

Definitivamente não era o Guga, o cara que eu sonhei pra mim, e nem era assim que eu queria que fosse meu primeiro beijo, fora que foi horrível, eu não sabia como era beijar alguém, mas imaginei que fosse bom. Que droga.

Olhei pro Guga com muita raiva.

— ... foi mal, eu achei que a gente tava se curtindo, mas me enganei. — Ele me olhava com uma cara de cachorro sem dono, que raiva do Gustavo. — Desculpa, vamos ficar só na amizade mesmo.

— Eu devia quebrar sua cara Gustavo. — Respeitei fundo e tentei me acalmar, no fundo eu não queria perder o amigo, por mais idiota que fosse. — Aceito as suas desculpas, desde que isso nunca mais se repita, e quando quiser beijar alguém pede antes ta.

Virei de costas e entrei em casa. O senhor Santini tava parado na porta, droga ele viu tudo.

— Boa noite Senhor. — Cumprimentei cabisbaixa.

— Que pouca vergonha é essa na minha porta? Eu não sabia que tinha trazido uma vagabunda pra essa casa.

Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Sempre lutei pra ser respeitável e ouvir isso, logo dele, caramba. Eu nem respondi, corri pro quarto e só sai de lá no dia seguinte.

......................

...Gabriel...

Cheguei em casa irritado, esses bilionários acham que são donos do mundo, eu amo meu trabalho, mas tem alguns clientes que preferia nem conhecer. Resolvi beber um pouco e acabei bebendo demais. Tava quase dormindo no sofá quando ouvi um barulho de carro lá fora e fui ver.

Era a Clara Lua, tava com um sujeitinho ridículo, deve ser um dos moleques da faculdade. Que raiva desse cara. Nem sei explicar o ódio que senti quando ele beijou ela, mas que droga, quem ele pensa que é.

Quando ela entrou falei um monte de merda, chamei de vagabunda. Por que eu fiz isso, que direito eu tenho, droga, tomara que ela me perdoe e não vá embora.

......................

...Clara Lua...

No dia seguinte eu decidi arrumar minhas coisas e ir embora, mas pra onde? Quando estava pensando a Belinha entrou no quarto, toda sorridente com a tarefa que passei ontem pra ela fazer, como eu podia ir embora e deixar minha princesinha.

A Belinha era tudo pra mim, se pra ficar com ela eu precisasse enfrentar o maldito pai dela, então eu faria isso.

Quando estava pensando nisso ele entrou.

— Bom dia Lua, posso entrar? — Falou já praticamente dentro do quarto.

— Claro senhor, a casa é sua. — Respondi a contragosto.

Ele foi até a Belinha e foi com ela.

— Filha vai ficar com a Maria la em baixo daqui a pouco a Lua desce pra ficar com você.

— Ta bom papai.

— Eu nunca vou poder te agradecer o suficiente por ouvir a voz da Belinha assim. Me desculpa Lua, eu não tinha o direito de falar com você daquela maneira, por favor não deixe essa casa.

— Eu não vou embora, a Belinha precisa de mim e eu também preciso dela. Apenas por isso vou ficar. — Fui sincera.

— Obrigado, só te peço que não traga namorados pra essa casa. Ele é seu namorado? — Mas qual o problema? Isso não é da conta dele.

— Ele não é meu namorado e não vai voltar aqui, não se preocupe. — Me levantei e fui até a porta. — Agora com licença, vou ver a Belinha.

Que conversa esquisita, o que interessa a ele se eu tenho namorado, era o que me faltava.

Dias depois

A Manu insistiu em comemorar o aniversário dela num show um DJ famoso na Cidade, eu nunca fui a um show de música eletrônica, não tem esse tipo de festa no interior onde cresci, nem sabia o que vestir minha nossa.

Após muita insistência eu aceitei o convite. Pedi folga ao senhor Santini, ele me devia pois nunca tiro folga do trabalho. Fui até o shopping e comprei um vestido bem justo, afinal eu ia até um show e tava bem animada. Fui me arrumar na casa da Manu e de lá fomos pra diversão.

Eu nunca dancei tanto, que festa incrível, muitas luzes, música alta, nem imaginava que ia gostar de um lugar assim, mas eu amei. Tava tudo ótimo até uns caras se aproximarem eu pedi pra eles me largarem, mas eles pareciam não ouvir, já tava entrando em desespero quando alguém deu um soco nos imbecis. Opa, era o senhor Gabriel o que ele faz aqui?

......................

...Gabriel ...

A Lua pediu folga hoje, não podia negar, mas não tirava da cabeça que ela tava com aquele moleque idiota que tava beijando ela aqui na porta. Eu já tava ficando louco em casa, até pensei em ir atrás dela sabe-se lá onde, quando um amigo ligou.

— E ai Santini, bora sair.

— Bora, tô precisando beber. — Desliguei e corri pra me arrumar.

Chegamos no show mais badalado de São Lázaro, com o melhor DJ de todos, musica boa e muita mulher bonita era disso que eu achava que estava precisando.

Até cheguei a me divertir, bebi um monte até ver a Clara Lua, mas que merda ela tá fazendo aqui. Tinha uns caras agarrando ela, me subiu um ódio e fui atras, derrubei o filho da mãe com um soco e tirei a Lua de lá.

— Senhor Gabriel, muito obrigada, se não fosse o senhor eu nem sei. — Ela sorria sem graça.

— Mas que merda você ta fazendo aqui Lua? Isso não é lugar pra você, os caras aqui são podres. — Falei cheio de ódio.

— Olha eu agradeço, mas o senhor não pode me dizer onde devo ou não ir. Muito obrigada ta, agora vou encontrar meus amigos.

— Você não vai voltar pra lá, vem vamos pra casa. — Peguei ela pelo braço e comecei a andar pra fira da festa.

— Não precisa estragar sua noite senhor, eu volto sozinha.

— Nem pensar espera aqui. Vou ligar pro motorista por que eu tô bêbado.

......................

...Clara Lua...

Mas que droga, por que ele tá agindo assim, não foi culpa minha aqueles caras serem tão idiotas.

O motorista chegou, fomos calados o caminho todo, ele parece tão irritado, mas eu não fiz nada pra ele, que situação ridícula.

Chegamos em casa fui direto pro quarto, ele veio atrás de mim, furioso.

— Você tava com aquele moleque?

— Que moleque? — Nessa hora eu esqueci que era o meu patrão e já estava quase gritando com ele.

— Aquele que tava te beijando aqui. Foi ele que te arrastou pra aquele lugar? Você ta com ele? Tá saindo, namorando ta o que? — Mas era só o que me faltava.

— Eu não tô nada, ele é meu amigo, era aniversário da Manu. E por que tanta pergunta? Se eu quiser sair, beber e namorar é problema meu.

— Problema seu nada Lua. Você é minha entendeu, minha!

Ele disse isso e saiu batendo a porta.

Você é minha? Como assim dele? Ai meu Deus.

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Comments

Silvia Barbosa

Silvia Barbosa

Comprou ela ou o que?

2025-01-16

3

Neide Lima

Neide Lima

possessivo 🤔😡

2024-11-13

0

Andreia Jesus Silva

Andreia Jesus Silva

aí meu Deus.esses homens kkkkk

2024-03-31

2

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Atualizado até capítulo 51

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