Martina
Os dias passam mais devagar que eu esperava. Meus pais decidiram que vamos ir faltando 4 dias pro casamento.
Eu não sei, não estou nada preocupada em ir para lá, para aquele lugar podre. Cosa Nostra, antigamente me causava náuseas, mas agora... bom agora não mais.
Henrique me ligou apenas uma vez, achei que me ligaria mais... mas não! Óbvio que eu também não vou ligar.
Finalmente chega o dia em que vamos viajar, meu vestido, malas e mudança, já foram ontem. Hoje vamos em família, nos nossos jatos.
Termino de me arrumar e quando vou sair, meu pai entra.
- oi filha! / ele diz, todo arrumado de preto, seu cabelo e barba grisalhos... meu pai se tornou um coroa charmoso.
- oi pai! / falo sorrindo
- vamos sentar querida/ nos sentamos na sacada do meu quarto, onde tem duas cadeiras estofadas.
- fala, o que aconteceu?
- não, nada. Vim apenas... agradecer seu sacrifício, saiba que fiz de tudo nos últimos anos para anular e tentar fugir do acordo. Peço perdão filha.
- pai... olha... eu entendo o que fez. Foi pela família, foi pelo nosso cartel. No seu lugar, todos teríamos feito o mesmo. Só não iríamos assumir, mas se preciso teríamos feito. Eu aceitei, porque como disse, precisamos ter palavra, precisamos ter honra. Fique tranquilo, já aceitei meu destino. / falo e toco seu braço
- obrigado filha. Preciso perguntar, acha que ele será um mal marido? / ele pergunta receoso
- não... Henrique parece... diferente! / falo tentando o acalmar, mas confesso que tenho medo
- se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa filha, ligue, mande uma mensagem... vamos dar um jeito, nem que tenhamos que matar todos, buscamos você de volta pra casa! / ele diz sério, mas vejo seus olhos levemente marejados
- ok papai, obrigada. Sei que posso contar com você! Te amo! / digo e vou até sua cadeira e o abraço
- também te amo minha bebê! / ele fala isso como a muito tempo não dizia.
...
Vamos todos em dois jatos, apenas a família próxima. Meus pais, meus tios, Nina e Vicenzo.
Quando chegamos, nos mostram nossos quartos. A casa até é bonita, toda de madeira, ainda bem que não vamos ficar naquela prisão de pedra no meio da floresta.
Quando chego no meu quarto, até que a vista é bonita, tem umas montanhas no fundo. O quarto tem tudo de madeira, a cama é grande com lençóis brancos, tem banheiro, tem uma pequena mesa perto da janela, com duas cadeiras. Tudo bem organizado.
Tiro meu casaco e meus sapatos e me deito, o dia deita longo amanhã e bem corrido, aliás todos os próximos dias seriam assim.
Peço para trazerem minha janta no quarto a noite, não tô afim de ver os Valente, muito menos, aquele Nick tarado.
Me vem a mente a lembrança do dia que ele tentou me agarrar... e Henrique sacou uma arma e me defendeu, eu não esperava por aquilo...
Como sozinha e durmo, um pouco decepcionada, pois Henrique nem mesmo veio me ver. Aliás.... tô nem ai, ele que vá para o inferno.
Nos próximos três dias, eu, minha mãe, minha tia Gabrielle e Nina, ficamos envolvidas com várias ajudantes, arrumando o celeiro que seriaeu casamento... um celeiro... sempre achei que me casaria na fazenda da nossa família...
Finalmente o dia do casamento chega. Estou um pouco ansiosa, não gosto de ser o centro das atenções. Meu pai estava bem nervoso, quando o vi de manhã, ele trouxe tantas armas... fiquei preocupada, ele tem medo que tentem algo? Mas também, vindo do meu pai, o que esperar? Anthony Fontana sempre foi um pouco paranóico né!
A moça que veio me arrumar, terminei a maquiagem e o cabelo, então estava pronta.
Já tinha dado a hora de irmos para o jardim, onde tinha o celeiro arrumado para nosso casamento.
Meu vestido não era cem por cento branco, mas sempre achei clichê demais. Coloquei um salto pequeno. O casamento era a noitinha então aproveitei e mandei ver no brilho do vestido.
Meu pai entra e quando me vê fica emocionado.
- uau... meu bebê... está uma... mulher, tão linda! / ele diz e me beija na bochecha
- obrigada pai!
- só o decote não precisava ser tanto né! / ele diz pegando meu braço para irmos
- não seja bobo pai! / falo rindo e ele acaba rindo também.
Chegamos no gramado, já estão todos dentro do celeiro, toca uma música baixa ao fundo.
Quando nos aproximamos do celeiro, a música troca e começo uma italiana típica, que fala sobre amor e a vida na máfia, a letra é linda.
- tem certeza? ainda podemos fugir, deixei tudo pronto, caso queira! / ele diz entre os dentes
- tenho certeza pai e eu nunca optaria por um banho de sangue! / falo também entre os dentes
- ok! / ele diz e aperta firme meu braço.
Damos o primeiro passo para dentro do celeiro e enfik vejo Henrique depois de dias... Ele estava... lindo!
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Andréa Debossan
Espero que depois do casamento Henrique continue dando gelo nela
2025-03-09
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S Ramos
e por acaso vc fez por onde??
2024-11-01
0
S Ramos
não iriam assumir?? Falta com a palavra?? Isso caracteriza falta de caráter!!
2024-11-01
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