A festa dos Lima Vieira

...Clara Lua...

Chegou o dia da festa, eu acordei cedo, tinha combinado de passar a manhã com a Manu e o Guga, pois precisamos preparar uma apresentação para a aula de segunda e só temos hoje para fazer isso, já que amanhã (domingo) o Guga vai para o interior, pois é aniversário da sua avó, e não tivemos tempo de preparar nada durante a semana.

Arrumei a Belinha e tomamos café, comi rápido, pois precisava sair e voltar cedo para irmos à festa hoje no final da tarde.

— Lua, por favor não atrasa tá, eu realmente preciso que chegue a tempo de irmos à festa. — O Gabriel falou sentado no sofá enquanto eu saia.

— Não se preocupe, estarei aqui logo após o almoço.

Dou um beijo na Belinha e saio as pressas pra casa da Manu.

A Manu e o Guga são muito inteligentes, porém não são muito focados, eu amo eles, mas sempre me arrependo quando me junto com eles para fazer as atividades em grupo. Principalmente agora que a Manu tá namorando o Lucas, ele está no quarto semestre de farmácia, é inteligente e muito bonito, negro, alto, forte, tatuado, do jeito que a Manu gosta, mas é baladeiro demais.

Ontem eles ficaram até tarde numa festa, agora a Manu tá aqui, mais dormindo que acordada, fora que o Lucas ainda está aqui na casa da Manu o que não ajuda em nada, pois ela fica toda derretida perto dele, essa manhã vai ser longa.

— Vamos galera, foca, precisamos só concluir esse esquema da apresentação e cada uma estuda por si, vamos só definir os autores e tópicos da apresentação. Começando pelos objetivos.

— Eu não sei como vou conseguir estudar, amanhã vou estar viajando, e chego segunda quase no horário da aula. — O Gustavo como sempre.dando desculpas.

— Meu Deus! Gustavo, se vira tá, estuda no ônibus de viagem, fora que estamos estudando esses autores desde o início do semestre, não tem nada novo aqui.

— E você acha mesmo que o Guga leu todo material? — A Manu falava aos risos. — Ele nem ao menos iniciou a escrita da dissertação, o projeto dele ta do mesmo jeito que começou.

—Vocês não têm jeito mesmo. Como disse se vira Guga, agora vamos terminar logo isso.

Saio super estressada da casa da Manu, no final o Gabriel está certo, o Guga é um moleque, eu decido não fazer mais nenhum trabalho com eles, separar a amizade nesses casos é a melhor coisa, eu preciso ir bem nas matérias foi pra isso que me esforcei tanto, não vou perder essa bolsa, pois, não tenho como pagar as mensalidades.

Droga, agora estou atrasada, chego em casa e graças a Deus a Maria já começou a arrumar a Belinha, então corro pro chuveiro e me arrumo o mais rápido possível, visto o macacão que comprei, faço uma maquiagem básica, eu ia tentar pranchar o meu cabelo, mas decido fazer a minha trança lateral, fica bonita e faço bem rápido.

Termino de me arrumar e desço, o Gabriel estava na sala com a Belinha, ele parecia nervoso.

— Se você não estivesse tão linda eu ia reclamar do seu atraso.

— Obrigada Deus pela minha beleza. — Falei sorrindo.

Decido brincar pra aliviar o meu estresse, eu já estava muito nervosa com a minha manhã, e não queria me estressar novamente ouvindo reclamações do Gabriel.

— Então vamos causar inveja às outras famílias da festa com a nossa incrível beleza. — Ele também sorria bastante, ainda bem que ele não estava chateado com o meu atraso.

Na festa

A casa dos Lima Vieira é muito luxuosa, eu achava que a casa do Gabriel era incrível até ver essa mansão, era gigantesca, com um estilo bem futurista, a casa era toda branca, e a decoração tinha tons de preto, prata e vermelho, totalmente diferente de tudo que já vi inclusive nas revistas.

Passamos pela sala e fomos até o salão de festa nos fundos da mansão, sim, eles tinham um enorme salão de festas na casa. O tema da festa era princesa, é claro, a anivesariante se chamava Sofia, ela estava linda vestida de princesa com direito a coroa e tudo, o Gabriel me disse que a coroa dela era de ouro e pedras preciosas, pensa, é muita ostentação.

Os pais da Sofia, eram Ana Elisa e Octaviano Lima Vieira, eles estavam vestidos de rei e rainha também com luxuosas jóias e coroas nas suas cabeças, era a festa infantil, mas elegante que já vi, nunca imaginei estar numa festa assim, todas as crianças estavam bem elegantes e agradeço a Deus por ter escolhido uma roupa adequada pra Belinha, na loja até pensei que tinha exagerado, mas agora vejo que estava certíssima.

Assim que entramos no salão fomos cumprimentar os anfitriões e entregar o presente da pequena Sofia.

— Gabriel, que alegria ter você aqui meu amigo, e finalmente conhecer a Belinha. Mas que menina linda. — Dizia o Octaviano, dono da festa.

A Belinha cumprimentou a todos e deu um abraço na Sofia, tão lindinhas.

— Ora meu amigo, eu que agradeço o seu convite, a Belinha agora está bem melhor e contente. — O Gabriel tentou sorrir, mas percebi que não estava a vontade. — A sua festa está muito bonita.

— Ah sim, esse mérito é todo da Ana Elisa, eu só assino o cheque (risos).

Ai essas conversas de rico, acham que dar o dinheiro é suficiente, a mulher que lute pra fazer tudo sozinha, ainda bem que o Gabriel não é assim.

— Realmente o mérito é meu, o Octaviano não sabe nada de festas, só entende de negócios e mais negócios. — A Ana Elisa, esposa do Octaviano se aproximou. — Mas hoje não é dia disso, se eu ouvir a palavra investimento aqui hoje alguém vai se machucar hein.

Eles riem e eu finjo rir também.

— Não vamos deixar a mulher brava Gabriel, e quem é sua acompanhante?

— Essa é Clara Lua, minha namorada.

Eu não consigo desfarçar a minha cara de espanto e o meu rosto fica vermelho na hora, que história é essa de namorada, o Gabriel ficou maluco?

— Então o solteiro mais cobiçado do momento não está mais solteiro, olha só. — A Ana Elisa me.olhou da cabeça aos pés. — Muito prazer Clara Lua.

Eu só dou um sorriso amarelo pra ela, pois, nem sei o que dizer, finjo ser a namorada dele ou falo de uma vez que só trabalho pra ele?

— Parabéns Gabriel, você está certo em recomeçar, e de onde você é Clara Lua?

Eles ficam me olhando, o Gabriel quase me implora com o olhar para que eu fale algo e decido responder.

— Eu sou do interior de Lajotinhas. Estou fazendo mestrado em São Lázaro.

— Olha só, o Gabriel namora uma intelectual. De qual família você é? — Mais uma vez sinto Ana Elisa me analisando.

Maravilha, agora eles querem saber se sou rica. Perfeito. Eu não vou mentir.

— De nenhuma família, cresci no orfanato São Francisco de Assis, não fui adotada então levo o nome do Santo. Sou Clara Lua de Assis.

Eles me olham meio que chocados e em seguida olham para o Gabriel. Eu já estou esperando eles me chamarem de oportunista ou coisa pior, que situação, eu não tinha que passar por isso.

— Que interessante, você sempre me surpreende Gabriel, bom espero que se divirtam.

Eles saem e vão cumprimentar os outros convidados, que raiva, ta na cara que apesar de não falarem nada, eles ficaram surpresos do Gabriel estar aqui dizendo que namora uma órfã, eu só quero ir embora daqui.

Eu já estava pronta pra questionar ao Gabriel por que ele mentiu, até que um casal vem na nossa direção.

— Então você veio mesmo, graças a Deus, eu estava imaginando ter que bajular essa gente só com a minha linda esposa. — O homem chegou encostando no Gabriel.

— Jamais lhe deixaria sozinho nessa empreitada parceiro, Lua esses são Arthur e Débora Lins. O Arthur é meu sócio no Grupo Santini.

Débora

Arthur

— Muito prazer Lua, o Gabriel fala bastante de você. — A Débora me deu um abraço do nada.

— Para com isso Débora, vai me envergonhar aqui?

— Ah! Ele fala de mim? Fala o quê? — Perguntei curiosa.

— Nada, a Débora fala demais, você vai ver o quanto ela é tagarela. — O Arthur tentou desconversar.

Eles brincam com a Belinha, depois o Arthur e o Gabriel saem pra falar com outros clientes que estão na festa.

— Então Débora eu fiquei curiosa, o que o Gabriel fala de mim? — Pressionei a Débora pois estava muito curiosa.

— Ai Lua eu sou uma romântica, ele contou ao Arthur que você trabalha na casa dele e tudo que fez pela Belinha, e me disse que está apaixonado, vocês já estão namorando?

— Namorando? Não, apesar de que ele me apresentou aqui como sendo a namorada dele, mas ele é só o meu chefe. E os Lima Vieira ficaram chocados dele "namorar" uma órfã.

— Os Lima Vieira são uns esnobes, eles vivem um casamento de aparência, a Ana Elisa vive de dar festas e fazer viajens, nem é ela quem cuida da filha e o Octaviano coleciona amantes, esse casamento é só um negócio bilionário. O Arthur era só um estudante sem um centavo quando o conheci, os meus pais odiaram ele, mas eu sabia que ele era bom, trabalhador e me amava, nos casamos e hoje não somos bilionários, mas vivemos felizes. E você tem que se orgulhar da sua história.

A Débora é mesmo muito tagarela, mas ela tá certa, não tenho que me importar com a opinião alheia, mas ainda assim o Gabriel continua sendo meu chefe, e não posso me envolver. Eu tenho que dar um fim nisso.

Eu e a Débora conversamos a festa toda, ela é tagarela e muito divertida, já ficamos amigas, a Belinha também gostou muito dela. Ela e o Arthur formam um lindo casal, da pra ver o quanto eles se amam. Quem me dera ter um amor assim.

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Comments

Josiw@

Josiw@

quer ao pois se quiserem já estava nos racos do gatao

2025-03-09

1

Josiw@

Josiw@

frescaaaaaaaaaa

2025-03-09

0

Ana Lúcia Moreira

Ana Lúcia Moreira

põe chata nisso, tudo meu chefe afff

2024-10-01

1

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Atualizado até capítulo 51

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