A mãe da Belinha

...Gabriel...

Evitei a muito custo procurar a Lua de noite, até vi quando ela chegou da faculdade, já era bem tarde e ela parecia estar super cansada, ofereci o motorista pra levar e trazer ela das aulas, mas ela recusou, disse que não queria incomodar, mas me irrita muito ver ela saindo de ônibus, de Uber ou pegando carona com aquele moleque idiota que ela chama de amigo. Porém, estou tentando ficar tranquilo e não sufocar a Lua com toda a minha loucura. Eu não sabia que eu era tão instável assim!!

Subi pro quarto e lutei com toda minha força, contra a minha vontade de ir até quarto da Lua e beija-la novamente. Nunca me senti tão apaixonado assim, nem pela Leticia, é tanto amor e desejo que nem cabe em mim, mas tenho que ser paciente, preciso conquistar a Lua, ganhar a confiança dela e com calma eu vou conseguir. Eu tenho que conseguir!

Na manhã seguinte

Acordei empolgado pra mais um dia de passeio com a Lua e a Belinha, minha família. Me arrumei e desci pra tomar café com elas. Fazer essas refeições em família tem sido muito divertido, a melhor hora do meu dia é quando estou com elas.

Hoje a tarde vamos ao parque, depois vamos comer alguns lanches e vou deixar a Lua na faculdade, vai ser bom que aquele moleque veja a Lua e entenda que ela é minha e não tem espaço pra ele.

......................

...Clara Lua...

Ontem foi um dia muito divertido, mesmo com aquela mulher maluca e sem noção que apareceu no restaurante. No início eu estava meio desconfortável de sair assim com o senhor, ops, com o Gabriel, mas depois achei muito legal, eu me sinto mais próxima dele, só não posso confundir as coisas, pois ele continua sendo meu chefe.

Hoje a tarde vamos ao parque, eu já estou ansiosa. Me arrumei e fui ver a Belinha, ela ainda estava dormindo, tão fofinha.

— Acorda princesa, vamos tomar café.

Ela levanta sonolenta, ajudo ela a se arrumar e descemos pra tomar café, antes era estranho sentar a mesa como se fosse da família, mas agora estou habituada e é divertido é como se fosse uma refeição em família mesmo.

— Bom dia princesa! — O Gabriel da um beijo na Belinha.

— Bom dia papai!

— Hoje nós vamos ao parque, e você vai brincar bastante!

— Vamos brincar papai! A mamãe também vai?

— Mamãe? — A Maria pergunta espantada

— A Lua!

A Belinha me chama de mãe outra vez, ontem me pediu pra deixar ela me chamar de mãe caso tivesse medo, mas agora assim do nada, ela voltou a me chamar de mãe, acho que a Maria não gostou muito disso, ela ficou surpresa. Será que eles vão achar que eu estou induzindo isso na Belinha?

— Claro que a mamãe vai, será mais um passeio em família! — O Gabriel responde sorrindo.

— Ai que legal, a Belinha passeando feliz com o papai e a mamãe. — A Maria fala com um entusiasmo semelhante ao do Gabriel.

Ai que alívio, eu fico feliz da Belinha me ver como uma mãe, eu a amo muito, tenho muita vontade de cuidar e protege-la de tudo, mas eu não tenho ideia do que é ser uma mãe já que nunca tive uma, e não quero que pensem que estou tomando o lugar da real mãe da Belinha, a Leticia.

— Eu achei que ia me chamar de mãe quando estivesse assustada Belinha. — Falei tentando mudar essa situação.

— Deixa te chamar assim Lua, por favor! Você é minha nova mamãe. — A Belinha fala com tanto amor. Ai meu Deus, como dizer não a um pedido desse!

— Oh meu amor! Já disse que pode me chamar do jeito que se sentir melhor!

O Gabriel percebe o meu desconforto e me chama pra conversar no escritório depois do tomarmos café da manhã.

— Eu percebi que você ficou sensível com o pedido da Belinha em te chamar de mãe. Saiba que eu não me incomodo nem um pouco, pelo contrário, fico feliz, a Belinha precisa de alguém como você na vida dela, pra amar e educar.

— Me desculpa Gabriel, mas eu não sou a mãe dela, a Leticia é, e não quero tomar esse lugar. — Fui sincera. — Fora que eu não tenho ideia do que é ser uma mãe, fui criada por freiras, e nunca nem convivi com uma mulher que tivesse filhos, eu aprendi o que é ter um pai observando você e a Belinha. Eu realmente não posso, nem devo ocupar esse lugar.

Como me dói falar cada palavra, uma das minhas maiores tristezas é não ter tido uma família, alguém que me amasse e cuidasse de mim, tinha as freiras, sim, mas não é a mesma coisa. Esse vazio sempre ocupou o meu coração. Eu não quis ser uma freira justamente por que queria ter uma família, filhos pra dar o amor que nunca tive. Porém, eu tenho tanto medo, pois, não sei como deve ser uma mãe, e isso pra mim, é muito triste.

— Lua, eu tive um pai ausente, que se dedicava apenas ao trabalho, ele achava que ter dinheiro era o suficiente para cuidar da família, a minha mãe nos criou só com a ajuda da Maria enquanto o nosso pai trabalhava sem parar. Esse é um dos motivos pelo qual eu e a Gabriela decidimos seguir em carreiras diferentes do nosso pai e não assumimos a empresa dele, pois não queríamos ser como o nosso pai.

Então, eu também não sabia o que era ser um pai, mas no dia que soube que a Belinha iria nascer, dentro de mim nasceu esse pai, e olha que errei muito, principalmente quando a Leticia faleceu, deixei a Belinha de lado e isso piorou a situação traumática dela. Ela só reagiu quando teve o carinho de um pai e de uma mãe como você.

— Eu sei que não tem uma receita de bolo pra isso, mas é complicado Gabriel, vamos deixar as coisas como estão, eu vou dar um jeito nisso e fazer a Belinha continuar me chamando de Lua mesmo.

— Eu quero muito que você seja a mãe da Belinha.

— Isso não vai ser bom, eu sou apenas uma funcionária Gabriel. O que vai acontecer quando você quiser me demitir ou casar com alguém? A pesdoa que será esposa deve ser a nova mãe da Belinha e não a babá dela.

Quando digo isso ele se aproxima de mim, me olha nos olhos e me segura pelos braços, eu sinto o meu rosto esquentar, as minhas pernas ficam fracas, mal consigo raciocinar com ele tão perto de mim.

— A única mulher com quem quero e vou passar a minha vida é você, não vou me casar com mais ninguém. Você é a mãe da Belinha e nada vai mudar isso.

Eu já nem tento resistir, só espero ele me beijar, mas de repente o telefone dele toca e voltamos a realidade, me afasto rápido e ele vai olhar o telefone.

— Droga, tenho que entrar nessa reunião agora, é muito importante. Mas que droga! Podemos continuar essa conversa depois?

— Podemos, com licença.

Saio tremendo do escritório dele, eu não posso agir dessa forma, tenho que lembrar que ele é meu chefe. Se dê ao respeito Clara Lua.

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Comments

Josiw@

Josiw@

o mulher fresca o cara todo se declarando e ela fica fazendo doce vá tomar banho afff

2025-03-09

1

Dora Silva

Dora Silva

fica toda derretida pelo cara depois ai ele é meu chefe que frescura 🙄🙄

2024-03-26

2

Luzia Ribeiro

Luzia Ribeiro

o Lua para com essa idiotice de ai ele é meu chefe eu não posso ninguém manda no coração e o coração não sabe quem é quem ele se apaixona e pronto

2023-12-22

3

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Atualizado até capítulo 51

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