Henrique
Assim que reunimos todos os homens, entramos nos carros e saímos. Nem avisei Martina, se não ela iria querer ir junto, e acho que ainda é o momento.
Uns dez minutos depois que saímos, os carros começam a parar e então presto atenção na estrada, pois como não estava dirigindo estava em outro mundo.
Os homens começam a descer e eu desço também.
O carro que a Martina estava... estava capotado e começando a pegar fogo...
Corro até o carro o mais rápido possível. A vejo no banco de trás, de cabeça para baixo e sangue pingando da sua cabeça.
Meu coração dispara, pois quebrar vidros de um carro em chamas é praticamente impossível.
Olho de um lado para outro, todos me olhando esperando ordens...
- alguém tem uma serra? / pergunto quase gritando
Eles se olham e um deles corre pro carro. E volta com uma serra. Nem quero saber o que ele iria fazer com aquela serra...
Ainda tinha o problema de como iríamos ligar ela.
Eu fico olhando para ele que tá com a serra estendida na minha frente. O tempo parece levar uma eternidade para passar, mas sei que mal se passou um ou dois minutos.
- senhor... a serra é a bateria! / ele diz estendo a serra para eu pegar
- sim claro! / falo, mas não sabia
Eu ligo a serra e começo a cortar a porta. O carro parece incendiar ainda mais. O que me deixa mais aflito.
Assim que consigo cortar um boa parte da porta, os homens pegam panos, pois a matéria estava muito quente.
Quando abrimos e o ar entra, o fogo aumenta mais ainda. As roupas da Martina começam a incendiar.
Pego os panos que meus homens usaram para pegar a porta e jogo em cima dela, depois corto o cinto e ela cai.
Eu a pego e depois dois homens resgatam os que estavam na lá dentro. Só fica um preso no cinto e nas ferragens, mas não dá tempo de fazer nada. O carro explode e eu chego a cair no chão com a Martina no colo devido a explosão.
A coloco no carro e vamos para minha casa, no caminho ligo para o médico, quando chegamos já tá esperando.
A levo pro nosso quarto e a coloco na cama.
O médico corta toda sua roupa, a deixando nua. Ficamos só eu, o médico e ela ali.
Um pouco das pernas e dos braços estavam bem queimados. O que me deixava preocupado. Mas o corte na cabeça... aquilo sim era perigoso.
Ele a examina e injeta algo nela e um minuto depois diz:
- dei algo para a dor. Mas mande chamar a UTI móvel. Ela vai precisar ficar em coma induzido. Tenho que fazer raio x, mas provavelmente está com um inchaço no cérebro.
Não falo nada, apenas faço o que ele diz. E em dez minutos a nossa UTI móvel chega.
Era louco, mas as mafias tinham tudo que se precisava com respeito a médicos e aparelhos, pois vivíamos machucados. Então sempre precisávamos de atendimento e só íamos para hospitais em último caso, afinal a maioria dos nossos homens era fichado, ou procurado.
Os homens transportam tudo para o nosso quarto e ligam os aparelhos. O médico injeta mais alguma nela e depois ajusta tudo e saímos do quarto.
- agora ela precisa ficar o mais confortável possível. A noite um médico vem checar tudo. Mas precisa sempre ter alguém com ela. O coma induzido tem que ser de pelo menos uns dois dias. Para a medicação fazer efeito.
- acha que tem algum risco? E as queimaduras não podem infeccionar? / pergunto
- se forem sempre limpas e os remédios foram dados certo, não tem essa possibilidade. Agora o risco sempre tem, ainda mais que ela bateu a cabeça.
Respiro fundo e não digo nada.
- precisa de algo mais senhor Valente?
- não obrigado por tudo doutor! / falo
Ele aperta minha mão e sai. Agora eu precisava ligar para a família dela e avisar, caso eles quisessem vir...
Deus, Anthony vai querer me matar. Poucos dias aqui e a filha dele já sofre um atentado.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Andréa Debossan
Tbm pelo visto esses soldados dele não valem nada,pois s foi a Martina que percebeu que estava sendo seguida, eles mesmos não viram nada
2025-03-09
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Maria Maura
sera Nick a vadia rejeitada ???
2025-03-14
0
Maria Maura
alguns traidores ?
2025-03-14
0