Henrique
Meu irmão sempre causando problemas, quando Nick irá crescer? Parece que nunca.
Tenho quase certeza que ele faz isso pra me afetar. Acho que ele sempre quis o título de chefe da máfia. Mal sabe ele que eu nunca quis essa vida, se pudesse deixava para ele!
Agora trazer a Maya? Só pode ser brincadeira. Fico a manhã toda no meu escritório depois da briga com a Martina. Ela não entende que aqui é Cosa Nostra e não a cidade dela. Aqui tudo é diferente, os homens ainda vivem no tempo da pedra.
Perto das 13h decido ir comer, estou morrendo de fome.
Quando chego na cozinha estão só as moças limpando tudo.
- senhor Valente, do que precisa? / uma delas pergunta, acho que é Maria o nome
- nada, podem deixar que eu mesmo pego qualquer coisa na geladeira / falo e depois me lembro que tô na minha casa e talvez devia ter dito para elas fazerem algo para mim
Pego o macarrão com carne da geladeira, esquento no microondas e como. Depois deixo ali para elas juntarem, fico na dúvida se devia ou não ter feito isso...
Subo e decido falar com Martina. Quando chego no quarto ela não está. A procuro na casa toda e nada. Começo a ficar preocupado, logo já lembro da lua de mel do Vicenzo, onde a Nina foi sequestrada...
Vou até a rua e pergunto para um dos meus homens:
- viram a Martina? Cadê ela? / pergunto já nervoso
- senhor... sua esposa disse que iria sair, que o senhor pediu para ela fazer algo! / um deles diz sério
Só pode ser piada... garota ligeira!
- sim... quem foi com ela? / pergunto tentando não surtar
- como assim senhor? Ela disse que o senhor a mandou ir sozinha!
Agora Martina passou dos limites.
- acha que eu mandaria minha esposa, recém chegada de outra cidade, que ninguém conhece, sair sozinha? sem nenhum segurança junto? QUAL O PROBLEMA DE VOCÊS? / grito no final, coisa que não queria fazer, mas a Martina me deixa louco
- senhor, ela disse que não queria ser incomodado.
- ah pronto... e vocês não desconfiaram? Deus... eu mato alguém hoje! Quero todo mundo a procura dela! AGORA! / Falo
- os carros tem GPS senhor, é só rastrear!
- façam isso, já volto! / digo e entro na casa
Troco de roupa pego algumas armas e desço até a garagem.
- acharam ela? / pergunto impaciente
- sim senhor, está numa cafeteria no centro.
- ótimo, vamos!
Falo e entro num carro, junto mais três homens entram. Eu que dirijo. Atrás mais dois carros vão conosco.
Quando chegamos na cafeteria no centro, faço um sinal com a cabeça e meus homens entram na frente e tiram todos do lugar.
Assim que entro e a Martina me vê, a cara de preocupada dela some. Mando meus homens saírem e ficamos só nos dois.
- sério que você é tão dramático assim? / Martina diz da mesa onde está sentada.
Caminho até ela e fico andando de um lado para o outro.
- por que fez isso? / pergunto
- queria comer e queria sair! achei quer seria bom conhecer a cidade! / ela diz e come o bolo que estava na sua frente
- achou... achou que seria bom? Martina, aqui é Cosa Nostra, está maluca de sair sozinha e sem seguranças! nem mesmo eu saio sem segurança! / falo bravo
- eu sei me cuidar e sai armada! Fique tranquilo! / ela diz e segue comendo
- Porrä Martina! Que merda! sabe se cuidar? Sabe? se fosse outro cartel que entrou aqui? e tivesse fechado o lugar? sequestrado você? lembra o que houve com a Nina? Aqui seria mil vezes pior, iriam tirar uma parte do seu corpo e mandar para a casa do meu pai! Martina, aqui a coisa é bem diferente. Você pode sair sozinha e não voltar mais, nunca mais, simplesmente porquê algum cartel pode decidir que quer matar você! E pronto! / falo furioso com este pensamento
- deixe de drama, nada aconteceu, você é mais sentimental que imaginei...
- Porrä! / falo algo e bato as palmas das mãos na mesa, o que a assusta
- Eu vi sua cara MARTINA quando viu a invasão aqui! Não se faça de durona! / falo
- tá bom, tive medo sim! Mas agora tá tudo bem, então chega! / ela diz e levantando da mesa e pegando sua bolsa
Eu a pego pelo braço e olho em seus olhos.
- meus homens estão olhando, não me desafie Martina! Não faça isso! / falo
- eles estão na rua, não podem nos ouvir! quer me bater para servir de exemplo, bata! / ela fala e desta vez me desafia mesmo.
Eu a solto abruptamente, abro minha carteira deixo dinheiro na mesa, para pagar todo que estavam ali comendo e provavelmente até mais.
Saio andando na frente dela e ela vem logo atrás.
Vamos só eu e ela no carro, vamos em silêncio.
Quando chegamos, Martina vai direto pro quarto. Eu respiro fundo e subo logo atrás dela.
Martina precisa entender, precisa! Ela não pode agir assim!
***
Amores: iria terminar os livros da máfia neste, maaaas sei que vocês amam e sinceramente eu também. Gostariam de um livro dos irmãos dele? Do Nick e do Alan? Deixem nos comentários se querem, então penso em algo para eles.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Norma Lucia Borges Bahia
Desde que esse ruim e doido morra vou lerr
2025-03-12
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Lisly Hellen Britto Aragao
tomara que tenha o livro dos irmãos dele 🙏
2023-10-27
3
Ariana Santos
queria sabe sobre os irmãos de Martina os gêmeos, pq só fala dela pois os gêmeos eram chamados de mini terroristas
2023-10-25
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