Nossa, é um Brabus GLE900 Rocket?
Exclamou Jacob antes de recuperar a compostura.
Bem, olhando agora para seu novo carro, ninguém a chamaria de patricinha...
- Sim, é blindado também. Respondeu com simplicidade. Vamos?
Ele sempre sonhou em ver um carro desse, andar em um, nossa! Realmente esse era seu dia de sorte.
- Vamos a algum restaurante? Questionou disfarçando a preocupação com a carteira relativamente vazia.
- Não, muito melhor! Vai comer uma comida incrível, num lugar tranquilo e sem regras de etiqueta para estragar o apetite.
- Nossa, a senhora realmente não é como se espera...
- Melhor abandonar esse papo de senhora se quiser trabalhar comigo.
- Não quer dizer "para mim"?
- Não, a proposta é parceria. Espero que me escute durante a refeição e decida me ajudar, mas siga sua consciência, sem pressão. Disse arrematando com uma piscadela. A proposta é boa...
- Não duvido.
Bem, como ele havia notado, ela era totalmente fora de padrões, será que sempre foi assim? Enquanto divagava ela estacionou em frente à uma casa grande e rústica, numa rua de lazer bem discreta, num bairro de classe média-baixa na periferia da cidade. Decidiu deixar rolar e ver no que dava...
- Pode descer.
- Ok...
Ela foi entrando sem cerimônia e ele a seguindo, apesar da simplicidade da casa, a decoração era sóbria e de bom gosto, o que destoava era uma estante cheia de crochês, bibelôs de cerâmica e miniaturas de vidro.
- Eva? Tô com fome! E tenho visita...
- Ainda bem que sempre estou preparada. Vou aquecer e servir... sala de jantar, ou no quintal? Respondeu saindo da cozinha, mas estagnou ao ver Jacob, seus olhos felinos brilhantes de satisfação.
Elisa que nunca era pega desprevenida, sorriu ao perceber que seu plano podia funcionar facilmente.
- Eva, este é Jacob, o detetive particular que fui ver.
- Eu quero um também...
- Como? Questionou ele encabulado e meio confuso.
- Disse que é bem jovem também. Mentiu descaradamente.
- Vamos comer aqui, na sala de jantar, e precisamos da sua presença assim que possível.
- Certeza?
- Sim! Respondeu revirando os olhos... Uma doméstica como ela não duraria uma semana na casa de seus pais, seria taxada de inconveniente, mas ela preferia assim, menos discrição e muito mais sinceridade e lealdade.
Tanto que desde que a contratou, indicou o próprio advogado para defender sua mãe, passou esta casa para o seu nome e a convenceu a cursar o ensino superior em administração. Sabia que o sonho dela era ter seu próprio restaurante em companhia de sua mãe tão logo saísse da cadeia, e, neste caso, entraria como investidora, mas só depois que ela concluísse o curso. No momento, permitia que ela aceitasse encomendas de comidas congeladas , que ela fazia nas horas vagas, afinal assim Eva juntava um dinheiro extra e ainda proporcionava uma fachada para o questionamento sobre como mantinha essa casa enorme.
Elisa ficou conversando sobre amenidades com Jacob, perguntou o que o levou a essa área de trabalho, pois sabia que ele pertencia a uma família bem sucedida de agropecuaristas, coisa que ele estranhou, estava genuinamente interessada na história, contou que seu instrutor de krav maga o indicou, que há alguns meses ele havia descoberto quem havia roubado seu cão, um dog alemão dócil demais para ser verdadeiro.
- Lembrei do caso, foi o Renato que me indicou, então? Preciso agradecer depois.
Eva entrava com uma bandeija atrás da outra, arroz, feijão, farofa, dois tipos de salada, carne assada já fatiada... Enfim, praticamente um restaurante self-service, mais uma travessa com ovos fritos e três tipos de suco. Nossa, quantas pessoas vão comer com a gente?
- Só nós três, respondeu Elisa rindo. Eva é teimosa, sempre que digo que não precisamos de tudo isso, ela pergunta pra que serve o dinheiro, se estou a fim de passar fome kkkk. Acho que ela exagera de propósito, eu descobri que depois ela leva todo o restante para um casal idoso ali na esquina. (Sussurrou feliz)
Jacob perdeu as contas de quantas vezes foi surpreendido pela personalidade e simplicidade dela, mas decidiu guardar a admiração para si. Essa provavelmente seria sua melhor cliente e lhe traria o sucesso mais marcante da história, já que, é óbvio que resolveria esse caso a qualquer custo.
O almoço, como ela havia dito, foi tardio, delicioso, simples e muito agradável. Conversaram e brincaram uns com os outros, nem apenas parecia uma reunião de negócios, mas seus instintos diziam que essa tarde de observação lhe renderia muito mais respostas e certezas do que qualquer interrogatório formal.
Eva estava recolhendo a louça do almoço e Elisa já espalhava seu dossiê na mesa. As bordas de todos papéis estavam desgastados como se ela tivesse lido cada um, várias vezes, nos últimos dois anos.
Eva voltou com um enorme pudim de leite condensado, chantily pressurizado e confetes de chocolate, não ofereceu ou perguntou nada, apenas foi servindo a infantil sobremesa e entregando. Ao ver que Elisa comia com prazer, decidiu provar e não conteve um gemido de apreciação sincera, a questão é, quando ele falava ou ria, o coração de Elisa acelerava, mas esse gemido? Correspondeu a uma carga elétrica em cada nervo do seu corpo! Ia ter que aprender a conviver com isso, decidiu, pois nenhum outro detetive serviria para seu plano. Ela corou, fato que Eva logo notou e sorriu ao pensar que talvez, só talvez esse jovem fosse a chave para destrancar cada sentimento que sua amiga escondia.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Erlete Rodrigues
o primo está por perto ❓
a mãe dele está viva ❓
2025-03-23
1
Carla Dos Santos
esse primo Teu vai caçar problemas
2023-04-05
1
Carla Dos Santos
🤣🤣🤣🤣🤣 gostei da Eva🤣🤣🤣🤣
2023-04-05
1